Num conjunto de cinco encontros, exploramos de maneira provocadora a desconstrução das linguagens artísticas, oferecendo perspetivas únicas sobre temas que envolvem arte performativa, música, ensaio, poesia e filosofia.
Cada encontro/conversa, escrito de forma improvisada e em desafio às convenções, convida à reflexão sobre a função, o mistério, e o impacto das expressões artísticas e culturais nas nossas vidas.
Histórias de Artes para a Curiosidade
Espaço Biblos (Rua dos Bombeiros Voluntários 5) Fundão
25 de março às 18h00 – Uma História da Utopia, pelos livros que li., Carlos Fernandes (Utopia)
26 de março às 18h00 – sessão de encerramento
Uma História da Utopia, pelos livros que li
Aqui, fazemos uma viagem pelas utopias imaginadas na literatura. A partir de leituras marcantes, refletimos sobre como o sonho utópico molda o pensamento humano, desafiando-nos a questionar o que realmente significa a busca por um mundo ideal.
Num conjunto de cinco encontros, exploramos de maneira provocadora a desconstrução das linguagens artísticas, oferecendo perspetivas únicas sobre temas que envolvem arte performativa, música, ensaio, poesia e filosofia.
Cada encontro/conversa, escrito de forma improvisada e em desafio às convenções, convida à reflexão sobre a função, o mistério, e o impacto das expressões artísticas e culturais nas nossas vidas.
“Flores e outros animais” de Francisco Venâncio
até 2 de maio de 2025
Espaço Pontes (Rua João Franco 33, Fundão)
Flores e outros animais
Através de uma prática em desenho e em escultura, numa lógica contínua de experimentação, desenvolve-se um processo em constante construção, onde materiais, superfícies e espaços são reconfigurados.
A prática artesanal dos embutidos, o mobiliário ou o objeto utilitário são pontos de partida para uma investigação sobre forma e função, deslocando elementos do seu contexto original. Um lugar de ficção onde se confronta a realidade desafiando referências, noções e signos. Em Flores e outros animais, fragmentos, revestimentos ou silhuetas são manipulados para configurações que oscilam entre o reconhecimento e a estranheza, desafiando o funcional, o formal e o estrutural. Um processo de pesquisa em permanência que reflete um espaço ficcional em confronto com a realidade, redefinindo noções de uso, sentido e propriedade.
Francisco Venâncio
Lisboa, 1990.
Membro co-fundador do colectivo Campanice.
Estudou na Esad das Caldas da Rainha onde completou a licenciatura e mestrado em Artes Plásticas. Tem exposto o seu trabalho regularmente destacando-se Arena, Armazém Fundo, Porto; brrr, uhh, shhhh, galeria Sala 117, Porto; Colectivamente: Prémio Amadeo de Souza- Cardoso, Amarante; Extraño en una tumba guay, Saloncito/Salón, Madrid; La beauté sera convulsive ou ne sera pas, Forum Arte Braga; Pissing in a river, Galeria Nuno Centeno, Porto; Derivas e Criaturas — Novas aquisições da Coleção Municipal de Arte, Galeria Municipal do Porto; Como plantar um penedo, Centro Cultural Vila Flor, Guimarães; A Play of Boundaries, galeria Carlos Carvalho, Lisboa; Espacios Políticos, Museo Pablo Serrano, Zaragoza; Não é o Sol, é a tocha, Galeria da Livraria Sá da Costa, Lisboa; Proyector, Nadie Nunca Nada No, Madrid; Lumen, Casa das Artes de Tavira.
Inauguração da exposição “Flores e outros animais” de Francisco Venâncio
7 de março a 2 de maio de 2025
Espaço Pontes (Rua João Franco 33, Fundão)
Inauguração: 7 de março às 16h00
Flores e outros animais
Através de uma prática em desenho e em escultura, numa lógica contínua de experimentação, desenvolve-se um processo em constante construção, onde materiais, superfícies e espaços são reconfigurados.
A prática artesanal dos embutidos, o mobiliário ou o objeto utilitário são pontos de partida para uma investigação sobre forma e função, deslocando elementos do seu contexto original. Um lugar de ficção onde se confronta a realidade desafiando referências, noções e signos. Em Flores e outros animais, fragmentos, revestimentos ou silhuetas são manipulados para configurações que oscilam entre o reconhecimento e a estranheza, desafiando o funcional, o formal e o estrutural. Um processo de pesquisa em permanência que reflete um espaço ficcional em confronto com a realidade, redefinindo noções de uso, sentido e propriedade.
Francisco Venâncio
Lisboa, 1990.
Membro co-fundador do colectivo Campanice.
Estudou na Esad das Caldas da Rainha onde completou a licenciatura e mestrado em Artes Plásticas. Tem exposto o seu trabalho regularmente destacando-se Arena, Armazém Fundo, Porto; brrr, uhh, shhhh, galeria Sala 117, Porto; Colectivamente: Prémio Amadeo de Souza- Cardoso, Amarante; Extraño en una tumba guay, Saloncito/Salón, Madrid; La beauté sera convulsive ou ne sera pas, Forum Arte Braga; Pissing in a river, Galeria Nuno Centeno, Porto; Derivas e Criaturas — Novas aquisições da Coleção Municipal de Arte, Galeria Municipal do Porto; Como plantar um penedo, Centro Cultural Vila Flor, Guimarães; A Play of Boundaries, galeria Carlos Carvalho, Lisboa; Espacios Políticos, Museo Pablo Serrano, Zaragoza; Não é o Sol, é a tocha, Galeria da Livraria Sá da Costa, Lisboa; Proyector, Nadie Nunca Nada No, Madrid; Lumen, Casa das Artes de Tavira.
Cada encontro/conversa, escrito de forma improvisada e em desafio às convenções, convida à reflexão sobre a função, o mistério, e o impacto das expressões artísticas e culturais nas nossas vidas.
Histórias – Artes – Curiosidades
Histórias de Artes para a Curiosidade
13 de Janeiro a 10 de Fevereiro às 18h00
Espaço Biblos (Rua dos Bombeiros Voluntários 5) Fundão
13 de Janeiro – A Importância do Riso, Luciano Amarelo (Clown)
20 de janeiro – Porque se improvisa na Música?, Catarina Silva (música)
27 de janeiro – Ensaio e o Segredo., Rita Basílio (Pensar com Artes)
03 de Fevereiro – A Poesia não serve para nada!, Elisabeth Morão (Poesia)
10 de Fevereiro – Uma História da Utopia, pelos livros que li., Carlos Fernandes (Utopia)
A Importância do Riso
A figura do Palhaço resulta de uma herança ancestral das diferentes figuras fazedoras do Cómico e do Riso. O Clown – o Novo Palhaço – é a versão mais contemporânea desta figura que junta Circo e Teatro. O Riso é uma arma de Cura – logo uma ferramenta de poder pessoal.
Luciano Amarelo
Criador, Intérprete, Clown, Diretor e Formador Interdisciplinar.
Formado na École des Maîtres (Itália/Bélgica), na Escola Internacional de Teatro Jacques Lecoq (França), no Rose Bruford College (Inglaterra) e na Academia Contemporânea do Espectáculo (Portugal). Participou em diversos workshops nas áreas do Teatro, Movimento, Dança, Novo Circo (clown, corda, lençol e trapézio), Voz e Canto.
Dirige, Cria, Interpreta e/ou Orienta: criações, projectos e oficinas de formação para várias entidades que vão do Teatro Físico ao Circo, tanto em Portugal como no estrangeiro.
Membro-fundador e Director Artístico da ATO (Associação Terras de Ourondo), Covilhã. Membro-fundador, programador, encenador, intérprete e director artístico da Terra na Boca – Associação Cultural entre 2009 e 2016; e do Teatro Bruto entre 1995 e 2008 (Porto), Portugal.
Ao longo do seu percurso pessoal e artístico foi desenvolvendo cada vez mais projetos e ações que cruzam componentes artísticas, sociais e espirituais em união com a Terra.
Porque se improvisa na música?
A improvisação na música entrelaça-se com a génese da criação musical.
Desde os primórdios da busca pela organização dos sons, antes das possibilidades da notação, até à atualidade, após a massificação da difusão musical, o que nos faz procurar a criação espontânea?
Catarina Silva
Efetuou o seu percurso no ensino superior dentro da esfera da música dita erudita. Atualmente, a trompista conjuga a performance na sua área de formação com a criação de música improvisada, e com o ensino. Atuou, internacionalmente, em festivais de música lírica e sinfónica (Mediterranean Opera Studio and Festival, Esker Festival Orchestra, Aurora Music Festival). Da sua atividade recente, destaca-se a colaboração com ensembles da Artis XXI e com o coletivo Profound Whatever, bem como a participação no MIA – Encontro de Música Improvisada de Atouguia da Baleia e no Humanifest 2023. É membro de Arpyies, um trio de música improvisada composto por trompa, violino e guitarra elétrica.
Ensaio e transgressão
O que nos pode dizer a palavra «ensaio»? Que experiências e descobertas alimentam e potencia?
Partindo do livro que me ensinou o prazer de pensar ensaisticamente, abrem-se passagens breves à longa história do Ensaio, dentro e fora da Literatura.
Faremos perguntas sobre a necessidade (ou não) do ensaio: nas artes, na ciência, na vida (pessoal e intransmissível) de cada um de nós.
Na era da pós-verdade, falaremos do ensaio como compromisso e como transgressão.
Rita Basílio
Pós-Doutorada em Estudos Literários, pela Universidade NOVA de Lisboa, Doutorada em Literatura Portuguesa Contemporânea e Mestre em Estudos Portugueses, pela mesma Universidade. É investigadora da Universidade NOVA de Lisboa, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (NOVA FCSH). Trabalha nas áreas de cruzamento da Literatura e das Artes, nomeadamente no campo da investigação sobre a educação literária e artística. É autora, entre outros, dos livros Manuel António Pina – Uma Pedagogia do Literário (Sistema Solar – DOCUMENTA, 2017), Mário de Sá-Carneiro: Um Instante de Suspensão (Edições Vendaval, 2003). Coordena o projecto de investigação Por uma Pedagogia Criativa, em torno da obra infantojuvenil de Manuel António Pina. Coordena ainda, no âmbito da sua investigação, dois projetos pedagógicos: Motiv/Arte (Arte Cidadania), que visa promover a Literatura e as Artes no 1º ciclo do Ensino Básico e (no biénio 2021-2022) o projeto Confi/Arte: oficinas re-criativas − as Artes e a Educação para os Valores de Cidadania Global no século XXI (com o apoio da DgArtes). Tem publicados três livros para crianças: A Bela Desaparecida (Porto Editora, 2007. Prémio Literário Hans Christian Andersen, da Cidade Figueira da Foz), O Lápis Azul (Textiverso, 2008) e O País dos Homens Sábios (Textiverso, 2021). Escreveu também, em co-autoria com Gustavo Rubim, a peça de Teatro “Assim também Eu” (2010). Criadora e editora da Revista Dobra – Literatura Artes Design. É ainda autora de diversos artigos, publicados em revistas da especialidade, no âmbito da literatura portuguesa contemporânea e da promoção do livro e da leitura literária em estreita conexão com uma educação artística desde a infância
A Poesia não serve para nada
Fazendo uma breve resenha do que é a Poesia, porque surgiu, onde e quando, pretende-se mostrar que se tem perdido a noção da sua necessidade fulcral enquanto atividade artística e humana. De uma certa forma, pretende-se mostrar a sua utilidade/necessidade, mostrando a sua naturalidade e as suas potencialidades enquanto instrumento de comunicação, humanização e luta contra as opressões.
Elisabeth Morão
Docente de francês e inglês no Agrupamento de Escolas Frei Heitor Pinto, na Covilhã, licenciada em estudos franceses e ingleses na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e Mestrado em ensino de francês e inglês, versando sobre o papel das emoções nas aprendizagens (Brain-Compatible-Strategies).
Tem várias obras publicadas: Emoções, de Betty Blue, O Homem Maior, Corpo Manso Loucura Branda e várias colectâneas de autores lusófonos, na Lua de Marfim Editora, na Orquídea Edições e na Papel D’Arroz Editora. Tem participado na Revista do Grupo Poético de Aveiro, Na Praça Nova (revista literária na Guarda) e na obra conjunta de poesia em quatro línguas ibéricas, português, galego, castelhano e catalão, Verba Volant, com coordenação de Xavier Frias-Conde.
Participa em apresentações de poesia, nomeadamente duas no âmbito do SIAC (Mostra de Arte Contemporânea) na Guarda, dinamiza oficinas de escrita criativa, nomeadamente no âmbito do Festival Bliss – Ananda Marga e nas iniciativas da Beira Converge e Cultupia. Participou em várias mostras culturais no âmbito do Montefest. É uma das coordenadoras da revista literária Giesta do Agrupamento de Escolas Frei Heitor Pinto.
Uma História da Utopia, pelos livros que li
Uma viagem através das grandes utopias que marcaram a literatura e o pensamento humano, onde exploramos as obras que moldaram nossa compreensão do que seria uma sociedade ideal – desde as visões clássicas de Platão até as utopias modernas e distópicas.
Carlos Fernandes
Diretor Geral da ARS. Gestor de empresas, exercendo sempre a sua actividade em diversas empresas multinacionais do sector segurador e financeiro. Desde 2008 é co-responsável pela gestão administrativa e Direção da Luzlinar (antecessora da ARS) e a partir de 2014 principal responsável pela profissionalização e implantação no território desta associação cultural, da qual é também Presidente da Direção. É bibliófilo, detentor de um importante catálogo, disponível ao público no Espaço Biblos, funcionando também como centro de documentação e agregando todos os processos de edição da estrutura.
Como produtor, diretor e autor de projetos culturais: 2010, Seminários Internacionais “Encontros Cinematográficos”; Projecto Pontes – Projeto cultural instalado no território, entre Fundão e Trancoso, financiado pela DGArtes; Projeto ARS – Estrutura de Investigação Artística e Cientifica. Como artista, trabalhou em teatro e cinema, tendo colaborado nas produções do Project~- estrutura de produção do Teatro Municipal da Guarda e Teatro Garcia de Resende, em diferentes produções como: Os Sobreviventes de Manuel Poppe, Querido Monstro de Javier Tomeo, São Francisco de Assis e Mundus Imaginalis num quadro de Van Gogh” de Vicente Sanches e Simplesmente Complicado de Thomas Bernhard, com direcção e encenação de Américo Rodrigues. É também autor e realizador de vários filmes como “A Batalha dos Montes” (com M. Lino), “Um bando de Passarinhos” (2008), “Dispersão” e ” Kommen und Gehen”, numa colaboração com um trabalho performativo do artista Carl Vetteer.
Inauguração da exposição “Guarda Nocturno” de Horácio Frutuoso
9 de Janeiro a 19 de Fevereiro de 2025
Espaço Pontes (Rua João Franco 33, Fundão)
Inauguração: 9 de Janeiro às 16h00
Exposição em parceria com a Appleton – Associação cultural.
Guarda Nocturno
O andar a pé como um acto de resistência e liberdade, um processo de pensamento e de demonstração estética é o ponto de partida para o projecto que pretendo desenvolver e apresentar. Diz o ditado que “caminhar resolve” e nos últimos dois anos essa ideia tem oferecido noções e imagens fortes, numa dicotomia entre a forma mais básica de fuga pela sobrevivência e a forma mais sofisticada de viver e experienciar as cidades cosmopolitas, alterando a nossa percepção do viver contemporâneo.
Horácio Frutuoso (1991)
Vive e trabalha em Lisboa. É licenciado em pintura pela Faculdade de Belas Artes do Porto.
A sua prática artística desenvolve-se no campo da pintura e do desenho gráfico, explorando códigos e simbologias da linguagem, relações históricas e de representações sociais. Tem também desenvolvido com frequência projectos editoriais, mantendo uma colaboração regular com o Teatro Praga desde 2016.
O seu trabalho é apresentado em diferentes exposições e projectos curatoriais tendo já mostrado em espaços como o Museu de Serralves, MAAT, Culturgest Porto, Galeria Municipal do Porto, CIAJG – Guimarães, Atelier Museu Júlio Pomar, Appleton Square. Está representado em várias coleções privadas e institucionais como a Colecção de Arte da Fundação EDP, Museu de Serralves, Fundação Lusa Americana para o Desenvolvimento, Fundação PLMJ, Colecção António Cachola, MACAM – Museu de Arte Contemporânea Armando Martins.
Inauguração da exposição “às curvas tudo se encontra” de Mafalda Riobom
8 de novembro de 2024 a 6 de janeiro de 2025
Espaço Biblos (Rua dos Bombeiros Voluntários 5, Fundão)
Inauguração: 8 de novembro de 2024 às 17h00
“às curvas tudo se encontra”
O silêncio daquele lugar enchia qualquer pessoa de cócegas, com as suas brisas mansinhas de fim de tarde. WHOOSH! Os ventos altos da montanha empurravam os papagaios de papel pelos ares, que por sua vez furavam as nuvens às gargalhadas. PLUFF! AHAHAHAH! Alguém corta ervas daninhas no seu quintal e faz montinhos nos buracos da estrada, para aconchegar a passagem. BLOOP BLOOP. Contava-se, por aí, que se se abrisse as mãos muitas vezes viradas para o luar, elas pegavam fogo e transformavam-se em duas chamas de cem patas cada. Isto e aquilo e isto e aquilo e isto e aquilo e isto.
Mafalda Riobom integra, desde 2023, o grupo de artistas emergentes que desenvolve o seu trabalho de investigação no programa de residências da ARS e Município do Fundão, no Campus Mineiro – Cabeço do Pião.
Mafalda Riobom
Vive e trabalha em Lisboa.
Licenciada na Faculdade de Belas Artes de Lisboa.
A prática artística de Mafalda Riobom é envolta num universo imaginário composto por pistas, objetos, palavras, imagens, situações e emoções. A artista recolhe estes elementos, numa tentativa de paragem de tempo e congelamento do que é fugaz e imensurável. Existe uma procura constante por imagens, por vezes desafiando os limites das mesmas: desenho sobre o desenho, imagem sobre a imagem ou palavra sobre a própria palavra. Neste zigue-zague de gestos, estabelece-se um jogo de significados e símbolos, brincando e abrindo possibilidades à realidade. Isto toma forma sobretudo através do desenho, mas também do vídeo, fotografia, instalação e, mais recentemente, performance.
Inauguração da exposição “O Espectro na Câmera” de Patrícia Machás
8 de novembro de 2024 a 6 de janeiro de 2025
Espaço Pontes (Rua João Franco 33, Fundão)
Inauguração: 8 de novembro de 2024 às 16h00
O Espectro na Câmera
No âmbito da programação Appleton Garagem em que os programadores convocam a presença de artistas visuais em momentos excepcionais de cruzamento interdisciplinar, Patrícia Machás apresentou a peça “A Revelação do Espectro”: instalação composta por uma projecção vídeo, som e uma lanterna a petróleo.O vídeo remete-nos para o processo de revelação fotográfico, de descoberta de uma pulsação latente revelada pelo olhar através de um objecto que o amplia e transfigura. O som transporta-nos para uma narrativa e de certa forma descodifica o abstracto da imagem.
Na itinerância para o Fundão a artista apresenta um trabalho sequencial, a que o espectador só tem acesso, pelo exterior, através de uma fresta na montra. Mais uma vez um olhar limitado e o estímulo para a curiosidade da descoberta.
Patrícia Machás
Nasceu em Lisboa, Portugal, onde reside e desenvolve o seu trabalho, integrando os colectivos “Osso Exótico” (com David Maranha, André Maranha, Manuel Mota e Francisco Tropa) e “Organ Eye” (com Torben Tilly, Jasmin Guffond e David Maranha). O seu trabalho, quer individual quer colectivo, tem-se destacado pela diluição das fronteiras e dos géneros existentes, com enfoque em imagens e sons que apelam a uma percepção diversa, criando experiências visuais e narrativas não lineares.
Está a decorrer, de 21 a 25 de outubro de 2024, o segundo encontro anual do grupo de investigação d’O Rumo do Fumo. O grupo reúne-se em residência ao longo de uma semana intensiva no Fundão, integrando os Projetos de Investigação e Criação Artística promovidos pela ARS-ID no âmbito do Projecto Pontes, para expor e partilhar interesses, perspetivas, necessidades, desejos e também dificuldades e inquietações, e elaborar propostas práticas para os aprofundar ou ultrapassar, aproveitando a presença de todos e as mais valias de cada um. Participam Ana Dinger, Henrique Furtado Vieira, Miguel Pereira, Romain Beltrão Teule e Teresa Silva.
Cabaré Brutal – Centro de Des-Segurança Social
12 de Outubro 2024 das 19h00 às 22h00
Esplanada do Restaurante 1º de Janeiro (Rua da Cale 78, Fundão)
Entrada livre!
Oferta de buffet especial para as primeiras 25 inscrições!
Inscrições em (clicar no link):
https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeW0DXLBAzkWd6myp6vTtdrdj9ayttPcfRTQXj2CpJCuY6qzw/viewform
O Cabaré Brutal é um formato de apresentação experimental que une artes performativas, artes plásticas, música, vídeo e gastronomia. Foca-se na apresentação de diferentes linguagens artísticas dentro de um contexto performativo.
O evento combina momentos gastronómicos com a criação de uma atmosfera vaudevilliana.
Durante 3h apresentamos uma programação variada com atuações de artistas locais e internacionais. O espetáculo é construído em torno de uma narrativa cênica comum.
O espetáculo ocorre simultaneamente no Porto, Fundão, Funchal e Resende (Brasil).
No Fundão o “Cabaré Brutal”, estará na esplanada, ou pátio interior, do Restaurante 1º de Janeiro, que fica situado numa antiga casa solarenga construída no século XVII na Rua da Cale, provavelmente a primeira rua do Fundão, eixo do seu núcleo histórico.
Tem a participação de Luciano Amarelo (personagem Garçon Gourmet) e João Roxo (conceção de buffet especial).
Cabaré Brutal 2024 – Centro de Des-Segurança Social, é um projeto da Lamparina Tropical, desenvolvido em parceria com diversas entidades, entre as quais a ARS (Projecto Pontes), à qual se juntou o Restaurante 1º de Janeiro e a ATO.
Exposição para ver até 1 de novembro de 2024!
Espaço Biblos (Rua dos Bombeiros Voluntários 5, Fundão)
Maryam Shimizu integra, desde 2023, o grupo de artistas emergentes que desenvolve o seu trabalho de investigação no programa de residências da ARS e Município do Fundão, no Campus Mineiro – Cabeço do Pião.
Gato Mia
À procura da narrativa em um lugar morto
aspiro as migalhas
vejo o tesouro como uma data ou um objeto esquecido
sinais para o vazio com rastros cheios
Crio uma história com os vestígios de outro alguém
Com as pausas no tempo que o lugar acumula
quem existiu de verdade?
Sendo que tudo se apoia por pouco
grandes vírgulas ficam
Para ver até 1 de novembro de 2024!
Espaço Pontes (Rua João Franco 33, Fundão)
On(e) Painting 1993 – 2023
“A body of work carrying the singularity and uniqueness of each One Painting, but also for each one a theoretical reflection On Painting.
A comunicação é o oposto do conhecimento. É inimiga das ideias porque lhe é essencial dissolver todos os conteúdos. A alternativa é uma forma de proceder baseada na memória e na imaginação, num desinteresse interessado que não foge do mundo, mas o faz mover.”
Mario Perniola, Contra a Comunicação, Teorema, Lisboa 2005
Dada a impossibilidade manifesta de traduzir o título para português, sem o sacrifício do seu extraordinário poder de síntese de que é investido na língua inglesa, já que nessa medida, ele é simplesmente intraduzível para qualquer outra língua, deixando de ser operativo sem a necessidade de recorrer a um suplemento descritivo; podemos dizer que este é um corpo de trabalho, em que cada uma das telas é portadora da singularidade de cada uma das pinturas, metodologicamente engendrando a diferença, sendo cada uma absolutamente única nos seus valores de composição, ainda que o seu processo de produção seja rigorosamente repetitivo.
E por outro lado, cada uma delas, nos seus valores de interpretação imanentes, encerra em si mesma uma reflexão teórica sobre a pintura, ou acerca da história da pintura, ou de um modo mais alargado, das representações artísticas, mas também científicas, políticas ou sociais.
Sabendo que coincidentemente estão cumpridos, 30 anos daquela que foi a minha 1ª exposição individual, em Novembro de 1993, realizada na galeria Quadrum.
Exposição constituída por um conjunto muito alargado de impressões Xerox™, fotocopias realizadas em regime self-service, toner diretamente sobre folhas de papel, já impressas, de jornal e revistas; dimensões variáveis de acordo com o respetivo formato de cada uma das respetivas folhas / newsprint.
Inauguração da exposição “Gato Mia” de Maryam Shimizu
21 de setembro de 2024 às 17h00
Espaço Biblos (Rua dos Bombeiros Voluntários 5, Fundão)
21 de setembro a 1 de novembro de 2024
Gato Mia
À procura da narrativa em um lugar morto
aspiro as migalhas
vejo o tesouro como uma data ou um objeto esquecido
sinais para o vazio com rastros cheios
Crio uma história com os vestígios de outro alguém
Com as pausas no tempo que o lugar acumula
quem existiu de verdade?
Sendo que tudo se apoia por pouco
grandes vírgulas ficam
Maryam Shimizu integra, desde 2023, o grupo de artistas emergentes que desenvolve o seu trabalho de investigação no programa de residências da ARS e Município do Fundão, no Campus Mineiro – Cabeço do Pião.
Maryam Shimizu
Natural de São Paulo, Brasil, mas reside e trabalha atualmente em Lisboa, Portugal. É licenciada em Pintura na Faculdade de Belas Artes de Lisboa.
Sua prática tem se dedicado ao descobrir de relações com pessoas, lugares e ideias, podendo se apresentar em mídias como pintura, instalação, banda desenhada, entre outras. Participou nas seguintes exposições coletivas entre os anos de 2021 e 2023: Prémio de Pintura 2a Edição – Alunos da FBAUL na Ermida na Travessa da Ermida; Spike to Spica na Galeria Monumental e Encontros Imediatos de Segundo Grau com curadoria de João Reis nas Galerias Municipais de Lisboa – Galeria Avenida da Índia. Realizou também com Mafalda Riobom e Rita Peças a exposição e performance I fell asleep and had a brilliant name idea for this performance yet I instantly forgot na Galeria Zé dos Bois.
21 de setembro a 1 de novembro de 2024
Espaço Pontes (Rua João Franco 33, Fundão)
Inauguração: 21 de setembro de 2024 às 16h00
On(e) Painting 1993 – 2023
A body of work carrying the singularity and uniqueness of each One Painting, but also for each one a theoretical reflection On Painting.
A comunicação é o oposto do conhecimento. É inimiga das ideias porque lhe é essencial dissolver todos os conteúdos. A alternativa é uma forma de proceder baseada na memória e na imaginação, num desinteresse interessado que não foge do mundo, mas o faz mover.
Mario Perniola, Contra a Comunicação, Teorema, Lisboa 2005
Dada a impossibilidade manifesta de traduzir o título para português, sem o sacrifício do seu extraordinário poder de síntese de que é investido na língua inglesa, já que nessa medida, ele é simplesmente intraduzível para qualquer outra língua, deixando de ser operativo sem a necessidade de recorrer a um suplemento descritivo; podemos dizer que este é um corpo de trabalho, em que cada uma das telas é portadora da singularidade de cada uma das pinturas, metodologicamente engendrando a diferença, sendo cada uma absolutamente única nos seus valores de composição, ainda que o seu processo de produção seja rigorosamente repetitivo.
E por outro lado, cada uma delas, nos seus valores de interpretação imanentes, encerra em si mesma uma reflexão teórica sobre a pintura, ou acerca da história da pintura, ou de um modo mais alargado, das representações artísticas, mas também científicas, políticas ou sociais.
Sabendo que coincidentemente estão cumpridos, 30 anos daquela que foi a minha 1ª exposição individual, em Novembro de 1993, realizada na galeria Quadrum.
Exposição constituída por um conjunto muito alargado de impressões Xerox™, fotocopias realizadas em regime self-service, toner diretamente sobre folhas de papel, já impressas, de jornal e revistas; dimensões variáveis de acordo com o respetivo formato de cada uma das respetivas folhas / newsprint.
Joao Felino (1962)
Atualmente vive e trabalha em Lisboa.
Desde a sua primeira exposição individual em 1993 On(e ) Painting, que teve lugar na Galeria Quadrum na Galeria Quadrum, um dos mais relevantes espaços de arte independentes durante os anos 70’s e 80’s em Lisboa, sob a liderança de Dulce D’Agro, Joao Felino tem vindo a apresentar um extensivo conjunto de obras e de projetos, através de uma pesquisa e investigação levada a cabo com recurso aos mais diversos medium; trabalhos sobre papel, desenho, colagem, pintura, fotografia, escultura, trabalhos baseados em objetos encontrados, vídeo, performance e instalação, com um forte ênfase em trabalhos baseados em texto.
Um corpo de trabalho fortemente enraizado num enquadramento histórico e conceptual que toma a arte também como uma categoria problemática, desde a sua criação e apresentação até à sua receção.
Group Show apresentada na Jack presents, um espaço gerido por artistas que promove exposições quer dentro quer fora do espaço da galeria, uma das suas mais significativas exposições individuais na medida em que, é aquela que melhor descreve e sintetiza, desde logo através do seu título, o processo de trabalho e metodologia, da arte até todas as formas de representação, artísticas, mas também políticas ou sociais.
Uma reflexão sobre como um artista hoje trabalhando com fotografia, por exemplo, responde perante os assuntos que são específicos dos processos fotográficos, ainda que com outros meios, desde o momento da sua execução e produção, até ao da sua receção e consumo.
Obras que recusam o preconceito segundo o qual os mais recentes desenvolvimentos nos processos e prática da fotografia ou da pintura, da escultura ou do desenho, teriam encolhido ou estreitado a esfera própria de cada um destes meios.
Muito pelo contrário, abriram todo um espaço regenerativo, expandindo o universo da produção de arte e sugerindo novas ideias reflexivas acerca da complexidade das imagens e do modo como são concebidas, produzidas e disseminadas.
Para além das duas apresentações de grupo, na edição da ARCOLisboa 2018, Emergency Exit, pré-apresentação do projeto Jack presents The Plinth, Cordoaria Nacional, Lisboa, 17-20 Maio, 2018; e na primeira edição da feira de desenho contemporâneo, newspaper paintings ‘ preliminary drawings series, Rosalux, the Berlin-based art space, Drawing Room, Sociedade Nacional de Belas Artes, Lisboa, 10-14 Outubro, 2018.
Das suas exposições individuais destacam-se Flags of the World; que teve lugar no MUDE – Museu do Design e da Moda, Lisboa; Mai 22 – Ago 31, 2014, newspaper paintings ‘ desenhos preliminares; A Montra, Lisboa; Jan 17 – Fev 1, 2015 e Flaggen der Welt; Rosalux, Berlin; Abr 24 – Mai 23, 2015.
Exposição durante a qual desenvolveu também a performance Sandwiched (in Berlin); Kreuzberg, Mitte e Wedding, durante o MPA-B, Month of Performance Art Berlin, na sua 5ª edição antológica.
Mais recentemente destacam-se ainda, a line is a li e is alive, parte do programa de exposições individuais que tem sido desenvolvido na Porta 14, Calçada do Correio Velho, Nov 17 – Jan 7, e a exposição individual Faites vos Jeux,… na galeria Cristina Guerra Contemporary Art, Jul 4 – Ago 25, ambas em 2017.
Emergency Exit; Kubikulo, Kubik Gallery, Porto, Jan 26 – Mar 16, 2019.
La Recherche, a line is a li e is alive; MUNHAC – Museu de História Natural e da Ciência, Mar 10 – Jul 28, Lisboa, 2022 e Spot, Largo de Santo António da Sé; Museus de Lisboa – Museu de Santo António; Jun 11 – Set 4, Lisboa, 2022.
O Cineclube da Guarda apresenta: ARTS 4 People and Earth
10 de setembro de 2024 às 21:30
Pequeno Auditório – Teatro Municipal da Guarda
Organização: Cineclube da Guarda e ARS-ID
Apoio: CMG/TMG | IPDJ
No âmbito do projecto “ARTS 4 People and Earth” foram realizados cinco filmes que mergulham na relação do ser humano e da sociedade com o ambiente e a natureza e com a emergência climática sob diferentes perspetivas. Cada filme encapsula uma história e narrativa única, mas todos compartilham um fio condutor comum: a Serra da Gardunha. Através destes filmes, o projeto tem como objetivo aumentar a conscientização sobre os desafios ambientais, provocar reflexão e inspirar os espectadores a agir pela preservação do nosso mundo natural.
Título original: ARTS 4 People and Earth
País: Portugal
Data de produção: 31/08/2023
Duração: 57min
Classificação etária: M/6
Realização: António Lopes, João Dias, Maria Barroco e Leonor Barroco, Nuno Vicente, Pushkhy
Género: experimental
..
ALUMNI Engagement Innovation Fund
Embaixada EUA & Consulado em Portugal
ARS Investigação e Desenvolvimento
Município do Fundão
Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Cineclube da Guarda
Teatro Municipal da Guarda
Município da Guarda
Aconteceu ontem, 20 de agosto, a apresentação do documentário realizado no âmbito da oficina “Cinema Gerações – Gonçalo” no Auditório do Edifício Cultural de Gonçalo!
Org. Cineclube da Guarda, ARS-ID, Junta de Freguesia de Gonçalo e ADP Gonçalo
..
O projecto Cinema Gerações, que concretizamos desde 2018 na Beira Interior, pretende promover um envelhecimento criativo a partir do qual se propõe estimular a descoberta pessoal, a participação e cooperação em atividades comunitárias, proporcionando novas experiências.
Apresenta como principal objetivo a investigação, a seleção e recolha das memórias das pessoas seniores utilizando como suporte a linguagem cinematográfica. Os participantes, são desafiados a exprimir através da linguagem do cinema, memórias, lembranças de histórias, objetos, ambientes vividos.
#ars #arsid #projectopontes #municipiodofundao #fundao #comuna #territorio #artesvisuais #artesperformativas #cinema #desenho #investigacao #cultura #projectocultural #interior #centro #arte #artistas #art #artist #artistsoninstagram #seminario #arsid #dgartes #culturacentro #portugalcultura #dgartes #cineclubedaguarda
Org. Cineclube da Guarda, ARS-ID, Junta de Freguesia de Gonçalo e ADP Gonçalo
O projeto Cinema Gerações, que concretizamos desde 2018 na Beira Interior, pretende promover um envelhecimento criativo a partir do qual se propõe estimular a descoberta pessoal, a participação e cooperação em atividades comunitárias, proporcionando novas experiências envolvendo as diferentes áreas do conhecimento e promovendo uma cultura visual no sentido da fruição estética e simultaneamente da pedagogia da imagem cinematográfica em todo o processo.
Apresenta como principal objetivo a investigação, a seleção e recolha das memórias das pessoas seniores utilizando como suporte a linguagem cinematográfica, no sentido de estimular nos participantes (séniores) a ativação da memória, tornando presente um património imaterial esquecido e que através do cinema se expõe na sua autenticidade. No final duas apresentações públicas do trabalho desenvolvido.
No conjunto, os participantes, são desafiados a exprimir através da linguagem do cinema, memórias, lembranças de histórias, objetos, ambientes vividos. Por via de uma metodologia com base na experimentação, desenvolvemos formas pedagógicas de apreensão da linguagem e matéria cinematográficas, privilegiando uma abordagem ao cinema através do ver e do fazer.
Os filmes ARTS 4 People and Earth, de António Lopes, João Dias, Maria Barroco, Leonor Barroco, Nuno Vicente e Pushkhy, fazem parte da seleção oficial do CineEco 2024 – 30º Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela – Seia / Portugal (Competição Panorama Regional), que se realiza em Seia, de 10 a 18 de outubro.
Está a decorrer, de 22 a 26 de julho, a residência do Grupo de investigação d’O Rumo do Fumo 2024. Com a presença de Ana Dinger, Henrique Furtado Vieira, Miguel Pereira, Romain Beltrão Teule, Teresa Silva e Vera Mantero. Este grupo integra os Projetos de Investigação e Criação Artística promovidos pela ARS-ID, para expor e partilhar interesses, perspetivas, necessidades, desejos e também dificuldades e inquietações, e elaborar propostas práticas para os aprofundar ou ultrapassar, aproveitando a presença de todos e as mais valias de cada um.
Para ver até 16 de setembro das 10h - 12h30 por marcação para o número 963 283 383 (no mesmo horário).
Sinopse
Zona Industrial é um projecto de investigação cinematográfica desenvolvido ao longo de dois anos sobre a zona industrial do Fundão.
Quando comecei a filmar este projecto, nunca imaginei que estivesse tão datado na sua estreia.
A minha intenção ao desenvolver este projecto foi transformar os espaços e rotinas do quotidiano e devolvê-los ao espectador sobre outro olhar. E é esse quotidiano, esse trabalho e sustento que estão agora precisamente adiados e transformados para muitos de nós neste momento.
A zona industrial é um sítio ‘morto’, onde nada de grande interesse parece acontecer. Faz parte das coisas que preferimos ignorar ou colocar na nossa pilha do nojo, ‘yucky pile’, como diz Bernie Glassman*. Mas é também um local onde tantas pessoas passam a maior parte do seu tempo e, na minha perspetiva, isso torna-a um local que merece atenção.
Um agradecimento especial a todas as empresas e pessoas que me receberam e que despenderam um pouco do seu tempo para responder às minhas perguntas e me permitiram explorar estes espaços, depositando a sua confiança em mim e no projecto, tornando-o assim possível.
Joana Magalhães
Nasceu em Lisboa em 1991. Licenciou-se em Cinema – Imagem na Escola Superior de Teatro e Cinema (ESTC) em 2012. Desde aí tem trabalhado como assistente de imagem em publicidade e cinema. Em 2015 começou a trabalhar paralelamente como diretora de fotografia em curtas, videoclipes e filmes institucionais tendo colaborado com marcas como a Dancake e artistas como Filipe Sambado. Em 2019 mudou-se para o Reino Unido, onde vive e trabalha atualmente.
Exposição aberta ao público até 16 de setembro de 2024!
Exposição “Ontologia da Terra III” de Jéssica Burrinha
Espaço Pontes (Rua João Franco 33, Fundão)
Sinopse
Mãe Terra. Aquela destacada pelas suas cores, cheiros e texturas, com a imensa dádiva de ajudar os seres vivos que assim vivem nela. Maltratada e por muitas vezes esquecida, continua a suster o solo debaixo dos nossos pés.
Hoje, a Artista Jéssica Burrinha percorre o solo Português em busca de terra, que recolhe com as suas próprias mãos, limpa-as, prepara e compacta, para criar peças únicas. Esculturas que demonstram como, com a ajuda da Humanidade, a TERRA pode tornar-se forte e manter-se no tempo, em cada camada e em cada cor extraída. Faz-nos refletir sobre um meio ambiente em constante mudança, mas sempre presente ao longo da nossa História.
Laura Garay, Junho 2024
Jéssica Burrinha
Nasceu em Portugal (Barreiro, 1993) e estudou em Lisboa. Concluiu em 2016 e 2020 a Licenciatura e o Mestrado em Escultura na Faculdade de Belas Artes, Universidade de Lisboa. Começou a expor em 2015, já conta no seu currículo com quatro exposições individuais e diversas exposições coletivas em diferentes regiões de Portugal e Espanha. Participou em 2018 na Art Madrid’18, Feira de Arte Contemporânea, em Madrid, em 2020 no Museu internacional de Escultura Contemporânea, Santo Tirso e na XXI e XXII Bienal internacional de Arte de Cerveira. Já recebeu quatro menções honrosas e um segundo prémio em vários concursos nacionais. Em 2023 foi convidada pelos curadores Helena Mendes Pereira e João Ribas, para fazer parte de uma mostra coletiva nas celebrações dos 50 anos do 25 de Abril. Alguns dos seus trabalhos já fazem parte de colecções privadas em território nacional e internacional. Inspirada na Natureza, a Jéssica Burrinha trabalha com diversos materiais, mas a sua matéria de eleição é a terra. A beleza do seu trabalho reside na contínua mudança das suas esculturas, que se degradam e regeneram, considerando-as como “esculturas vivas”.
Inauguração da instalação “Zona Industrial” de Joana Magalhães
13 de julho a 16 de setembro de 2024
Inauguração: 13 de julho de 2024 às 16h30
Espaço Biblos (Rua dos Bombeiros Voluntários 5, Fundão)
Zona Industrial é um projecto de investigação cinematográfica desenvolvido ao longo de dois anos sobre a zona industrial do Fundão.
Quando comecei a filmar este projecto, nunca imaginei que estivesse tão datado na sua estreia.
A minha intenção ao desenvolver este projecto foi transformar os espaços e rotinas do quotidiano e devolvê-los ao espectador sobre outro olhar. E é esse quotidiano, esse trabalho e sustento que estão agora precisamente adiados e transformados para muitos de nós neste momento.
A zona industrial é um sítio ‘morto’, onde nada de grande interesse parece acontecer. Faz parte das coisas que preferimos ignorar ou colocar na nossa pilha do nojo, ‘yucky pile’, como diz Bernie Glassman*. Mas é também um local onde tantas pessoas passam a maior parte do seu tempo e, na minha perspetiva, isso torna-a um local que merece atenção.
Um agradecimento especial a todas as empresas e pessoas que me receberam e que despenderam um pouco do seu tempo para responder às minhas perguntas e me permitiram explorar estes espaços, depositando a sua confiança em mim e no projecto, tornando-o assim possível.
Joana Magalhães
Nasceu em Lisboa em 1991. Licenciou-se em Cinema – Imagem na Escola Superior de Teatro e Cinema (ESTC) em 2012. Desde aí tem trabalhado como assistente de imagem em publicidade e cinema. Em 2015 começou a trabalhar paralelamente como diretora de fotografia em curtas, videoclipes e filmes institucionais tendo colaborado com marcas como a Dancake e artistas como Filipe Sambado. Em 2019 mudou-se para o Reino Unido, onde vive e trabalha atualmente.
Inauguração da exposição “Ontologia da Terra III” de Jéssica Burrinha
13 de julho a 16 de setembro de 2024
Inauguração: 13 de julho de 2024 às 16h00
Espaço Pontes (Rua João Franco 33, Fundão)
Mãe Terra. Aquela destacada pelas suas cores, cheiros e texturas, com a imensa dádiva de ajudar os seres vivos que assim vivem nela. Maltratada e por muitas vezes esquecida, continua a suster o solo debaixo dos nossos pés.
Hoje, a Artista Jéssica Burrinha percorre o solo Português em busca de terra, que recolhe com as suas próprias mãos, limpa-as, prepara e compacta, para criar peças únicas. Esculturas que demonstram como, com a ajuda da Humanidade, a TERRA pode tornar-se forte e manter-se no tempo, em cada camada e em cada cor extraída. Faz-nos refletir sobre um meio ambiente em constante mudança, mas sempre presente ao longo da nossa História.
Laura Garay, Junho 2024
Jéssica Burrinha
Nasceu em Portugal (Barreiro, 1993) e estudou em Lisboa. Concluiu em 2016 e 2020 a Licenciatura e o Mestrado em Escultura na Faculdade de Belas Artes, Universidade de Lisboa. Começou a expor em 2015, já conta no seu currículo com quatro exposições individuais e diversas exposições coletivas em diferentes regiões de Portugal e Espanha. Participou em 2018 na Art Madrid’18, Feira de Arte Contemporânea, em Madrid, em 2020 no Museu internacional de Escultura Contemporânea, Santo Tirso e na XXI e XXII Bienal internacional de Arte de Cerveira. Já recebeu quatro menções honrosas e um segundo prémio em vários concursos nacionais. Em 2023 foi convidada pelos curadores Helena Mendes Pereira e João Ribas, para fazer parte de uma mostra coletiva nas celebrações dos 50 anos do 25 de Abril. Alguns dos seus trabalhos já fazem parte de coleções privadas em território nacional e internacional. Inspirada na Natureza, a Jéssica Burrinha trabalha com diversos materiais, mas a sua matéria de eleição é a terra. A beleza do seu trabalho reside na contínua mudança das suas esculturas, que se degradam e regeneram, considerando-as como “esculturas vivas”.
A Lostra acolhe Contágio, uma programação em parceria com a ARS-ID.
“cuchicheos y murmullos de un incendio” exposição de Pablo Quiroga Devia
20 a 29 de junho de 2024
Lostra Ação Cultural (R. Rebelo da Silva 71A, 1000-257 Lisboa)
Inauguração: 20 de junho de 2024 às 18h30
A exposição encerra dia 29 de junho com uma oficina dada pelo artista entre as 14h30 – 16h30.
Inscrições em: https://linktr.ee/lostra.cultural
..
Contágio (do latim contagium, contacto, influência) é o que queremos fazer com os trabalhos de investigação artística e científica que são mostrados no espaço Biblos, espaço expositivo de ambivalência rizomática. Queremos transmitir e propagar o conhecimento artístico e científico que se produz na ARS-ID, para lá do confinamento do Fundão.
Vamos disseminar e alojar exposições noutros lugares do país, em espaços de Associações parceiras de Lisboa e do Porto. Contagiar pelo contato imediato e pela superação do controle do sistema que tende a manter as coisas nos seus sítios primitivos.
Imagem gráfica: Lostra Ação Cultural
Decorreu no passado dia 9 de junho no Cabeço do Pião (Fundão), a apresentação de “Cerejal”, primeira apresentação pública antes da estreia oficial, dia 28 de junho, no Teatro Municipal da Guarda.
Texto – Anton Tchekhov
Orquestração – Luciano Amarelo
CEREJAL é a segunda produção da ATO, inserida na trilogia CerejATO, a partir de O Cerejal de Anton Tchekhov.
Após sete dias de imersão na Natureza, no Cabeço do Pião, em que as distrações do mundo da cidade e da velocidade estão ausentes, podemos, finalmente, criar um espaço-tempo de qualidade para podermos ofertar um objeto artístico que mais se aproxima da verdadeira vida – e do estado vertiginoso em que vivemos – do que um mero e simples espetáculo.
Inaugurou ontem, 6 de junho, a exposição “As Memórias dos Outros” no Espaço Pontes e Biblos no Fundão.
A exposição conta com a participação dos artistas Albosi e Desy CXXIII.
Exposição para ver até 10 de julho de 2024!
“As Memórias dos Outros” é um manifesto artístico sobre o património individual e coletivo da memória, baseado em 8 coleções de diapositivos compradas na internet. É um projeto de novos média, multidisciplinar, que abraça as artes visuais, artes plásticas e a música, à procura dos proprietários dessas memórias das décadas de 50 a 80.
A exposição conta com a participação dos artistas Albosi e Desy CXXIII.
Artistas: Adriana Ribeiro e Gabriela Carina, Albosi, André Neto, Desy CXXIII, Inês Costa, Inês Mendes, Pushkhy, The Animals Lab
ARS Associação Investigação Desenvolvimento, Projecto Pontes, Município do Fundão, Direção Geral das Artes, República Portuguesa – Cultura, CalaFrio – Associação Cultural, Município da Guarda
Cerejal
Primeira apresentação pública antes da estreia oficial, dia 28 de junho, no Teatro Municipal da Guarda.
9 de junho de 2024 às 18h00
Campus Mineiro, Cabeço do Pião, Fundão
Texto – Anton Tchekhov
Orquestração – Luciano Amarelo
CEREJAL é a segunda produção da ATO, inserida na trilogia CerejATO, a partir de O Cerejal de Anton Tchekhov. É um longo processo de (r)escrita e análise do ser humano a partir do teatro e da Vida, contando com a criação do novo método de trabalho de Luciano Amarelo – O NOVO MÉTODO NOVO. Trata-se de um Projeto transformador de consciência cultural e social a partir da última peça do mestre russo.
Este primeiro mergulho no universo da peça foi composto por um levantamento dramatúrgico, cinco leituras encenadas seguidas de conversas com o público (já levadas à cena em Lisboa), laboratórios de experimentação artística, ações de formação e de Open Calls abertas a artistas das comunidades locais nas áreas do Teatro, Música, Dança e Circo para inclusão no projeto CerejATO a decorrer em diferentes pontos do país.
Paralelamente à criação e formação artística, temos o nosso projecto-lugar Terra Divina onde estamos a receber pessoas em retiros na natureza para desenvolvimento pessoal/cura/autoconhecimento e pontualmente para residências artísticas.
Em parceria com a ARS-ID e Projecto Pontes fechamos este ciclo de residências artísticas do CEREJAL (1º momento da trilogia) em que pela primeira vez vamos unir os 4 atos da peça.
A estreia acontece no Teatro Municipal da Guarda no dia 28 de junho de 2024.
Após sete dias de imersão na Natureza, no Cabeço do Pião, em que as distrações do mundo da cidade e da velocidade estão ausentes, podemos, finalmente, criar um espaço-tempo de qualidade para podermos ofertar um objeto artístico que mais se aproxima da verdadeira vida – e do estado vertiginoso em que vivemos – do que um mero e simples espetáculo.
Após a apresentação haverá, como sempre, uma partilha-conversa entre espectadores e atores.
Ficha Artística
Anton Tchekhov – Texto
Luciano Amarelo – Direcção Artística, Versão Cénica e Orquestração
Antónia Alves, Catarina Bertrand, Carla Madeira, Cláudia Bonina, Daniel Viana, Filipe Pinto d’Oliveira, João Cadete e Luciano Amarelo – Elenco
João Teixeira – Responsável Técnico (Desenho de luz e Operação)
Xana Lagusi – Produção executiva
Carla Oliveira – Fotografia
David Costa – Design
ATO (Associação Terras de Ourondo) – Criação e Produção
Teatro Municipal da Guarda – Coprodução
Fundação Maria Magdalena de Mello – Centro Amadores de Ballet, Pólo Cultural Gaivotas Boavista / Câmara Municipal de Lisboa – Apoios
Sá da Costa – Parceria
“As Memórias dos Outros” é um manifesto artístico sobre o património individual e coletivo da memória, baseado em 8 coleções de diapositivos compradas na internet. É um projeto de novos média, multidisciplinar, que abraça as artes visuais, artes plásticas e a música, à procura dos proprietários dessas memórias das décadas de 50 a 80.
Artistas: Adriana Ribeiro e Gabriela Carina, Albosi, André Neto, Desy CXXIII, Inês Costa, Inês Mendes, Pushkhy, The Animals Lab
Exposição “As Memórias dos Outros”
Inauguração: 6 de junho de 2024 às 18h00
6 de junho a 11 de julho de 2024
Espaço Pontes (Rua João Franco 33, Fundão)
Espaço Biblos (Rua dos Bombeiros Voluntários 5, Fundão)
..
André Neto
A respirar desde 1978, amante de carrinhos de rolamentos e bicicletas desde 1984, músico e violinista desde 1986, compositor desde 1996, electricista desde 1997, técnico de som, gravação, mistura e operador áudio desde 1999, criador da etiqueta Yellow Bop Records desde 2000, produtor musical desde 2001, pós-produtor áudio e sound designer desde 2004, formador nas áreas de som e música desde 2005, cuidador da floresta e promotor de estilos de vida sustentáveis desde 2011, croupier em torneios de poker desde 2017, carpinteiro desde 2019, seguidor religioso das leis da física desde sempre e, em último, mas não menos importante, descrente, mas insistente e perseverante quanto ao futuro da humanidade desde a aquisição de uma consciência planetária. Desde 2021 que está a construir a sua própria casa, a única que alguma vez pode chamar de sua, na floresta, sem ligação à rede elétrica, água ou saneamento públicos, sem dívidas, sempre com dúvidas, sozinho, numa jornada de aprendizagem sem paralelo na sua vida.
Desy CXXIII
Artista plástico que se destaca pelo seu estilo conceptual que alcançou maturação estética.
Utiliza diversos suportes, desde paredes, telas até vidro, conferindo uma linguagem única à sua arte. O seu foco reside no “Desperdício Humano e Material”, usando vidros abandonados para retratar através da poesia e camadas de cor, rostos de sem-abrigo. Aborda também a degradação ambiental causada pela exploração catastrófica dos recursos materiais do planeta pelo sistema capitalista.
Na arte urbana encontra-se representado em várias cidades de Portugal, entre outras cidades por diversos países como França, Itália, Inglaterra, Luxemburgo entre outros.
Inês Costa
É designer e artista visual, residente no Porto. Formada em Design de Comunicação (2020) e mestre em Design da Imagem (2022) pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. O seu trabalho de pesquisa foca-se no papel da imagem na construção de narrativas que compõem a memória coletiva portuguesa, através do cruzamento entre o design e as artes visuais, problematizando a imagem enquanto ferramenta de linguagem e de ação sócio-política. Foi bolseira da FCT e do ID+ – Instituto de Investigação de Design, Media e Cultura, com o projeto “Memórias de Pau-preto e Marfim” (2022), apresentado na Counter Image International Conference (2022) e selecionado para festivais de cinema nacionais, ganhando o prémio de Melhor Produção Local no Vista Curta Festival (2023) e o prémio de Melhor Ensaio de Animação no Festival Caminhos do Cinema Português (2023). Desde 2021, os seus ensaios fizeram parte da seleção oficial de festivais nacionais como Entre-Olhares, Curtas Vila do Conde, Cinanima, Vista Curta, Porto/Post/Doc e IndieLisboa. Faz parte da equipa de formadores do projeto “Crianças Prime1rº”, no contexto do Serviço Educativo do CINANIMA. É artista pesquisadora no projeto GAGE – Game Art Gender Equity apoiado pelo ITI/LARSyS. Faz parte dos 22 artistas selecionados para o projeto de residência de investigação artística MANIFEST, apoiada pelo programa Europa Criativa. Co-fundou o coletivo Pedro&Inês e o grupo de leitura Design & Colonialidade (2023). É designer e ilustradora do livro “Feminismos sobre Rodas – um Guia Feminista”, que será publicado em 2024.
Inês Mendes
Licenciada em Multimédia, Artes Plásticas, traz da sua educação uma procura por traduções artísticas que navega pela multidisciplinaridade. Os seus trabalhos mais recentes procuram na memória coletiva uma identidade que se contamina pela consciência dos contextos sociais e culturais. Focando-se na sua identidade feminina como ponto de partida para um questionamento dos valores tradicionais portugueses.
Mariana Lisboa (Albosi)
Guitarrista e uma amante de cordas há mais de uma década.
Formada em guitarra clássica e atualmente frequenta o curso superior, de variante jazz, na Escola Superior de Música de Lisboa.
Inspirada por nomes como Portishead, Smoke City, John Cage, Joe Pass, Wes Montgomery, entre outros, no currículo traz já a participação em dinâmicas a solo de música clássica, bossa nova e jazz e, em banda, tributo a Bauhaus, projetos de música popular portuguesa, passando por electrónica e experimentalismo.
Recentemente, como fruto de um projeto de fusão (música eletrónica/triphop/r&b), lançou o álbum “Parabadundei” em 2020.”.
Pushkhy
É um artista audiovisual, com área de actuação em teatro, dança, música, enquanto VJ e performer.
Além da criação de conteúdo original, dedica-se à sua integração específica na dramaturgia e coreografia, no caso do teatro e da dança.
Trabalhou e colabora ainda com vários festivais de arte e música pelo mundo, sendo de referir o Boom Festival em Portugal, Sziget na Hungria, Campbestival, Glade e Secret Garden Party no Reino Unido, XXXperience, Tribe e Universo Parallelo no Brasil, Rainbow Serpent Festival na Austrália.
Expôs na Festa de Outono de Serralves 2023 a peça transmédia Ovelhas à solta : Maestras do carrilhão. Esta peça foi exposta pelo Museu Zer0 na Ermida de São Roque em Tavira entre Julho e Agosto de 2023.
Em 2022 foi um dos artistas convidados a participar no Simpósio de Arte Contemporânea #6 da Guarda, onde desenvolveu a peça audiovisual interactiva indivídu@diniv@.
Ainda em 2022 foi director artístico de Esgar alheio – o frémito inédito da contusão indefensável – uma performance em homenagem ao Jogo do Pau.
Entre 2020 e 2021, desenvolveu e expôs a peça intermédia dOpamyna 3.0, no MUSA, Museu de Arte Contemporânea de Sintra e no UMBRA Festival Internacional de Artes e Multimédia de Vila Nova de Cerveira.
Ainda em 2021, foi um dos curadores da mostra de arte digital aMostra_v.0.1 – “No luzente alcantil da magnitude” – Poesia Digital no Teatro Municipal da Guarda.
Tiago Rodrigues (The Animals Lab)
Nascido em 1980 em Portugal, trabalha com diversos suportes, incluindo pintura, desenho, fotografia, instalação, escultura, 3D, VR, som, audiovisual, animação e vídeo. É o fundador do The Animals Lab – Laboratório de Arte, Design e Som. Vive e trabalha na Guarda, Portugal. Os trabalhos recentes de Tiago exploram linguagens, universos, paisagens sonoras, possibilidades e espaços distintos – como poemas “visuais” e “audiovisuais”. Do figurativo ao abstrato, ele expressa suas jornadas/projetos/pensamentos pessoais com mundos que refletem aquilo que o inspira/motiva. Você pode esperar perspectivas de arquitecturas especulativas a paisagens sonoras, inspirações da natureza ao ciberespaço.
Os cinco filmes do projeto “ARTS 4 People and Earth” são exibidos, dia 24 de maio às 21h, numa projeção dedicada na Lostra.cultural em Lisboa.
Sede da Lostra Ação Cultural, Lisboa
(R. Rebelo da Silva 71A, 1000-257 Lisboa)
No âmbito do projeto “ARTS 4 People and Earth” o grupo das Artes Cinematográficas realizou cinco filmes que mergulham na relação do ser humano e da sociedade com o ambiente e a natureza e com a emergência climática. Através dos filmes, o projeto tem como objetivo aumentar a conscientização sobre os desafios ambientais, provocar reflexão e inspirar os espectadores a agir pela preservação do nosso mundo natural.
mais informações sobre os filmes: www.ars-id.org/arts-4-people-and-earth-cinema/
imagem gráfica: Lostra Ação Cultural
ARDUME – Mostra de vídeo e cinema experimental
19 de maio de 2024 às 15h00
Biblioteca do CCOP, Porto
O conjunto de cinco curtas metragens realizadas no âmbito do projecto “ARTS 4 People and Earth” integram o programa da primeira edição da mostra de vídeo e cinema experimental ARDUME. Durante quatro dias e em 4 locais diferentes, vai ser apresentada uma programação constituída por cerca de 50 trabalhos/produções. Esta mostra será um encontro, onde cada espaço promove um ambiente de partilha.
..
No âmbito do projecto “ARTS 4 People and Earth” o grupo das Artes Cinematográficas realizou cinco filmes que mergulham na relação do ser humano e da sociedade com o ambiente e a natureza e com a emergência climática. Através dos filmes, o projeto tem como objetivo aumentar a conscientização sobre os desafios ambientais, provocar reflexão e inspirar os espectadores a agir pela preservação do nosso mundo natural.
A Lostra Cultural (Lisboa) acolhe Contágio, uma programação em parceria com a ARS-ID.
A primeira atividade do Projeto Contagio teve lugar no passado dia 3 de Maio com a inauguração da exposição “O que fica para trás” da artista Catarina Nunes e ficou aberta ao público até 11 de maio de 2024.
A programação terminou com a oficina de escultura em gesso.
Na exploração do gesso, da matéria e das técnicas associadas, a artista Catarina Nunes incentivou os participantes a capturar o tempo, através da ideia de contaminação associada à fixação de memórias.
Os resultados desta exploração plástica foram muito ricos e variados!
..
Contágio (do latim contagium, contacto, influência) é o que queremos fazer com os trabalhos de investigação artística e científica que são mostrados no espaço Biblos, espaço expositivo de ambivalência rizomática. Queremos transmitir e propagar o conhecimento artístico e científico que se produz na ARS-ID, para lá do confinamento do Fundão.
Vamos disseminar e alojar exposições noutros lugares do país, em espaços de Associações parceiras de Lisboa e do Porto. Contagiar pelo contato imediato e pela superação do controle do sistema que tende a manter as coisas nos seus sítios primitivos.
As artistas Maryam Shimizu (FBAUL) Mafalda Riobom (FBAUL) Alice Serrazina (FBAUL), encontram-se em residência de investigação no Campus Mineiro – Cabeço do Pião, de 2 a 8 de maio de 2024.
Residência promovida pela ARS-ID e Município do Fundão.
Os artistas foram selecionados por um júri designado pela ARS-ID para atribuição de uma bolsa para projeto de investigação e criação artística, em tutoria e regime de residência, a concretizar nos Laboratórios Comuna ou Campus Mineiro.
A Lostra acolhe Contágio, uma programação em parceria com a ARS-ID.
“O que fica para trás” exposição de Catarina Nunes
3 a 11 de maio de 2024
Lostra Ação Cultural (R. Rebelo da Silva 71A, 1000-257 Lisboa)
Inauguração: 3 de maio de 2024 às 18h00
A exposição encerra dia 11 de maio com a oficina “Escultura em gesso” pela artista, das 14h30 às 16h30.
Inscrições em: https://linktr.ee/lostra.cultural
Contágio (do latim contagium, contacto, influência) é o que queremos fazer com os trabalhos de investigação artística e científica que são mostrados no espaço Biblos, espaço expositivo de ambivalência rizomática. Queremos transmitir e propagar o conhecimento artístico e científico que se produz na ARS-ID, para lá do confinamento do Fundão.
Vamos disseminar e alojar exposições noutros lugares do país, em espaços de Associações parceiras de Lisboa e do Porto. Contagiar pelo contato imediato e pela superação do controle do sistema que tende a manter as coisas nos seus sítios primitivos.
Oficina de Escultura em Gesso
O que fica para trás
DATA: 11 MAIO
HORA: 14h30 – 16h30
FORMADORA: Catarina Nunes
PREÇO: 25 €
INSCRIÇÕES: https://linktr.ee/lostra.cultural
NÍVEL: ABERTO
IDADE:+13
LOCAL: Rua Rebelo da Silva 71-A, Lisboa.
OBJETIVOS:
– Aprender técnicas experimentais de captação de formas e texturas através do gesso.
– Experimentar diferentes expressões através da exploração de texturas, formas e aplicação de cor.
– Levar para casa uma ou mais esculturas realizadas durante a oficina.
* Inscrições abertas até dia 10 de Maio
Imagem gráfica: Lostra Ação Cultural
Decorreu ontem, 23 de abril, no Espaço Pontes no Fundão a inauguração da exposição “O Futuro está em marcha” dos artistas Felícia Teixeira, João Brojo e João Campolargo Teixeira. A exposição resulta de um trabalho elaborado na sequência da residência de criação artística (Re)Cri’Arte promovida em 2023 pelo Município do Fundão.
Exposição para ver até 30 de maio de 2024!
sinopse
Cozinhou uma grande sopa na caldeira da Lavaria, comeu tudo sozinho e rebolou pelos escombros das minas até ao rio. Grafitou paredes e pendurou motas em postes. Afixou um enorme cartaz com a frase: O FUTURO ESTÁ EM MARCHA e desapareceu.
A partir do Cabeço do Peão, O Futuro está em marcha!
Uma colaboração de Felícia Teixeira, João Brojo e João Campolargo Teixeira com uma comunidade utópica.
Espaço Pontes (Rua João Franco 33)
A ARS Investigação Desenvolvimento/Projecto Pontes integram o projeto “Todos à Manif”, que tem a sua apresentação pública dia 24 de abril pelas 10:20h, com concentração no Largo do Mercado no Fundão.
A atividade conta com a participação da comunidade escolar do Fundão e os Bombos do 1º ciclo do Souto da Casa.
Apareçam!!
Ação conjunta das Escolas do Fundão com o Município do Fundão o e ARS Investigação Desenvolvimento.
..
Numa iniciativa do Plano Nacional das Artes (PNA), os 510 Agrupamentos de Escolas/Escolas não agrupadas que integram a rede PNA, foram convidados a realizar um evento simultâneo, no dia 26 de abril, pelas 10:30h, a que demos o nome de Todos à Manif, onde se pretende que os alunos saiam das escolas e se manifestem na rua, com recuperação de palavras de ordem e novas palavras criadas por eles.
“O Futuro está em marcha” de Felícia Teixeira, João Brojo e João Campolargo Teixeira
Exposição de artes plásticas
Inauguração: 23 de abril de 2024 às 18h30
23 de abril a 30 de maio 2024
Espaço Pontes (Rua João Franco 33) Fundão
sinopse
Cozinhou uma grande sopa na caldeira da Lavaria, comeu tudo sozinho e rebolou pelos escombros das minas até ao rio. Grafitou paredes e pendurou motas em postes. Afixou um enorme cartaz com a frase: O FUTURO ESTÁ EM MARCHA e desapareceu.
A partir do Cabeço do Peão, O Futuro está em marcha!
Uma colaboração de Felícia Teixeira, João Brojo e João Campolargo Teixeira com uma comunidade utópica.
Trabalho elaborado na sequência da residência de criação artística (Re)Cri’Arte promovida pelo Município do Fundão.
Felícia Teixeira (Vila Real, 1988), João Brojo (Fundão, 1987) e João Campolargo Teixeira (Vila Real, 1994), desenvolveram em 2017, o primeiro trabalho em conjunto – Em dias especiais vê-se o mar – numa residência artística no Encontrarte, em Amares.
Em 2020, apresentaram o vídeo 56 no ciclo online “Fora Inverno, já era Primavera, o Verão seria glorioso”, promovido pelo Espaço Mira. 56 foi um dos vídeos vencedores da Open Call “O resgate do Soldado Brian”, promovida pela Balaclava Noir, fazendo parte atualmente da Coleção de Audiovisual dos mesmos. Na continuidade do anterior, realizaram em 2021, o vídeo 10/3, integrado no ciclo online “O mundo que nos vê”, promovido pelo Espaço Mira. Com o apoio da DRCN, apresentaram ainda em 2021, uma publicação que reúne ambos os trabalhos. O lançamento da mesma aconteceu na Cosmos – C.A.C, em Lisboa, acompanhado de uma exposição que se intitulou de 56 10/3.
Sinopse
Ao longo do tempo das nossas vidas humanas há um ponto em que sentimos claramente que o chão começa a puxar, devagarinho, o corpo começa a ganhar peso. Então atiramos os olhos para cima, as mãos erguidas em flor a abocanhar o céu, a implorar tréguas à gravidade. Para uns é assim que se encontra Deus, para outros é assim que se descobrem as aves”.
Ficha técnica
Texto e Encenação: Andreia Farinha
Cocriação: Andreia Farinha, João Melo, Anafaia Supico e Raphael Soares
Vídeo: João Melo
Sonoplastia: Raphael Soares
Música: José Smith Vargas e Raphael Soares
Figurinos: Anafaia Supico
Espaço cénico: João Calixto
Assistência cenografia: Catarina Sousa e Rafael dos Santos
Desenho de luz: António Orvalho
Pinturas de fundo: Manuel Amado
Interpretação: Andreia Farinha, João Ayton e Anafaia Supico, com participação de João Melo,
Raphael Soares e Francisca Bagulho
Vozes: Andreia Farinha, João Ayton, João Melo, José Smith Vargas
Interpretação musical: Laura Farinha
Tradução: João Ayton (exceto citações de Shakespeare, da autoria de M. Gomes da Torre,
António M. Feijó e Filomena Vasconcelos)
Operação de som e vídeo: Raphael Soares
Produção e comunicação: Francisca Bagulho e Anafaia Supico
Design gráfico: Begoña Claveria
Conteúdos gráficos e memes: Ricardo Donas
Luís Giestas inaugurou a exposição “Testes”, resultado de uma residência de investigação no Campus Mineiro, no Cabeço do Pião. Exposição até 3 de maio de 2024 no Espaço Biblos, Fundão.
“A partir das vigas abandonadas, dar a volta pelas escombreiras, até regressar às vigas.
A cada 100 passos, apanhar uma amostra de solo.
Colocar a amostra de solo num tubo de ensaio descartável.
Encher o tubo de ensaio com água destilada.
Fazer um teste de água.
Guardar o teste de água numa embalagem hermética.
Identificar a embalagem com o número de passos dados.
No fim da volta, descartar os tubos de ensaio.”
Escombreira: local onde se acumulam fragmentos de rocha não aproveitável ou sem interesse económico numa exploração mineira.
..
Formado em Design de Equipamento pela FBAUL, desenvolve percursos paralelos nos universos do design e da expressão artística. Após a prática profissional como assistente de artista e designer em diversos ateliers, leciona atualmente na Escola Artística António Arroio. Expõe regularmente desde 1998 em exposições coletivas e individuais.
…
Espaço Biblos (Rua dos Bombeiros Voluntários 5, Fundão)
Decorreu ontem no Espaço Biblos uma sessão do programa “Investigação Artística Aberta” onde marcou presença o projeto “Glossariar”.
Os artistas Carlos Manuel Oliveira, Ana Dinger e Paula Caspão, em residência de investigação no Fundão, promoveram uma sessão de visualização de excertos do filme “Nostalgia” (1971) de Hollis Frampton, numa sessão aberta de discussão sobre as questões que este levanta.
Glossariar é um projeto de investigação em coletivo, que oferece condições de encontro a um grupo de artistas-investigadores, para que em conjunto concebam uma série de conteúdos em torno da performatividade dos arquivos. Acontece de fevereiro a maio de 2024 no Fundão, no âmbito do Projecto Pontes, em resultado de uma parceria da Associação Parasita e da ARS-ID.
..
Investigação artística aberta é um programa de sessões de partilha, promoção e divulgação do trabalho de Investigação Artística.
Surge na continuidade do Ciclo de Apresentações de Artistas que desenvolvem um trabalho continuado de investigação artística no concelho do Fundão, iniciado em 2023, pretendendo assim possibilitar a partilha, a um público mais amplo, de um trabalho que normalmente não é visível ou aberto ao público.
Atividade integrada no Projecto Pontes, no contexto da parceria entre a ARS ID e o Município do Fundão, no domínio da Ação e Investigação Artísticas.
“Testes” de Luís Giestas
Exposição de artes plásticas
Inauguração: 16 de março de 2024 às 16h00
16 de março a 3 de maio de 2024
Espaço Biblos (Rua dos Bombeiros Voluntários 5) Fundão
A partir das vigas abandonadas, dar a volta pelas escombreiras, até regressar às vigas.
A cada 100 passos, apanhar uma amostra de solo.
Colocar a amostra de solo num tubo de ensaio descartável.
Encher o tubo de ensaio com água destilada.
Fazer um teste de água.
Guardar o teste de água numa embalagem hermética.
Identificar a embalagem com o número de passos dados.
No fim da volta, descartar os tubos de ensaio.
Luís Giestas, formado em Design de Equipamento pela FBAUL, desenvolve percursos paralelos nos universos do design e da expressão artística. Após a prática profissional como assistente de artista e designer em diversos ateliers, leciona atualmente na Escola Artística António Arroio.
Expõe regularmente desde 1998 em exposições coletivas e individuais.
ARS Investigação Desenvolvimento, Projecto Pontes, Município do Fundão, República Portuguesa – Cultura, Direção Geral das Artes
Investigação Artística Aberta – Projeto Glossariar
7 de março 2024 às 21h00
Espaço Biblos (Rua dos Bombeiros Voluntários 5) Fundão
Os artistas Carlos Manuel Oliveira, Ana Dinger e Paula Caspão, em residência de investigação no Fundão com o projeto “Glossariar”, promovida no âmbito do Projecto Pontes, propõem uma sessão de visualização de excertos do filme “Nostalgia” (1971) de Hollis Frampton*, numa sessão aberta de discussão sobre as questões que este levanta. A experiência da temporalidade e da reminiscência, a materialidade da imagem e do arquivo, a montagem enquanto método de resignificação, serão abordados conceptualmente como problemas que têm neste filme uma síntese particular.
* Hollis Frampton (1936–1984) foi um cineasta, fotógrafo e teórico de cinema norte-americano associado ao movimento avant-garde. É reconhecido pelo seu cinema experimental, em particular na exploração inovadora de formas e conceitos visuais, deixando uma marca importante na teoria do cinema.
“Nostalgia” é parte de uma série de filmes chamada “Hapax Legomena”, que Frampton criou entre 1971 e 1972, caracterizada pela sua complexidade estrutural, abordagem teórica e exploração de conceitos filosóficos e linguísticos.
Glossariar é um projeto de investigação em coletivo, que oferece condições de encontro a um grupo de artistas-investigadores, para que em conjunto concebam uma série de conteúdos em torno da performatividade dos arquivos. Acontece de fevereiro a maio de 2024 no Fundão, no âmbito do Projecto Pontes, em resultado de uma parceria da Associação Parasita e da ARS-ID.
..
Investigação artística aberta é um programa de sessões de partilha, promoção e divulgação do trabalho de Investigação Artística.
Surge na continuidade do Ciclo de Apresentações de Artistas que desenvolvem um trabalho continuado de investigação artística no concelho do Fundão, iniciado em 2023, pretendendo assim possibilitar a partilha, a um público mais amplo, de um trabalho que normalmente não é visível ou aberto ao público.
Atividade integrada no Projecto Pontes, no contexto da parceria entre a ARS ID e o Município do Fundão, no domínio da Ação e Investigação Artísticas.
ARS Investigação Desenvolvimento, Projecto Pontes, Município do Fundão, República Portuguesa – Cultura, Direção Geral das Artes, Associação Parasita
O título oferecia-nos o ponto de partida da autora, suficiente para aceitar o convite e ficar à espera. E fomos surpreendidos por uma série ininterrupta de exercícios vibrantes e um fluxo de interpelações num ambiente dinâmico e estimulante, que nos lembrou não existir uma única resposta quando se trata de preferências.
É importante reconhecer e celebrar essa diversidade. Cada indivíduo possui um conjunto único de experiências, valores e crenças que moldam suas preferências. Essa multiplicidade enriquece a nossa sociedade e promove o diálogo, evita o dogmatismo e ajuda a construir relações mais saudáveis e produtivas.
Uma experiência que coloca em evidência um microcosmo da nossa sociedade complexa e plural.
Obrigado Andresa.
Aconteceu no último sábado, 24 de Fevereiro, n’A Moagem.
Programação do Projecto Pontes e ARS-ID em colaboração com A Moagem Cidade do Engenho e das Artes.
Carlos Fernandes
Nuno Vicente (eu, tu, o outro, o ar entre nós e tudo o que um dia foi) inaugurou, dia 17 de fevereiro, no Espaço Pontes os resultados de uma residência artística promovida pelo município do Fundão.
O projeto consiste num dispositivo destinado à contemplação pós-bucólica, originalmente pensado para a serra da Gardunha e que entrelaça espécies humanas e não humanas. Com uma difícil transposição para o espaço público da cidade, o dispositivo é meticulosamente desmontado pelo artista para interação com o público no Espaço Pontes, através de um ensaio visual em forma de manifesto, dois filmes e alguns protótipos. alguns dos quais serão apresentados no espaço museológico da Casa do Barro, como uma forma de resolver um conflito entre andorinhas e humanos. Esta instalação visa convocar sensibilidades pós-antropocêntricas e imaginários que nos proporcionam pistas sobre como organizar o presente em aliança com o meio, os seres e as relações que existem.
Exposição para ver até 14 de abril 2024 no Espaço Pontes (Rua João Franco 33) Fundão.
A ARS Investigação Desenvolvimento em parceria com o Município do Fundão apresentam “I’d Rather Not” de Andresa Soares dia 24 de fevereiro de 2024, com sessões às 17h00 e às 21h30, n’ A Moagem – Cidade do Engenho e das Artes, no Fundão.
“I’d Rather Not” é um solo de dança perfurado ou interrompido por 20 encontros explicitamente estabelecidos com as pessoas que ocupam os lugares de espectadores. “Nesta situação performativa coexistem dois dispositivos cénicos distintos: o solo de dança e a situação de one-to-one meetings”.
Este espetáculo de dança conta com conceção e performance de Andresa Santos; intervenção plástica e imagem de João Ferro Martins; composição musical e desenho de luz de Gonçalo Alegria; assistência de ensaios e apoio à dramaturgia de Yael Karavan; assistência de movimento de Carlos Manuel Oliveira; registo fotográfico de Alípio Padilha e produção de Cotão Associação Cultural.
Glossariar é um projecto de investigação em coletivo, que oferece condições de encontro a um grupo de artistas-investigadores, para que em conjunto concebam uma série de conteúdos em torno da performatividade dos arquivos. Acontece de fevereiro a maio de 2024 nas instalações da ARS – Estrutura de Investigação em Arte e Ciência, no Fundão, em quatro residências de uma semana.
Inauguração: 17 de fevereiro às 21h30
17 de fevereiro a 14 de abril 2024
Espaço Pontes (Rua João Franco 33) Fundão
Nuno Vicente (eu, tu, o outro, o ar entre nós e tudo o que um dia foi) apresenta no Espaço Pontes os resultados de uma residência artística proporcionada pelo município do Fundão. O projeto consiste num dispositivo destinado à contemplação pós-bucólica, originalmente pensado para a serra da Gardunha e que entrelaça espécies humanas e não humanas. Com uma difícil transposição para o espaço público da cidade, o dispositivo é meticulosamente desmontado pelo artista para interação com o público no Espaço Pontes, através de um ensaio visual em forma de manifesto, dois filmes e alguns protótipos. alguns dos quais serão apresentados no espaço museológico da Casa do Barro, como uma forma de resolver um conflito entre andorinhas e humanos. Esta instalação visa convocar sensibilidades pós-antropocêntricas e imaginários que nos proporcionam pistas sobre como organizar o presente em aliança com o meio, os seres e as relações que existem.
“Apresentação de trabalhos sem incorporação de elementos vivos.”
(nuno vicente)
eu, tu, o outro, o ar entre nós e tudo o que um dia foi.
Inauguração: 17 de fevereiro às 21h30
17 de fevereiro a 14 de abril 2024
Espaço Pontes (Rua João Franco 33) Fundão
Nuno Vicente (eu, tu, o outro, o ar entre nós e tudo o que um dia foi) apresenta no Espaço Pontes os resultados de uma residência artística proporcionada pelo município do Fundão. O projeto consiste num dispositivo destinado à contemplação pós-bucólica, originalmente pensado para a serra da Gardunha e que entrelaça espécies humanas e não humanas. Com uma difícil transposição para o espaço público da cidade, o dispositivo é meticulosamente desmontado pelo artista para interação com o público no Espaço Pontes, através de um ensaio visual em forma de manifesto, dois filmes e alguns protótipos. alguns dos quais serão apresentados no espaço museológico da Casa do Barro, como uma forma de resolver um conflito entre andorinhas e humanos. Esta instalação visa convocar sensibilidades pós-antropocêntricas e imaginários que nos proporcionam pistas sobre como organizar o presente em aliança com o meio, os seres e as relações que existem.
Nota bio
(nuno vicente)
eu, tu, o outro, o ar entre nós e tudo o que um dia foi.
Nascido em 1981 em Chartres, França, reside e trabalha entre Madrid, Alicante e várias localidades nas serras de Portugal, incluindo Belmonte. É licenciado em pintura e artes visuais pela ESADCR, mestre em Investigação em Arte e Criação pela Faculdade de Belas Artes da Universidade Complutense de Madrid, onde realiza atualmente estudos de doutorado sobre as relações entre obra, ecossistema e público, com foco nas epistemologias intersespécies.
Participa regularmente em programas de residências artísticas, desenvolvendo trabalhos ecossistémicos que envolvem os elementos presentes na paisagem. A sua obra conjuga poesia e uma abordagem útil e pragmática da arte.
O seu trabalho foi apresentado em diversos locais, como Lazareto de Cagliari Centro Culturale di Arte em 2012 (ITA), SAVVY Contemporary em Berlim em 2013 (DEU), Bienal de Artes Visuais de Varna em 2014 (BGR), MAAT em Lisboa em 2015, Museu do Côa em 2015, Czong Institute for Contemporary Art em 2016 (SKR), Kramskoy Museum em Voronezh em 2018 (RUS), Dalhalla Open Air Amphitheater em 2018 (SUE), Matadero em Madrid em 2019 (ESP), Royal Swedish Academy of Fine Arts em Estocolmo em 2019 (SUE), Centro de Artes Las Cigarreras em Alicante em 2021 (ESP), Bienal do Conhecimento Art(e)Facts em 2021 e a Exposição Internacional de Arquitetura La Biennale di Venezia em 2023 (ITA).
Além disso, participou em várias seleções, como os Prémios Millennium BCP em 2007 e os Prémios Novos Artistas da Fundação EDP em 2015.
Conversa com a artista Catarina Nunes, na inauguração da sua exposição “O Que Fica para Trás” no Espaço Biblos no Fundão.
Exposição para ver até 2 de março de 2024.
“Nesta jornada pelos resíduos do tempo, contemplo não apenas o que foi deixado para trás, mas como os vestígios, aparentemente efêmeros, transcendem o imediato e transformam-se em testemunhos tangíveis da complexa relação entre passado e presente.”
Decorreu no passado dia 20 de janeiro a inauguração da exposição de artes visuais “Omma” dos artistas Pedro Saraiva e José Catrola n’A Moagem – Cidade do Engenho e das Artes no Fundão.
Exposição patente até 20 de fevereiro de 2024.
As melhores paisagens são feitas de pessoas.
Um conjunto de imagens de retratos incógnitos, olhares sobre identidades diversas utilizando desenho, pintura e objetos tridimensionais, que questionam a existência humana e o seu propósito, e a partir dos quais constroem um pequeno teatro do “mundo”.
“O Que Fica para Trás” de Catarina Nunes
Exposição de artes plásticas
Inauguração: 27 de janeiro às 16h00
27 de janeiro a 2 de março de 2024
Espaço Biblos (Rua dos Bombeiros Voluntários 5) Fundão
“O Que Fica para Trás” mergulha nas nuances do tempo, explorando a intricada dualidade entre avanço e permanência. Durante a residência artística, ao percorrer os vestígios das minas, debruço-me sobre os fragmentos no solo, dispersos como migalhas. Retalhos de uma rotina que seriam apanhados amanhã, e que, duas décadas depois, se transformam em fios para tecer estórias.
Penso nas substâncias que caíram no chão, acumulando camadas que agora eternizam os nossos passos para a posteridade. Nas partículas que foram engolidas inadvertidamente por corpos marcados por essas rotinas, inscrevendo novas geografias perversas em seus interiores.
Nesta jornada pelos resíduos do tempo, contemplo não apenas o que foi deixado para trás, mas como os vestígios, aparentemente efêmeros, transcendem o imediato e transformam-se em testemunhos tangíveis da complexa relação entre passado e presente.
..
Nota bio
Catarina Nunes nasceu em Luanda, em 1978, repartiu a sua formação entre a licenciatura “Design – Tecnologia Cerâmica” pela ESAD-CR, e o mestrado de “Cerâmica Contemporânea na Tama Art University, Tóquio com uma bolsa do Monbukagakusho. Estudou ainda “Design de cerâmica e vidro” na University of Central England, Birmingham através do programa “Erasmus”.
No seu desenvolvimento artístico dedicou grande parte do processo criativo à pesquisa e compreensão das possibilidades físicas e de significação do material cerâmico.
No caminho percorrido no Japão surgiu uma nova relação com o mundo. O estudo da cerimónia do chá, intrinsecamente relacionado com a filosofia Zen e o Wabi-Sabi, abriram portas à colocação de questões relacionadas com a confrontação e aceitação da efemeridade da matéria escultórica.
As suas instalações exploram cenários de relação conceptual e física entre o corpo humano e a escultura cerâmica. Por vezes é colocada a questão da dessacralização do objecto de arte, através da facilitação intencional da escultura. Nestas ocasiões é permitida a interacção entre a obra de arte e o público: como uma experiência individual, quando o público toca directamente na obra de arte, ou partilhada, quando as peças são tocadas por outros performers e apresentadas através da documentação em vídeo ou fotografia.
Nas suas conceptualizações há uma mimetização de estudos biológicos ligados a um encanto pela natureza e pela sua interpretação científica. A sua inspiração estética prende-se a uma sensibilidade aquática já que passou grande parte da vida perto da costa ou em vários contextos insulares (Açores, Japão, Inglaterra). Recentemente, em residência artística, percorreu o Deserto da Namíbia, onde surge uma nova ramificação exploratória que conduz a sua inspiração para o vento, a aridez, e as superfícies rochosas.
No projecto “Extremophilarum” faz um cruzamento intencional entre a arte e a ciência, iniciando uma colaboração com a artista Mariana Ramos.
Expõe regularmente desde 1998 em exposições colectivas e individuais.
Inauguração da exposição “omma”
Exposição de Pedro Saraiva e José Catrola
Inauguração: 20 de janeiro de 2024 ás 16h00
20 de janeiro de 2024 á 20 de fevereiro de 2024
Moagem (Largo da Estação 8, 6230-311) Fundão
As melhores paisagens são feitas de pessoas.
A presente exposição parte de uma amizade antiga, entre dois autores, José Catrola e Pedro Saraiva, estudantes na ESBAL nos anos 70.
O título que dá nome à exposição “omma” parte do termo da Grécia antiga para designar olho ou olhar e reúne um conjunto de imagens de retratos incógnitos, olhares sobre identidades diversas utilizando desenho, pintura e objetos tridimensionais, que questionam a existência humana e o seu propósito, e a partir dos quais constroem um pequeno teatro do “mundo”.
Pedro Saraiva
Nasceu em Lisboa em 1952 onde vive e trabalha. Professor catedrático de desenho na FBAUL.
Expõe regularmente desde os anos 80, tendo participado em diversas exposições individuais e colectivas em Portugal e no estrangeiro das quais se destacam: AICA, Lisboa; Art 19/88, Basileia; Art la 88, Los Angeles; Árvore, Porto; Casa da Cerca, Almada; Berlinda, Berlim; Centro Cultural de S. Lourenço, Almancil; Festival Int. Da Juventude, Moscovo; Galerie Felizitas Mentel, Berlim; J.M. Gomes Alves, Guimarães; Zeitgenoisische grafik aus Portugal, Mannheime; Módulo, Lisboa e Porto; Monumental, Lisboa; 11xportugal, Derendigen; Pavilhão 31, Lisboa; Plataforma Revólver, Lisboa; PJLM, Lisboa; Prix international d’art contemporain, Monte Carlo; Quadrante, Lisboa; Quase Galeria, Porto; SNBA, Lisboa; Voyeur Project View, Lisboa;
Encontra-se representado em diversas coleções publicas e privadas das quais se destacam: Casa-Museu Teixeira Lopes; Centro Cultural de S. Lourenço; Fundação Carmona e Costa; Galeria Redies; Ministério dos Negócios Estrangeiros; Museu de Catânia; Museu Municipal de Sintra; PLMJ; Secretaria de Estado da Cultura; UNISYS.
José Catrola
Licenciado em Artes – Plásticas (Pintura) pela ESBAL.
Desde 1982, tem feito inúmeras exposições coletivas e individuais, nomeadamente em Lisboa (Galeria Escada, IV Bienal do Jornal Avante, II Feira de Arte Contemporânea, no Fórum Picoas, Galeria Barata, Galeria Municipal Gymnásio, Galeria Ceutarte, Galeria Vértice), em Almeirim, Alpiarça, Santarém, Vila Nova da Cerveira, Beja; e na Galeria da Secretaria Regional de Turismo, Cultura e Emigração, do Funchal.
Bom ano 2024!
“Temos em nós uma máquina que tecla os pensamentos. Como se fosse uma máquina de escrever, que não é mecânica nem um objeto. É uma máquina biológica, muito mais complexa, de tal forma que ainda não se sabe como ela tecla os pensamentos.”
Espaço Biblos (Rua dos Bombeiros Voluntários 5) Fundão
A exposição iniciou com um momento de conversa aberta com a artista e acompanhamento do processo de montagem da exposição, onde estiveram presentes alunos de artes do Agrupamento de Escolas do Fundão.
Exposição em parceria com a Appleton – Associação cultural para ver até 19 de janeiro de 2024.
A exposição “Fugiram!” é uma espécie de extensão da exposição “Meia Bravura” que inaugurou na Appleton BOX dia 2 de novembro. Continuando com o mesmo registo e corpo de trabalho, a exposição “Fugiram!” propõe levar até ao Espaço Pontes as irmãs mais novas dos trabalhos expostos na Appleton.
Sara Mealha nasceu em Lisboa em 1995. Em 2017, concluiu o curso de Pintura na Faculdade de Belas-Artes de Lisboa. Desde de 2017 que expõe regularmente em exposições coletivas e individuais.
Inauguração da exposição “Fugiram!”
Exposição de Sara Mealha
Inauguração: 23 de novembro de 2023 às 16h00
23 de novembro 2023 a 19 de janeiro 2024
Espaço Pontes (Rua João Franco 33) Fundão
Projecto Pontes em parceria com a Appleton – Associação cultural.
A exposição “Fugiram!” é uma espécie de extensão da exposição “Meia Bravura” que inaugurou na Appleton BOX dia 2 de novembro. Continuando com o mesmo registo e corpo de trabalho, a exposição “Fugiram!” propõe levar até ao Espaço Pontes as irmãs mais novas dos trabalhos expostos na Appleton.
Sara Mealha nasceu em Lisboa em 1995. Em 2017, concluiu o curso de Pintura na Faculdade de Belas-Artes de Lisboa. Desde de 2017 que expõe regularmente em exposições colectivas e individuais. Destacam-se “A Dispensa” (Pavilhão 31, 2017), “Cola-Cuspo” (Espaço AZ, 2018), “Cabra Cega” (Galeria Balcony, 2019), “A Longa Sombra” (Maus Hábitos, 2020). Fez a sua primeira exposição individual, “Primeiro Socorro”, na Travessa da Ermida em 2018. Destacam-se também as exposições “Às Nove a Caminho” (Galeria Balcony, 2019), “Ou Não, Sim” (Casa da Cerca, 2021) e “Ne Pas Plier” (Zaratan Arte Contemporânea, 2023).
Tem obras nas coleções Caixa Geral de de Depósitos, Colecção Fernando Ribeiro, assim como em coleções privadas.
O Grupo de Investigação do O Rumo do Fumo reúne-se em residência ao longo de uma semana intensiva no Campus Mineiro, Fundão, integrando os Projetos de Investigação e Criação Artística promovidos pela ARS—ID, para expor e partilhar interesses, perspetivas, necessidades, desejos e também dificuldades e inquietações, e elaborar propostas práticas para os aprofundar ou ultrapassar, aproveitando a presença de todos e as mais valias de cada um.
Participaram Vera Mantero, Miguel Pereira, Henrique Furtado Vieira, Romain Beltrão Teule e Teresa Silva.
mais fotografias em: https://www.facebook.com/photo/?fbid=725786389582368&set=pcb.725787559582251
Este projeto pretende desenvolver e implementar estratégias inovadoras no sentido de levar as crianças e os jovens a descobrir, a conhecer e a viver o cinema, promovendo o recurso às novas tecnologias como ferramentas privilegiadas para a captação e tratamento de imagens.
A proposta surge na sequência do desenvolvimento natural do projeto de formação, promoção e divulgação cinematográfica – Cinema Juventude – que concretizamos nos últimos sete anos, na Beira Interior, em parceria com a Cinemateca Portuguesa, a Universidade da Beira Interior e o Município do Fundão.
Oficinas financiadas pela Direção Regional de Cultura do Centro no âmbito do Programa de Apoio à Ação Cultural na Região Centro – PAAC 2023.
Ação-Interativa no Museu do Verde
O Museu do Verde recebe mais uma contribuição para espólio: Um conjunto de Borboletas, oferta dos alunos de Desenho A, do Curso Cientifico-Humanístico de Artes Visuais (10º). ESF. 23. do Agrupamento de Escolas do Fundão e Professora Catarina Ferreira.
“A Máquina de Teclar Pensamentos II”
Exposição de Paulo Robalo e Luis Robalo
Inauguração: 25 de novembro de 2023 às 18h00
25 de novembro 2023 a 14 de janeiro 2024
Espaço Biblos (Rua dos Bombeiros Voluntários 5, Fundão)
A Máquina de Teclar Pensamentos II
Temos em nós uma máquina que tecla os pensamentos. Como se fosse uma máquina de escrever, que não é mecânica nem um objeto.
É uma máquina biológica, muito mais complexa, de tal forma que ainda não se sabe como ela tecla os pensamentos.
Fruto da sua livre vontade, ou de uma intenção pessoal, esta máquina que estará pousada numa secretária dentro da nossa cabeça, não tem um segundo de descanso.
Desde que se abriu o escritório com o iniciar de uma nova vida, ela, formiguinha incansável, tecla e tecla dia e noite, produzindo um número inatingível de palavras em sequências de frases, que dariam numa existência – o tempo que o escritório está a laborar – para dar várias voltas ao mundo, ou mesmo, estendidas em linha direita e recta, ou mesmo chegar à lua.
A Máquina de teclar pensamentos produz ideias profundas e complexas, mas também tecla asneiras e impropérios. Sendo humana, tem muita tendência para o erro. Por vezes também encrava e fica a teclar na mesma tecla provocando grandes dissabores e dores de cabeça.
Produzindo matéria etérea e subtil, a máquina de teclar pensamentos não imprime a caligrafia das letras, numa superfície, seja papel ou a que for. Ela, sendo aceitável dizê-lo assim, exala os seus escritos que depois são soletrados pela boca ou se desvanecem, como que evaporando-se das nossas cabeças.
Como o escritório é pequeno e tem pouca arrumação, os pensamentos produzidos por esta magnífica máquina, não são todos arquivados. Prevalecem só os que são considerados como passíveis de fazer parte da estante das recordações e memória, decisão e escolha, uma vez mais alheia à vontade do dono da sua cabeça.
O Artista porque tem essa sensibilidade à flor da pele para captar as coisas subtis, conseguiu captar a imagem dessa máquina imaginária, e aqui se representa para que se saiba que mesmo sendo imaginária ela existe, e produz cosmogonias, mas se formos um pouco mais humildes, não chegamos a tanto, ficando contentes e cheios em que ela produza somente pensamentos por vezes grandiosos e de grande beleza.
O que é mais que suficiente, para ficarmos todos contentes por sermos donos de uma máquina de teclar pensamentos.
Mais ou menos como esta:
* Luis Robalo
Paulo Robalo nasceu em Lisboa em 1965. Licenciado em Pintura pela Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, complementou os estudos com o curso de Design Cénico Contemporâneo na Universidade complutense de Madrid e fase projecto de Pintura e Desenho no AR,CO.
Lecionou o curso de Cenografia e coordenou o curso de ofícios do espetáculo na escola Chapitô durante mais de uma década. Desde 2007, foi colaborador e coordenou oficinas de Pintura de “Backdrop” e cenografia na Academia contemporânea do espetáculo no Porto e na Restart em Lisboa.
Participou como cenógrafo em grandes eventos nacionais; Lisboa capital da cultura 94, Expo 98, Gymnastrada 2003, Rock in Rio. Foi cenógrafo residente na companhia teatro do mar e no teatro da luz ,realizando inúmeras cenografias com encenadores nacionais.
Desenvolve um trabalho de pintura ,instalação e performance, tendo sido representado por várias galerias e participado em bienais residências artísticas internacionais. Atualmente é docente da disciplina de Desenho na Escola artística António Arroio e professor de cenografia na worldacademy.
É cocriador em 2015 da associação cultural Passevite e em 2020 cria com a Maria Barroco a plataforma Penumbra Projectos Artísticos.
www.paulorobalo.com
Luis Robalo fez estudos de filosofia, fez crítica literária, escreve com regularidade textos de opinião e crónicas de viagens, nomeadamente no Jornal Público.
Participa regularmente em projetos multidisciplinares com o pintor Paulo Robalo, onde constrói textos animados pelas criações do artista, ou lançado temas a serem desenvolvidos em linguagem plástica.
Terminou recentemente o livro “Cadernos de Abril – canções revisitadas”, onde invoca, pelas canções que escolheu para ilustrar com palavras, memórias pessoais e coletivas do passado, do presente e do futuro, afinal, os únicos temas sérios que cada um pode falar, na sua experiência de os viver.
Cadernos de Abril é o seu tributo a um dia em que aconteceu uma revolução de Amor.
Primárias e Exóticas
de Joana Levi
“Primárias e Exóticas” é um projeto de criação performativa, contextual que propõe-se a fabular sobre a história das florestas em Portugal, como uma história a contrapelo da ocupação humana deste território. Por fabular, entende-se aqui entrar, cavar, subir no mato das palavras, emaranhando sentidos e visões, tecendo perspectivas e conversas entre línguas e mudas. A partir da recolha de experiências, estudos científicos e saberes populares pretende-se fabular sobre a memória ecológica das florestas que, enquanto comunidades milenares, “famílias” contemporâneas, conterrâneas, migrantes e ancestrais, habitam o território português e carregam uma outra perspectiva de sua história.
Entre os dias 6 e 10 de novembro de 2023, Joana Levi estará em residência artística, junto à ARS-ID, para pesquisar sobre a formação da Mata da Margaraça e a história das espécies que nela habitam. Nesta residência, a artista contará com a colaboração da fotógrafa Angela Alegria e o acompanhamento do Prof. Dr. João P. F. Carvalho (UTAD).
O QUE PISAMOS é um projeto de natureza multidisciplinar, em relação com a performance, com a escrita, com a activação de exercícios performativos com a comunidade, com investigação de práticas rituais, interação com não humanos e com estudos filosóficos, sociológicos e ecológicos.
Este projecto de pesquisa e criação em rede, reúne artistas portuguesas e brasileiras integrantes do grupo APNEIA COLECTIVA e pesquisadoras colaboradoras de várias áreas do conhecimento para investigar, através de casos específicos do contexto histórico-cultural e geopolítico português, modos de relação com os territórios que se habita – um lugar ou o próprio corpo. O que pisamos para viver como vivemos? O que se extingue sob as pegadas humanas? Como o corpo se sustenta, habita, ocupa os espaços? Que narrativas o colonizam? Como fabular/dançar histórias heterotópicas?
Equipa
Pesquisa, criação e performance: Joana Levi
Colaboração: Angela Alegria (artes visuais), João Paulo Fidalgo Carvalho (silvicultura), Cire Ndiaye (música), Ana Braz (arqueologia).
Realização e produção: Apneia Colectiva
Apoios: Largo Residências, Temps d’Images, Linha de Fuga, ARS-ID, Musibéria, Penha Sco, Boia Assoc. Cult, Centro de Experimentação Artística da Moita, Estúdios Vítor Cordon, Polo Cultural das Gaivotas – CML.
Joana Levi
Rio de Janeiro, 1975
Criadora, performer e dramaturgista. Vive em Lisboa desde 2017. É licenciada em filosofia pela USP
(2016/BR) e mestra em Filosofia-Estética pela FCSH/UNL (2020/PT). Nos últimos 10 anos tem se dedicado a projetos experimentais e colaborativos que forjam uma cena atravessada por diferentes linguagens (da performance ao teatro, da dança ao pensamento filosófico). Recentemente, realizou a vídeo-performance “Explode quando Emerge”, com Julia Salem (PT, 2022), publicou em co-autoria com Ana Rita Teodoro o livro Delirar a Anatomia – Partituras-Poemas de Ana Rita Teodoro + (des)léxico para A.A. de Joana Levi (Sistema Solar/Coleção “Séries”, 2022), criou a performance solo, “Rasante”, Alkantara Festival 20’, Teatro São Luiz e a performance “Museu Encantador”, com Rita Natálio (Gulbenkian/ P de Dança/ 2021).
Colaborou como performer com Carlota Lagido em “MINA” (Teatro São Luiz/2021), com Sónia Baptista nas criações “Triste in English from Spanish” (Culturgest/2017), “The Anger! The Fury”(Alkantara Festival/Teatro São Luiz/2020) e WOW (Culturgest/2022); com Gustavo Ciríaco em Drifting (P de Dança/ Gulbenkian/ 2021), entre outras. Dentre suas criações, no Brasil, recebeu o Prêmio Funarte Redes Artes Visuais/2016 por “Museu Encantador”, o Prêmio Zé Renato de Teatro/SP-2016 por “RÓZÀ”, e o Prêmio Montagem Cênica-RJ/2011 por “IN_TRÂNSITO”. Atualmente, integra a Penha Sco Arte Cooperativa e a Apneia Colectiva.
A exposição pode ser visitada no Espaço Biblos até 17 de novembro 2023
Espaço Biblos (Rua dos Bombeiros Voluntários 5, Fundão)
Museu do Verde
Museu do Verde – Lugar de contemplação e preservação da cor verde enquanto objeto de investigação artística. Coleção privada da artista de inúmeros artefactos.
Exposição no âmbito do projeto ARTS 4 People and Earth.
mais informação: https://www.ars-id.org/wp-content/uploads/2023/10/MuseudoVerde.pdf
Elsa Gonçalves
Nasceu em Lisboa, Portugal, em 1956. A partir de 1986 fez formações diversas ligadas ao Ensino pela Arte, e à escultura cerâmica e em pedra. Em 2000 licenciou-se em Artes Plásticas –
Escultura na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. Leciona a disciplina de Projecto e Tecnologia na área da cerâmica na Escola António Arroio desde 2000.
Visita das turmas de arte do Agrupamento de Escolas do Fundão às exposições “A cada dia, construímos o nosso tempo geológico” de Mariana Fernandes, “Caminhada geológica – artística ao longo do rio Zêzere” de Paula König, “Quando nos encontramos, cuidamos” de Madalena Bettencourt e “Polinizadores da Serra da Estrela” de Francisco Trepa que se encontram no Espaço Pontes e Museu Arqueológico do Fundão e visita à exposição “Museu do Verde” de Elsa Gonçalves no Espaço Biblos no Fundão.
Exposições no âmbito do projeto ARTS 4 People and Earth.
mais fotografias em: https://www.facebook.com/photo/?fbid=714439510717056&set=pcb.714442300716777
Partilha informal do grupo de investigação O Rumo do Fumo
10 de novembro de 2023 às 21h00
Auditório da Junta de Freguesia de Silvares
(Av. do Brasil 38A, 6230-633 Silvares)
Silvares, Fundão
Entrada livre!
O Grupo de Investigação do O Rumo do Fumo reúne-se em residência ao longo de uma semana intensiva no Campus Mineiro, Fundão, integrando os Projetos de Investigação e Criação Artística promovidos pela ARS—ID, para expor e partilhar interesses, perspetivas, necessidades, desejos e também dificuldades e inquietações, e elaborar propostas práticas para os aprofundar ou ultrapassar, aproveitando a presença de todos e as mais valias de cada um.
ARS Associação Investigação Desenvolvimento, Projecto Pontes, Direção Geral das Artes, República Portuguesa – Cultura, O Rumo do Fumo, Município do Fundão e Junta de Freguesia de Silvares
Visita-Oficina ao Museu do Verde
4 e 5 de novembro de 2023 às 15h00
Espaço Biblos (Rua dos Bombeiros Voluntários 5, Fundão)
A artista Elsa Gonçalves promove uma visita-oficina ao Museu do Verde.
São convidados os membros do Clube Tricot & Companhia e todos os que se lhes quiserem juntar.
Programa
. 4 de novembro
15h00 Visita guiada pela artista à exposição.
. 5 de novembro
15h00 Visita-oficina com a artista.
Museu do Verde
Museu do Verde – Lugar de contemplação e preservação da cor verde enquanto objeto de investigação artística. Coleção privada da artista de inúmeros artefactos.
Exposição no âmbito do projeto ARTS 4 People and Earth.
mais informação: https://www.ars-id.org/wp-content/uploads/2023/10/MuseudoVerde.pdf
Elsa Gonçalves
Nasceu em Lisboa, Portugal, em 1956. A partir de 1986 fez formações diversas ligadas ao Ensino pela Arte, e à escultura cerâmica e em pedra. Em 2000 licenciou-se em Artes Plásticas –
Escultura na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. Leciona a disciplina de Projecto e Tecnologia na área da cerâmica na Escola António Arroio desde 2000.
ALUMNI Engagement Innovation Fund, Embaixada EUA & Consulado em Portugal, ARS Associação Investigação Desenvolvimento, Projeto Pontes, Município do Fundão, Direção Geral das Artes, República Portuguesa – Cultura, Rádio Cova da Beira, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, Museu Arqueológico José Monteiro
PISOTEIO de Andresa Soares (integrado em O QUE PISAMOS)
1º momento de pesquisa_ Silvares (Fundão)
PISOTEIO pretende abordar o condicionamento ligado à exploração dos corpos pelo trabalho em diferentes contextos geográficos, geracionais, culturais… confrontando a irrealidade do suposto realismo que conforma sonhos e desejos. Quais as mitologias, as narrativas dominantes que justificam a aceitação desse condicionamento? Qual o consolo que sustenta a anulação do domínio individual do tempo?
E dentro desses loops de acção e temporalidade, que pensamentos surgem dentro da sua constância, que ideias atravessam o dia a dia, a cada gesto, a cada momento desses afazeres pré-coreografados.
Andresa Soares
Lisboa 1978. Coreógrafa, bailarina e actriz. A sua formação dividiu-se entre as artes plásticas e a dança e, desde cedo, inicia a sua actividade como criadora nas artes performativas tendo até então realizado mais de 20 criações. Como performer/intérprete, trabalhou em dança, teatro e cinema com José Laginha, Luís Castro, Nuno M. Cardoso, Ricardo Aibéo, Michel Simonot, Vera Mantero, Maria Ramos, Bruna Carvalho, BLITZ – Theatre Group, Patrick Mendes, Pierre Coulibeuf, Emily Wardill, entre outros. Em 2002, funda a Máquina Agradável, que dirigiu com Lígia Soares até 2014. Actualmente, integra o colectivo Apneia Colectiva.. https://andresasoares.wixsite.com/andresa-soares
O QUE PISAMOS é um projeto de natureza multidisciplinar, em relação com a performance, com a escrita, com a activação de exercícios performativos com a comunidade, com investigação de práticas rituais, interação com não humanos e com estudos filosóficos, sociológicos e ecológicos.
Este projecto de pesquisa e criação em rede, reúne artistas portuguesas e brasileiras integrantes do grupo APNEIA COLECTIVA e pesquisadoras colaboradoras de várias áreas do conhecimento para investigar, através de casos específicos do contexto histórico-cultural e geopolítico português, modos de relação com os territórios que se habita – um lugar ou o próprio corpo. O que pisamos para viver como vivemos? O que se extingue sob as pegadas? Como o corpo se sustenta, habita, ocupa os espaços? Que narrativas o colonizam? Como fabular/dançar histórias heterotópicas?
Apoios: Largo Residências, Temps d’Images, Linha de Fuga, ARS-ID, Musibéria, Penha Sco, Boia Assoc. Cult, Centro de Experimentação Artística da Moita, Estúdios Vítor Cordon, Polo Cultural das Gaivotas – CML.
EQUIPA
Pesquisa/texto/performance: Andresa Soares
Espaço cénico/design de equipamento: Henrique Ralheta
Composição sonora: Artur Pispalhas
Colaboração: Julia Salem, Tiago Gandra, Elizabete Francisca, Joana Levi, Ana Trincão e Zoy Anastassakis
Este projeto pretende desenvolver e implementar estratégias inovadoras no sentido de levar as crianças e os jovens a descobrir, a conhecer e a viver o cinema, promovendo o recurso às novas tecnologias, presentes no quotidiano dos mesmos (dispositivos móveis) como ferramentas privilegiadas para a captação e tratamento de imagens.
A proposta surge na sequência do desenvolvimento natural do projeto de formação, promoção e divulgação cinematográfica – Cinema Juventude – que concretizamos nos últimos sete anos, na Beira Interior, em parceria com a Cinemateca Portuguesa, a Universidade da Beira Interior e o Município do Fundão.
Oficinas financiadas pela Direção Regional de Cultura do Centro no âmbito do Programa de Apoio à Ação Cultural na Região Centro – PAAC 2023.
Visita de turma do Agrupamento de Escolas do Fundão às exposições “A cada dia, construímos o nosso tempo geológico” de Mariana Fernandes, “Caminhada geológica – artística ao longo do rio Zêzere” de Paula König, “Quando nos encontramos, cuidamos” de Madalena Bettencourt e “Polinizadores da Serra da Estrela” de Francisco Trepa que se encontram no Espaço Pontes e visita à exposição “Museu do Verde” de Elsa Gonçalves no Espaço Biblos no Fundão.
Exposições no âmbito do projeto ARTS 4 People and Earth.
Andresa Soares
Pisoteio
Performance
Nesta proposta o olhar incidirá assim em duas realidades/contextos efetivamente distantes, mas talvez apenas ilusoriamente antagónicos. Por ex., no campo, uma mulher idosa que trabalha na lavoura de sol a sol; na cidade, um jovem de um bairro periférico que se desloca ao centro da cidade para trabalhar na restauração. Ao nos debruçarmos sobre certas formas de condicionamento que os caracterizam, possivelmente encontraremos paralelismos entre lugares onde aparentemente o “futuro” não aconteceu com lugares que oferecem uma ideia de desenvolvimento, mas que continuam assentes em sistemas de trabalho próximos do feudal.
Estes são territórios sufocados, terras sem ar – esvaziados da possibilidade de contracultura. Na cidade corre-se e correr é andar sem nunca ter os dois pés no chão. No campo o olhar acompanha os pés, anda ao ritmo da passada. Estas coreografias vivenciais, estreitas rotinas sem margem para a improvisação, vão anulando o desejo de futuro ao mesmo tempo que criam o enquadramento para fabulações, mitologias, narrativas de consolo.
Perguntemo-nos qual a irrealidade do suposto realismo que conforma sonhos e desejos? Quais as mitologias, as narrativas dominantes que justificam a aceitação do seu condicionamento? Qual o consolo da anulação do domínio individual do tempo? E dentro desse loop de ação e temporalidade, que pensamentos surgem dentro da sua constância? Que ideias atravessam o dia a dia? A cada gesto, a cada momento desses afazeres.
..
“O Que Pisamos” de Apneia Colectiva
O projeto propõe-se investigar, através de casos específicos do contexto histórico-cultural e geopolítico português, modos de relação humana para com os territórios em que habita, seja ele uma cidade, um vilarejo, uma floresta, uma paisagem ou o próprio corpo. Algumas perguntas principais guiam esta pesquisa: O que pisamos para viver como vivemos? O que está se extinguindo, presentemente, sob as pegadas humanas? Como os corpos, humanos e não humanos, se sustentam, habitam, ocupam espaços? Que histórias percorrem os corpos/ que corpos percorrem a história? Onde nos situamos no contexto da história colonial? Em que medida, podemos fabular/dançar histórias heterotópicas, a partir de rastros singulares que cruzam as narrativas e políticas “oficiais” impressas no território português? Por fabular, entende-se aqui remexer nos fios das histórias e com eles tecer outras teias, outras perspetivas. Pensando com W. Benjamin, a fabulação nasce da experiência, com a necessidade de contar o vivido, de partilhar a intensidade do momento, de ler o acontecido e editá-lo, de versar o real, de dar verso ao reverso.
Elizabete Francisca
Os Meus Totens
Imagem/Performance
Os meus totens (título provisório) tem como base de investigação a mitologia portuguesa (suas narrativas, crenças, lendas, rituais), com incidência no paganismo praticado em Portugal, por forma a conceber uma cosmogonia pessoal, que ao mesmo tempo que recupera os seus elementos os re-significa, através de um processo de deslocamento, sobreposição e intersecção, por forma à criação de um ensaio fotográfico e uma performance.
A mitologia portuguesa provém de uma mistura de povos e culturas, com mitologias diversas. No entanto, uma ideia transversal ao paganismo é a noção de sacralização da Terra: a do culto, veneração e respeito pela natureza e muitos dos seus rituais e práticas passam por recorrer a elementos naturais numa relação simbiótica com a própria percepção do corpo e suas manifestações, tomando-o como veículo de integração e celebração de lugares, de passagens de estação, de animosidades várias. Manifestações que foram sendo alteradas ao longo do tempo e que divergem de contexto em contexto, mas que povoam um imaginário colectivo, podendo ser entendidas como práticas associadas à suspensão do tempo e a uma reconexão profunda de si e com o que nos rodeia. Deste modo, recorrendo a estes saberes ancestrais pretendo incorporar os seus vários elementos imagéticos, por forma a criar imagens que contam histórias geográficas, temporais e sociais, misturando-as de acordo com a minha própria subjectividade e afectação assente num olhar e numa perspectiva feminina. Numa segunda fase do projecto, será concebida uma performance a partir de uma imagem selecionada entre a série criada anteriormente. concebidas. Uma performance que ao pretender habitar imagens questiona a duração de uma imagem e qual o movimento subjacente a uma possível inércia ou fixidez.
..
“O Que Pisamos” de Apneia Colectiva
O projeto propõe-se investigar, através de casos específicos do contexto histórico-cultural e geopolítico português, modos de relação humana para com os territórios em que habita, seja ele uma cidade, um vilarejo, uma floresta, uma paisagem ou o próprio corpo. Algumas perguntas principais guiam esta pesquisa: O que pisamos para viver como vivemos? O que está se extinguindo, presentemente, sob as pegadas humanas? Como os corpos, humanos e não humanos, se sustentam, habitam, ocupam espaços? Que histórias percorrem os corpos/ que corpos percorrem a história? Onde nos situamos no contexto da história colonial? Em que medida, podemos fabular/dançar histórias heterotópicas, a partir de rastros singulares que cruzam as narrativas e políticas “oficiais” impressas no território português? Por fabular, entende-se aqui remexer nos fios das histórias e com eles tecer outras teias, outras perspectivas. Pensando com W. Benjamin, a fabulação nasce da experiência, com a necessidade de contar o vivido, de partilhar a intensidade do momento, de ler o acontecido e editá-lo, de versar o real, de dar verso ao reverso.
Exposições no âmbito do projeto ARTS 4 People and Earth.
“Museu do Verde” de Elsa Gonçalves
“A cada dia, construímos o nosso tempo geológico” de Mariana Fernandes
“Caminhada geológica – artística ao longo do rio Zêzere” de Paula König
“Quando nos encontramos, cuidamos” de Madalena Bettencourt
“Polinizadores da Serra da Estrela” de Francisco Trepa
O projeto que visou o desenvolvimento de atividades culturais e artísticas com vista a promover a consciencialização e a alteração de comportamentos relacionados com os desafios colocados perante a relação do ser humano e da sociedade com o ambiente e a natureza, apresentou publicamente, neste segundo seminário, sob forma de exposições, performances e projeções, todos os trabalhos artísticos e científicos desenvolvidos por 20 artistas e 5 cientistas ao longos dos últimos 8 meses.
Este projeto promovido pela Embaixada dos EUA, pela ARS Associação Investigação Desenvolvimento e o Município o Fundão, contempla ainda a edição de um livro, em suporte físico e digital, compreendendo todas as comunicações científicas e obras artísticas produzidas e também um programa de itinerâncias, constituído pelo núcleo de obras artísticas finais.
Participam no projeto:
Comissão Científica: João Paulo Carvalho (UTAD), João Castro Silva (FBA-UL), Alfredo Soeiro (FEUP), Tiago Castela (UC), João Santos (UTAD), David Freire-Lista (UTAD).
Artistas Coordenadores: Elsa Gonçalves, Mariana Fernandes, Luciano Amarelo, António Lopes, João Dias, João Didelet e Judite Canha Fernandes.
Artistas Participantes: Paula König, Francisco Trêpa, Madalena Bettencourt, Alexandre Pedro, Davide Stefani, Sara Sofia Araújo, Maria Barroco, Nuno Vicente, Pushkhy, Carolina Gomes, Ana Bertão e Beatriz Laschi.
Reportagem fotográfica completa em:
https://www.facebook.com/photo?fbid=637666891879382&set=pcb.637674948545243
O projeto que visou o desenvolvimento de atividades culturais e artísticas com vista a promover a consciencialização e a alteração de comportamentos relacionados com os desafios colocados perante a relação do ser humano e da sociedade com o ambiente e a natureza, realiza agora um segundo seminário onde será abordada esta temática e apresentados, sob forma de exposições, performances e projeções, todos os trabalhos artísticos e científicos desenvolvidos, ao longo dos meses, neste âmbito.
A entrada é livre, limitada à lotação dos espaços.
Programa
Casino do Fundão, Sala da Concha
10h00 Abertura
Município do Fundão, Embaixada dos EUA e ARS-ID
10h15 Performance 30’ Não é Cheiro, são Memórias
Em direto dos estúdios da RCB, por Judite Canha Fernandes, João Didelet, Ana Bretão, Beatriz Laschi, Carolina Gomes
10h45 Performance 40’ Fábrica das Sementes
por Luciano Amarelo, Alexandre Pedro, Davide Stefani e Sara Sofia Araújo
11h30 Coffee-break
Museu Arqueológico José Monteiro
11h45 Projeção 60’
Visões do Paraíso de João Dias, Ecos da Gardunha de António Lopes, Lista de Faltas de Maria Barroco e Leonor Barroco, Montanha de Nuno Vicente, |fAdO guArdUnhA| de Pushkhy, com a participação de Alfredo Soeiro.
13h30 Almoço livre
Espaço Biblos
14h30 Exposição
Museu do Verde de Elsa Gonçalves, com a participação de João Carvalho.
Espaço Pontes e Museu Arqueológico José Monteiro
15h00 Exposições
A cada dia, construímos o nosso tempo geológico de Mariana Fernandes, Caminhada geológica – artística ao longo do rio Zêzere de Paula König, Quando nos encontramos, cuidamos de Madalena Bettencourt, Polinizadores da Serra da Estrela de Francisco Trepa, com a participação de David Freire-Lista.
16h00 Oficina de copos cerâmicos
18h30 Encerramento Performance e DJ EDD
mais informações: www.ars-id.org/arts-4-people-and-earth
REINSCREVER-SE PELO CHÃO de Julia Salem
Atravessando diferentes áreas do conhecimento como a geografia, antropossociologia, história e a coreografia, este projeto investiga diversos modos de errância em território português, no campo e na cidade (nomadismo, rotas de imigração, rotas trabalho/comércio e práticas de caminhada por investigadores, caminheiros e artistas). A partir da historicidade e da fabulação, da realidade e ficção, errando, ou seja, reinventando esse chão que pisamos, a fim de ampliar práticas de observação, atuação e presença, na relação do corpo com o espaço, produzindo narrativas que atualizem outros modos de ocupação/ atravessamento dos territórios geográficos, de relações sociais e espaciais e da percepção física-sensorial. E´ uma criação multidisciplinar, que dará origem a uma performance e uma publicação.
Apoios: ARS-ID, Musibéria, Junta de Freguesia de Casegas, Penha Sco, Boia Associação.
Financiamentos: Fundação GDA- Apoio à Criação 2023; Dgartes- Criação e Edição 2023.
Esta caminhada estimulou a utilização de materiais da terra no local para experiências artístico-geológicas, como a pintura com pigmentos naturais, convidando os participantes a partilhar a experiência de sentir os diferentes impactos e intervenções humanas no tempo.
Caminhada no âmbito do projeto ARTS 4 People and Earth.
O projeto que visou o desenvolvimento de atividades culturais e artísticas com vista a promover a consciencialização e a alteração de comportamentos relacionados com os desafios colocados perante a relação do ser humano e da sociedade com o ambiente e a natureza, realiza agora um seminário onde será abordada esta temática e serão apresentadas todas as atividades desenvolvidas.
Ao longos dos meses foram Implementadas atividades de promoção da criação de diferentes trabalhos artísticos em quatro áreas: artes visuais, performativas, cinematográficas e literárias, através de um programa de oficinas de produção artística, de modo a serem desenvolvidos trabalhos/obras a fim de serem apresentados em atividades de promoção e de sensibilização dos diferentes públicos, sob forma de exposições, performances, projeções ou publicações.
No final o projeto contempla a edição de um livro, em suporte físico e digital, compreendendo todas as comunicações científicas e obras artísticas produzidas pelo projeto.
Posteriormente, é também promovido um programa de itinerâncias, constituído pelo núcleo de obras artísticas finais produzidas no contexto do projeto.
A entrada é livre, limitada à lotação dos espaços.
Programa
Casino do Fundão, Sala da Concha
10h00 Abertura
Município do Fundão, Embaixada dos EUA e ARS-ID
10h15 Performance 30’ Não é Cheiro, são Memórias
Em direto dos estúdios da RCB, por Judite Canha Fernandes, João Didelet, Ana Bretão, Beatriz Laschi, Carolina Gomes
10h45 Performance 40’ Fábrica das Sementes
por Luciano Amarelo, Alexandre Pedro, Davide Stefani e Sara Sofia Araújo
11h30 Coffee-break
Museu Arqueológico José Monteiro
11h45 Projeção 60’
Visões do Paraíso de João Dias, Ecos da Gardunha de António Lopes, Lista de Faltas de Maria Barroco e Leonor Barroco, Montanha de Nuno Vicente, |fAdO guArdUnhA| de Pushkhy, com a participação de Alfredo Soeiro.
13h30 Almoço livre
Espaço Biblos
14h30 Exposição
Museu do Verde de Elsa Gonçalves, com a participação de João Carvalho.
Espaço Pontes e Museu Arqueológico José Monteiro
15h00 Exposições
A cada dia, construímos o nosso tempo geológico de Mariana Fernandes, Caminhada geológica – artística ao longo do rio Zêzere de Paula König, Quando nos encontramos, cuidamos de Madalena Bettencourt, Polinizadores da Serra da Estrela de Francisco Trepa, com a participação de David Freire-Lista.
16h00 Oficina de copos cerâmicos
18h30 Encerramento Performance e DJ EDD
mais informações: www.ars-id.org/arts-4-people-and-earth
Os participantes são convidados a juntar-se ao geólogo David Freire-Lista e à artista Paula König numa caminhada de 3-4 horas na zona do Cabeço do Pião, Fundão.
O objetivo é criar um espaço de encontro para uma conversa geológico-artística. Para o conseguir, caminharemos ao longo do Rio Zêzere, passando por espaços mineiros abandonados e gravuras rupestres.
Ao partilhar a experiência coletiva de sentir os diferentes impactos e intervenções humanas no tempo, utilizaremos os materiais da terra no local para experiências artístico-geológicas como a pintura com pigmentos naturais.
A caminhada é gratuita.
O almoço no dia da caminhada é oferecido.
Dependendo da procura, o alojamento no local pode ser providenciado gratuitamente de 14 a 15 de setembro.
Caminhada no âmbito do projeto ARTS 4 People and Earth.
Inscrições até 13 de Setembro!
www.ars-id.org/caminhada
PR1 FND Caminho do Xisto da Barroca – Rota das gravuras rupestres
Data: 15 setembro 2023
Hora: 9h00
Local de partida e chegada: Campus Mineiro (Bairro chinês), Cabeço do Pião, Fundão.
Dificuldade: fácil
Distância: 10 km
Duração da caminhada: 3-4 horas
Desnível acumulado positivo: 205 m
Desnível acumulado negativo: 205 m
Mais informações: https://www.outdooractive.pt/pt/route/caminhada/portugal/pr1-fnd-caminho-do-xisto-dabarroca-rota-das-gravuras-rupestres/36733974/#dmdtab=oax-tab4
Itens essenciais:
– calçado confortável
– roupas confortáveis
– água
– comida fácil de transportar
– protetor solar
– chapéu, boné ou viseira
Inscrições até 13 de Setembro!
www.ars-id.org/caminhada
Programa
. 31 de agosto às 21h00
Casa da Cultura, Famalicão da Serra
. 01 de setembro às 21h00
Praça Manuel Serrano, Trinta
. 02 de setembro às 21h00
Largo da Fonte de Mergulho, Aldeia do Bispo
(Além do filme, projeção da curta-metragem realizada no âmbito do projeto Cinema Gerações)
Um evento com organização do Cineclube da Guarda ao qual a ARS-ID se associa juntamente com o IPDJ, cine’ECO, ARS-ID, Direção Regional de Cultura do Centro, CMG, JF Famalicão da Serra, JF Corujeira e Trinta, JF Aldeia do Bispo.
As artistas foram escolhidas no âmbito do protocolo entre a ARS-ID e a Faculdade de Belas Artes de Lisboa, um júri designado pela ARS-ID selecionou de um grupo de artistas para atribuição de uma bolsa para um projeto de investigação e criação artística, em tutoria e regime de residência, a concretizar nos Laboratórios Comuna ou Campus Mineiro (Fundão).
..
Mafalda Riobom
Lisboa, 2000. Vive e trabalha em Lisboa, Portugal.
Formou-se em Fotografia (Comunicação Audiovisual) na Escola Artística António Arroio. Atualmente frequenta o 4º ano da Licenciatura de Pintura, na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa.
Em 2022, participou na mostra POP UP 2.35, na FBAUL, Lisboa. No âmbito do Ciclo Performativo das Galerias Abertas de Belas Artes, apresentou duas performances com Maryam Shimizu: Entre dois, encontramos três (2022) e À toa, e tu? (2023) na Cisterna da FBAUL, Lisboa. Em 2023, participou na Exposição da XVIII Edição do Prémio de Pintura e Escultura de Sintra D.Fernando II no Museu das Artes de Sintra. No mesmo ano, participou na exposição coletiva Spike to Spica na Galeria Monumental, Lisboa.
A prática artística de Mafalda Riobom é envolta num universo imaginário, aparentemente inocente. No entanto, surge a partir de um processo de consciencialização da sua vulnerabilidade.
A artista recolhe objetos, palavras, emoções e situações e delas trata a sua fugacidade e transparência. São estabelecidas relações entre estes elementos numa tentativa de paragem do tempo ou congelamento de pequenas coisas. Dá-se uma procura constante por imagens, onde a artista desafia os limites das mesmas, muitas vezes tendo como conteúdo o próprio processo da criação. Desenho sobre o desenho, imagem sobre a imagem ou palavra sobre a própria palavra. Neste zigue-zague de gestos, estabelece-se um jogo de significados e símbolos. Este processo toma forma através do desenho, vídeo, fotografia, escultura e instalação.
Maryam Shimizu
É natural de São Paulo, Brasil, mas reside e trabalha atualmente em Lisboa, Portugal. Frequenta atualmente a licenciatura em Pintura da Faculdade de Belas Artes de Lisboa e esteve no primeiro semestre dos anos 2022/2023 em Erasmus na França, na Ecole nationale supérieure d’arts de Paris Cergy. Trabalha nas áreas da pintura, instalação, performance e vídeo.
Expôs seu trabalho algumas vezes em São Paulo entre 2018 e 2019. Podendo se citar a exposição “Abraço Colectivo’’ no Atelier 397, a Ocupação Artística Soul Set com o projeto “Des(coberta) Nos trilhos – 12 e, com o Coletivo Vão Livre, fizeram uma exposição no ISLÃ Espaço Híbrido. Já em Lisboa participou do Prémio de Pintura 2o Edição – Alunos da FBAUL na Ermida na Travessa da Ermida, da exposição Spike to Spica na Galeria Monumental e integra a 2a edição da revista Pulsar, um projeto da Plataforma do Pandemónio e, também, o número #8 da Revista Dose.
Os Encontros Cinematográficos regressaram à Moagem do Fundão, de 11 a 14 de Agosto. Este Seminário Internacional de Cinema volta a afirmar-se como um ponto de encontro entre diversos autores e a comunidade, contemplando projeções de filmes na Moagem e ao ar livre, debates, apresentações, concertos, lançamentos de livros e até caminhadas na Serra da Gardunha.
O destaque deste ano vai para a estreia nacional de vários filmes, como “Motus” do multipremiado Nelson Fernandes, ou “Senhora da Serra” (Cópia de Montagem), de João Dias, a primeira longa-metragem de ficção totalmente rodada na Serra da Gardunha.
O evento iniciou-se no dia 11 Agosto com um bloco que celebra o centenário do cinema de animação em Portugal, contando com a presença de consagrados realizadores, como Abi Feijó, Regina Pessoa, Nelson Fernandes, Bruno Caetano ou João Gonzalez (este a confirmar), cujo “Ice Merchants” foi o primeiro filme português a ser nomeado para os Óscares.
No dia 12 de Agosto estreou “Senhora da Serra” (Cópia de Montagem), um filme que assume a paisagem da Serra da Gardunha como palco privilegiado do grande teatro da vida, partindo de uma releitura das narrativas do culto mariano no interior de Portugal e de lendas da Gardunha, contando com a participação de atores como Patrícia Guerreiro ou João Figueira, bem como do Coro da Soalheira e das Adufeiras do Paul.
No dia 14 de Agosto foi exibido “Terra que Marca”, com a presença do realizador Raul Domingues, um dos grandes filmes de 2022 que é, nas palavras de José Oliveira, «um trabalho demorado de amor e de louvor à terra que só terá paralelo com os grandes panteístas e líricos russos e americanos dos anos vinte e trinta do século passado».
No dia 13 de Agosto o cinema deu lugar à música, com um concerto dos Blue Velvet, uma banda composta por Duarte Fonseca (bateria), Edgar Ferreira (baixo), João Clemente (guitarra) e Pedro Santos (voz), que interpreta música icónica do soul ao rock.
Por fim, mas não menos importante, foi apresentado o livro “Perseverança” (ed. The Stone and The Plot), de Serge Daney, o mote para a projeção de dois clássicos que o célebre “cine-filho” muito admirava: “Hiroshima, meu amor” de Alain Resnais e “Beco do Paraíso”, de Sylvester Stallone, este projetado ao ar livre no Parque Verde. Dois filmes imperdíveis que se juntam a outros dois monumentos cinematográficos: “Benilde ou a Virgem Mãe” de Manoel de Oliveira e “Uma Aldeia Japonesa, Furuyashikimura” de Ogawa Shinsuke, apresentados por João Dias e Raul Domingues, respetivamente.
A terminar e também ao ar livre foi exibido um bloco de curtas-metragens, “À Beira, a nova Terra”, da jovem artista e ativista Mariana Neves.
XIII Edição dos Encontros Cinematográficos
Várias Estreias no Fundão
Os Encontros Cinematográficos regressam à Moagem do Fundão, de 11 a 14 de Agosto. Este Seminário Internacional de Cinema, já na 13ª edição, volta a afirmar-se como um ponto de encontro entre diversos autores e a comunidade, contemplando projeções de filmes na Moagem e ao ar livre, debates, apresentações, concertos, lançamentos de livros e até caminhadas na Serra da Gardunha.
O destaque deste ano vai para a estreia nacional de vários filmes, como “Motus” do multipremiado Nelson Fernandes, ou “Senhora da Serra” (Cópia de Montagem), de João Dias, a primeira longa-metragem de ficção totalmente rodada na Serra da Gardunha.
O evento inicia-se no dia 11 Agosto, às 21.30 na Moagem, com um bloco que celebra o centenário do cinema de animação em Portugal, contando com a presença de consagrados realizadores, como Abi Feijó, Regina Pessoa, Nelson Fernandes, Bruno Caetano ou João Gonzalez, cujo “Ice Merchants” foi o primeiro filme português a ser nomeado para os Óscares.
No dia 12 de Agosto, às 15.00 na Moagem, será a aguardada estreia de “Senhora da Serra” (Cópia de Montagem), um filme que assume a paisagem da Serra da Gardunha como palco privilegiado do grande teatro da vida, partindo de uma releitura das narrativas do culto mariano no interior de Portugal e de lendas da Gardunha, contando com a participação de actores como Patrícia Guerreiro ou João Figueira, bem como do Coro da Soalheira e das Adufeiras do Paul. Após a projecção, haverá um debate com o realizador João Dias, Isaura Reis, David Caetano e Sérgio Dias Branco, seguido de uma caminhada à Serra da Gardunha a partir da Moagem.
No dia 14 de Agosto, às 21.30, será exibido “Terra que Marca”, com a presença do realizador Raul Domingues, um dos grandes filmes de 2022 que é, nas palavras de José Oliveira, «um trabalho demorado de amor e de louvor à terra que só terá paralelo com os grandes panteístas e líricos russos e americanos dos anos vinte e trinta do século passado».
No dia 13 de Agosto, às 23.30 na Rua da Cale, o cinema dá lugar à música, com um concerto dos Blue Velvet, uma banda composta por Duarte Fonseca (bateria), Edgar Ferreira (baixo), João Clemente (guitarra) e Pedro Santos (voz), que interpreta música icónica do soul ao rock.
Por fim, mas não menos importante, será apresentado o livro “Perseverança” (ed. The Stone and The Plot), de Serge Daney, 13 de Agosto, às 15 horas, na Moagem. É o mote para a projecção de dois clássicos que o célebre “cine-filho” muito admirava: “Hiroshima, meu amor” de Alain Resnais e “Beco do Paraíso”, de Sylvester Stallone, este projectado ao ar livre no Parque Verde, 13 de Agosto às 21.30. Dois filmes imperdíveis que se juntam a outros dois monumentos cinematográficos: “Benilde ou a Virgem Mãe” de Manoel de Oliveira e “Uma Aldeia Japonesa, Furuyashikimura” de Ogawa Shinsuke, apresentados por João Dias e Raul Domingues, respetivamente.
A terminar e também ao ar livre, desta vez na Rua da Cale, 14 de Agosto às 23.30, será exibido um bloco de curtas-metragens, “À Beira, a nova Terra”, da jovem artista e ativista Mariana Neves.
Como habitualmente, será distribuído gratuitamente um catálogo dos Encontros Cinematográficos, com entrevistas a todos os autores convidados e textos inéditos sobre cada um dos filmes apresentados.
A organização é da Associação ARS-ID, do Município do Fundão e do Cineclube Gardunha, com colaboração da Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema (que acolherá em Setembro uma extensão dos Encontros Cinematográficos), do Cineclube da Guarda, dos Caminheiros da Gardunha e do Jornal do Fundão.
O programa pode ser consultado no site encontroscinematograficos.ars-id.org e no facebook www.facebook.com/encontroscinematograficos.
A entrada é livre para todas as sessões e atividades.
Bloco I – Animação Portuguesa
TIO TOMÁS, A CONTABILIDADE DOS DIAS * de Regina Pessoa
ICE MERCHANTS de João Gonzalez
MOTUS de Nelson Fernandes
MAKING OF MOTUS de Nelson Fernandes
22h30 Encontro com Regina Pessoa, Abi Feijó, João Gonzalez e Nelson Fernandes, moderação de Bruno Caetano
Bloco II – João Dias / Manoel de Oliveira
16h15 Encontro com João Dias, Sérgio Dias Branco, David Caetano e Isaura Reis, moderação de Bruno Ramos
17h30 POESIA DA TERRA Caminhada a partir da Moagem, leitura de poemas e piquenique partilhado no Parque do Convento
22h00 BENILDE OU A VIRGEM MÃE * de Manoel de Oliveira
Com apresentação de João Dias
Bloco III – Serge Daney / Perseverança
16h30 HIROSHIMA, MEU AMOR ** de Alain Resnais
23h30 Concerto BLUE VELVET, Galeria Amarte e Royal Coffee Shop, Rua da Cale
Bloco IV – Raul Domingues / Ogawa Shinsuke / Mariana Neves
Com apresentação de Raul Domingues
22h40 Encontro com Raul Domingues e Manuel Guerra, moderação de José Oliveira
23h30 À BEIRA, A NOVA TERRA de Mariana Neves, Rua da Cale, Sessão ao ar livre
** legendado em português
Espaço Biblos (Rua Bombeiros Voluntários 5) Fundão
“Inter Tempus” é a exposição do tempo entre o início e o fim de uma investigação que tem como ponto de partida a passagem do tempo; trata-se de um conjunto de trabalhos realizados durante a residência artística no campus mineiro, Cabeço do Pião.
O material gráfico apresentado é consequência do contacto direto principalmente com a lavaria do Cabeço do Pião. O objetivo é, através da exploração e documentação do espaço, investigar o modo como o local reagiu e reage à passagem do tempo; o modo como o tempo se imprime na matéria, como se torna matéria visual.
A lavaria constrói-se pela necessidade humana, que retira à natureza uma das suas partes, servindo os seus propósitos até ao abandono, momento em que a natureza retorna.
Em última instância, o lugar é a expressão de um duelo infinito entre as necessidades da ambição humana contra a força vital da natureza; o nosso papel, enquanto intervenientes externos, foi e continua a ser o de estabelecer relações com a atmosfera temporal e física deste confronto.
Matilde Florêncio nasce na Covilhã em 2003, concretiza o ensino secundário na Escola Secundária do Fundão, no curso cientifico-humanístico de Artes Visuais. Atualmente encontra-se a frequentar a Licenciatura em Artes Plásticas – Ramo de Pintura na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.
O seu trabalho artístico, muitas das vezes apenas referido como “processo”, nasce em volta disso mesmo, das tentativas-erro, de uma procura intensa por um tipo de representação que traga algo minimamente confortável à mente, quando esta se deparar com o produto (embora nunca final).
Gonçalo Ribeiro nasce em Coimbra em 2003, concretiza o ensino secundário no curso cientifico-humanístico de Artes Visuais na Escola Básica e Secundária de Anadia. Atualmente, frequenta a licenciatura em Artes Plásticas da Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto. A sua produção artística tem como ponto de partida a perceção do mundo filtrada por uma consciência livre, espontânea e curiosa que sem quaisquer preconceitos explora tudo quanto lhe parece interessante, não se prendendo, portanto, a nenhuma forma de expressão plástica em particular, explorando desde a fotografia à pintura.
“Tradicional? Não. Moderno? Não sei, talvez. Sou apenas o fruto das circunstâncias em que me encontro.
O Projecto Scapefire, financiado pela FCT (Fundação para a Ciência e a Tecnologia) entre 2019-2023, desenvolveu estudos de ordenamento do espaço rural de modo a contribuir para a prevenção dos incêndios rurais, atendendo à sustentabilidade ecológica, económica e social da paisagem.
Este Seminário pretende dar a conhecer alguns dos principais resultados do Projecto Scapefire, incluindo o contributo das formações florestais naturais do território da Beira Interior na valorização das suas múltiplas funções e usos.
Imagine se a sua vida estivesse exposta num museu. “Num museu? A minha vida?” Talvez questione-se sobre o que ela tem de tão importante para estar num museu. O “Minimuseu virtual das Gentes de Fundão” foi idealizado para provocar esse questionamento e divulgar parte da memória da comunidade local, levando-nos a refletir sobre a nossa identidade e destacando-a como nosso maior património. Acreditamos que ouvir ativamente as experiências de vida do outro é o que nos faz compreender quem somos. Este projeto é um museu virtual e colaborativo de histórias de vida, criado com o objetivo de transformar histórias e experiências de vida em conhecimento e conexão. Com esta iniciativa procurou-se promover a democratização do acesso à informação participativa e inclusiva. Com base na importância das experiências de vida das pessoas, visamos criar um espaço digital e online para reunir histórias de vida da comunidade do Fundão, Portugal. Inspirado no potencial da digitalização, este projeto procurou explorar novas possibilidades para as artes e a cultura, facilitando o acesso, a preservação, a divulgação e o consumo de conteúdo cultural.
https://minimuseudasgentes.vercel.app/ (link temporário)
Este ciclo surge no contexto da parceria entre a ARS ID e o Município do Fundão, no domínio da Ação e Investigação Artísticas, iniciou-se um programa regular de apresentação de Artistas que desenvolvem um trabalho continuado de investigação artística no concelho do Fundão.
14 de julho a 13 de agosto 2023
Inauguração: 14 de julho às 16h00
Espaço Biblos, Rua dos Bombeiros Voluntários 5, Fundão
“Inter Tempus” é a exposição do tempo entre o início e o fim de uma investigação que tem como ponto de partida a passagem do tempo; trata-se de um conjunto de trabalhos realizados durante a residência artística no campus mineiro, Cabeço do Pião.
O material gráfico apresentado é consequência do contacto direto principalmente com a lavaria do Cabeço do Pião. O objetivo é, através da exploração e documentação do espaço, investigar o modo como o local reagiu e reage à passagem do tempo; o modo como o tempo se imprime na matéria, como se torna matéria visual.
A lavaria constrói-se pela necessidade humana, que retira à natureza uma das suas partes, servindo os seus propósitos até ao abandono, momento em que a natureza retorna.
Em última instância, o lugar é a expressão de um duelo infinito entre as necessidades da ambição humana contra a força vital da natureza; o nosso papel, enquanto intervenientes externos, foi e continua a ser o de estabelecer relações com a atmosfera temporal e física deste confronto.
Ficha artística
Matilde Florêncio nasce na Covilhã em 2003, concretiza o ensino secundário na Escola Secundária do Fundão, no curso cientifico-humanístico de Artes Visuais. Atualmente encontra-se a frequentar a Licenciatura em Artes Plásticas – Ramo de Pintura na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. O seu trabalho artístico, muitas das vezes apenas referido como “processo”, nasce em volta disso mesmo, das tentativas-erro, de uma procura intensa por um tipo de representação que traga algo minimamente confortável à mente, quando esta se deparar com o produto (embora nunca final).
Gonçalo Ribeiro nasce em Coimbra em 2003, concretiza o ensino secundário no curso cientifico-humanístico de Artes Visuais na Escola Básica e Secundária de Anadia. Atualmente, frequenta a licenciatura em Artes Plásticas da Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto. A sua produção artística tem como ponto de partida a perceção do mundo filtrada por uma consciência livre, espontânea e curiosa que sem quaisquer preconceitos explora tudo quanto lhe parece interessante, não se prendendo, portanto, a nenhuma forma de expressão plástica em particular, explorando desde a fotografia à pintura. “Tradicional? Não. Moderno? Não sei, talvez. Sou apenas o fruto das circunstâncias em que me encontro.
Investigação artística no Fundão – Ciclo de Apresentações [Luciano Morais]
12 de julho de 2023 às 17h00
Espaço Biblos (Rua Bombeiros Voluntários 5) Fundão
Imagine se a sua vida estivesse exposta num museu. “Num museu? A minha vida?” Talvez questione-se sobre o que ela tem de tão importante para estar num museu. O “Minimuseu virtual das Gentes de Fundão” foi idealizado para provocar esse questionamento e divulgar parte da memória da comunidade local, levando-nos a refletir sobre a nossa identidade e destacando-a como nosso maior património. Acreditamos que ouvir ativamente as experiências de vida do outro é o que nos faz compreender quem somos. Este projeto é um museu virtual e colaborativo de histórias de vida, criado com o objetivo de transformar histórias e experiências de vida em conhecimento e conexão. Com esta iniciativa procurou-se promover a democratização do acesso à informação participativa e inclusiva. Com base na importância das experiências de vida das pessoas, visamos criar um espaço digital e online para reunir histórias de vida da comunidade do Fundão, Portugal. Inspirado no potencial da digitalização, este projeto procurou explorar novas possibilidades para as artes e a cultura, facilitando o acesso, a preservação, a divulgação e o consumo de conteúdo cultural.
Nota Biográfica
António Luciano Morais Melo Filho é um historiador e produtor cultural brasileiro apaixonado pelo estudo da História Cultural, com um enfoque especial nas áreas de preservação patrimonial, memória e produção cultural. Seu percurso académico é todo baseado na História, tendo concluído o Doutoramento pela Universidade Autónoma de Lisboa, a 4 de maio de 2023, com uma tese inovadora intitulada “Museu Dom José, em Sobral/Ceará, Brasil: História de uma Instituição Museológica de Referência, 1951-2015”. Além disso, Melo Filho é mestre em História pela Universidade de Coimbra e licenciado na mesma área pela Universidade Estadual Vale do Acaraú, no Brasil. A sua formação permitiu-lhe explorar diferentes áreas do conhecimento histórico.
Atualmente, Luciano Morais é Consultor de Informática na Inetum Portugal e produtor cultural em projetos no Brasil. O seu escopo de atuação profissional abrange várias áreas das Humanidades, com ênfase em produção Artístico-cultural, História e Museologia, tendo
abordado temas como história dos museus, coleções, história local, cultura popular, gestão da cultura, diversidade sexual, oralidade, artes visuais, memória e idosos. Tal abordagem interdisciplinar tem deixado uma marca significativa nos projetos em que participa, promovendo a valorização da cultura e explorando as complexidades e riquezas nas ações.
PAN – Festival e Encontro Transfronteiriço de Poesia, Património e Arte de Vanguarda em Meio Rural
O PAN, na sua essência, é um Festival de Artes de Vanguarda com vocação transfronteiriça, nasceu em Morille (Salamanca), em 2003, com o objetivo de promover toda a criação humana, seja ela qual for.
O PAN desenvolve a sua ação em territórios desfavorecidos de Espanha e Portugal, utilizando os espaços públicos ou privados que se considerem minimamente adequados para divulgar as artes e os artistas.
Promove a literatura, em particular a poesia, a edição e a apresentação de livros, exposições de fotografia, de pintura e de escultura, o teatro e as artes performativas; promove o património material e imaterial através de fóruns de discussão e a apresentação de projetos culturais e de intervenção cívica.
Este ciclo surge no contexto da parceria entre a ARS ID e o Município do Fundão, no domínio da Ação e Investigação Artísticas, iniciou-se um programa regular de apresentação de Artistas que desenvolvem um trabalho continuado de investigação artística no concelho do Fundão.
The Primitive Hut
Este projeto artístico lança-se numa revisita ao conceito de ‘cabana primitiva’ proposto por Vitrúvio, que tem sido retomado por arquitetos e teóricos de arquitetura ao longo dos tempos, desde a antiguidade clássica. O que é uma casa? O que é indispensável ao Homem para se abrigar? Como é que a definição de um ‘invólucro construído’ influencia a relação que estabelecemos com a natureza? Partindo de um território bem conhecido, procura-se uma reflexão em torno destas perguntas. Percorre-se o campo em busca de velhos e atuais abrigos, ao mesmo tempo que se desenha um! Uma proposta artística de Abrigo, que dê resposta aos desafios de hoje e de amanhã. Como será? Podemos propor e desenhar o abrigo dos novos ‘nómadas digitais’? E a choça para os pastores deste século? A roulotte dos turistas fugazes? Ou uma bolha para nos confinarmos na próxima pandemia…?
E depois? Vamos erguê-lo. Janeirenses, vamos Construí-lo! Se há povo adaptado desde sempre a edificar, é o Janeirense. Ontem ferreiro, serrador ou pedreiro… hoje mecânico, engenheiro ou geek, a gente de Janeiro de Cima gosta do Saber-Fazer. E consegue melhor que ninguém fixar o ‘espírito do lugar, na matéria construída. Ora vejamos: as suas mãos, as suas barcas, as suas ruas e as suas casas… Faremos deste projeto um laboratório, ou melhor, um estaleiro aberto onde se vai pensar, desenhar e construir um módulo habitável mínimo.. Uma cápsula. Uma casa. Um abrigo!
João Pedro Dias [1987] arquiteto pela Faup desde 2011. Nasceu nas margens do Zêzere em Janeiro de Cima e cresceu em Castelo Branco onde frequentou o Atelier Evasão e o Curso de Artes na Esal. Aos 18 anos muda-se para o Porto para estudar arquitetura e fixa-se em Miragaia onde conhece o designer Denis Guidone e o ceramista ImBo com os quais manteve colaborações pontuais. Em 2009 faz Erasmus em Itália onde estuda durante um ano na Faculdade de Arquitetura de Ferrara. Apresentou tese de mestrado na FAUP em 2011 sobre turismo em áreas rurais, tendo Janeiro de Cima como objeto de estudo. O trabalho foi orientado pelo geógrafo Álvaro Domingues. Em 2012 fez estágio de acesso à Ordem dos Arquitetos em Castelo Branco, no atelier MB-arquitetos. No mesmo ano lança o projeto BiTOLA em colaboração com Jorge Batista, premiado pela Fundação de Serralves no âmbito do POP’s – Projetos Originais Portugueses, edição de 2014. A peças desenvolvidas integram a coleção da Loja da Casa da Arquitectura. Em 2017, em conjunto com Mário Dias, participou no programa nacional de criação e aceleração de startups na área do turismo. O projeto desenvolvido foi vencedor da 1ª Edição do programa Tourism Explorers, promovido pelo Turismo de Portugal Atualmente, é pai de duas crianças e trabalha na Câmara Municipal de Castelo Branco, onde faz projeto e acompanhamento de obra. É também doutorando em Media Artes na UBI, sob orientação do Prof. Francisco Paiva.
13 de Julho de 2023 às 14h30
Biblioteca Municipal Eugénio de Andrade
Rua Conselheiro José Alves Monteiro 11, Fundão
Inscrição obrigatória:
www.ars-id.org/seminario
O Projecto Scapefire, financiado pela FCT (Fundação para a Ciência e a Tecnologia) entre 2019-2023, desenvolveu estudos de ordenamento do espaço rural de modo a contribuir para a prevenção dos incêndios rurais, atendendo à sustentabilidade ecológica, económica e social da paisagem.
Neste âmbito, a floresta constitui um elemento essencial e estruturante da paisagem, procurando fomentar uma silvicultura sustentável e sua articulação com as atividades humanas, contribuindo para o desenvolvimento e a fixação de população no espaço rural.
Este Seminário pretende dar a conhecer alguns dos principais resultados do Projecto Scapefire, incluindo o contributo das formações florestais naturais do território da Beira Interior na valorização das suas múltiplas funções e usos.
Programa
13 de Julho de 2023
14h30 Abertura
Presidente do Município do Fundão – Paulo Fernandes
Diretor da ARS-ID – Carlos Fernandes
15h00 O Projeto Scapefire – Selma Pena (ISA, LEAF)
15h30 A Intervenção na Paisagem – Manuela Magalhães (ISA, LEAF)
16h00 Sobreiro – Nuno Ribeiro (UE, ICT)
16h30 Carvalhos e Espécies Arbóreas Associadas – João Carvalho (UTAD, CITAB)
17h00 Espaço para perguntas
17h45 Encerramento
Ficha técnica
Comissão Científica: Manuela Magalhães (ISA, LEAF), Selma Pena (ISA, LEAF),
Nuno Ribeiro (UE, ICT), João Carvalho (UTAD, CITAB)
Organização: Município do Fundão e ARS-ID (www.ars-id.org)
CM Fundão: Vereador Pedro Neto (Coordenação), Marta Correia (Produção)
ARS-ID: Carlos Fernandes (Direção Executiva), Ana Rodrigues (Comunicação e Imagem), Flávio Delgado (Produção)
Ocupando a Galeria de Exposições da Real Fábrica Veiga, Malva estará patente até ao dia 8 de Julho, e é acompanhada por atividades paralelas que incluem oficinas, visitas guiadas e conversas com oradores da área têxtil.
..
Malva é o culminar de um projeto de pesquisa e criação, desenvolvido pelo Siroco, coletivo artístico que atua na área da história sociocultural ligada ao têxtil. Iniciado em 2021, o projeto tem uma forte componente de experimentação, que se reflete no significado do seu nome, uma alusão direta à descoberta acidental do primeiro corante sintético: a mauveína.
Em resposta às problemáticas enfrentadas pela prática contemporânea de tinturaria natural, como a complexidade dos processos químicos, o difícil acesso ao conhecimento e a gestão por vezes contraditória de aspetos ambientais relacionados, o projeto sistematizou processos de tingimento a partir de três fontes de corantes naturais: os produzidos industrialmente, os contidos em plantas reconhecidas historicamente pelos seus poderes tintureiros, e os extraídos de resíduos da indústria agrícola.
A exposição Malva reflete os resultados desta sistematização através de uma série de painéis têxteis de fibras naturais que têm como base tapetes tecidos por José Couto, um dos últimos tecelões a trabalhar de forma artesanal na aldeia de Trinta, na Serra da Estrela. Cada painel revela formas alusivas ao universo da produção têxtil e às experiências do coletivo no terreno, elaboradas com tecidos tingidos ao longo do processo de investigação. Servindo também como mostruários de cor, os painéis representam uma variedade de técnicas de tingimento, corantes extraídos de diferentes plantas em várias regiões, assim como uma seleção de extratos naturais. Destaca-se também um Gabinete de Curiosidades que expõe formas concebidas por autores convidados e elaboradas através do uso de fibras e processos de tingimento naturais.
Por último, estão programadas uma série de atividades paralelas, incluindo um passeio acerca do passado têxtil de Meios, uma oficina de impressão botânica na aldeia de Trinta, e uma finissage com visita guiada à exposição. De destacar ainda uma conversa sobre os caminhos históricos e práticas atuais do têxtil e tinturaria na Casa de Cultura de Famalicão da Serra.
Revista Sai do Papel no Fundão
João Sarmento SJ – Brotéria
22 de junho de 2023 das 19h00 – 20h30
Espaço Biblos (Rua Bombeiros Voluntários 5) Fundão
Neste final de tarde, os editores da revista – Madalena Tamen e José Frazão Correia SJ – contam-nos como surge esta ideia e como é que chegámos a este resultado. Num segundo momento, o P. João Sarmento SJ, autor do texto Mapear a Desobediência amplia algumas das inúmeras possibilidades que o texto deixa por explorar: as noções da formação e origem dos mapas, assim como o “caminhar”, enquanto meio, nas práticas de alguns autores da contemporaneidade. Nesta sessão, ensaiaremos um percurso onde as duas realidades se cruzem: remetendo uma para a outra, partem do mesmo impulso de uma desobediência ativa.
Projecto Pontes em parceria com a Brotéria e a Biblioteca Municipal Eugénio de Andrade.
João Sarmento SJ
Nasceu em 1987 e é jesuíta desde 2006. Padre, escultor e coordenador na galeria da Brotéria. Licenciado em Escultura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto e em Filosofia pela Universidade Católica Portuguesa. Cursou Teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma, na Universidade de Comillas em Madrid e na Universidade Católica Portuguesa.
..
Mais informações:
www.broteria.org/pt/programa?rsp-fundao
“Partimos da ideia que devemos ser bons egoístas e pensar que não vamos salvar o Planeta mas sim a nossa presença humana n’Ele.
Nós como a origem do problema – os protagonistas do bem e do mal, do equilíbrio e do desequilíbrio dos ecossistemas – devemos dar atenção à origem do mal e do bem – onde tudo começa – a Semente.”
O projeto ARTS 4 People and Earth visa o desenvolvimento de atividades culturais e artísticas com vista a promover a consciencialização e a alteração de comportamentos relacionados com os desafios colocados perante a relação do ser humano e da sociedade com o ambiente e a natureza.
“A prática artística de Tiago Alexandre inspira-se nas realidades do quotidiano: a vida nas ruas, os objetos domésticos, a cultura motociclística, o consumismo, são alguns dos assuntos que sem querer descobriu e transmutou através de várias experiências. São obras que espelham o quotidiano contemporâneo. O entendimento é o material primário e depois o gesso, a tinta e todas os outros suportes que traz a bordo. Em última análise, o conteúdo é sempre a imaginação humana.
De certa forma, pode-se dizer, que os capacetes representam o anonimato. Como uma máscara, estes cobrem a identidade e desfocam a personalidade, fortalecendo o sigilo ao esconder o que está por trás. Simultaneamente, bloqueiam o que vem de fora, ruídos, distrações, como uma cápsula protetora ou um artefato de isolamento”
Excerto do texto de Luiza Teixeira de Freitas
para a exposição individual “Morrer Longe”, apresentada na Appleton, em Junho 2022
Texto completo disponível em: https://appleton.pt/tiago-alexandre-morre-longe/?lang=pt-pt
Tiago Alexandre nasceu em Lisboa, em 1988. É licenciado em Pintura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa desde 2012.
Como artista multidisciplinar, utiliza no seu trabalho vários recursos formais e diversos medias, como o vídeo, a pintura, o desenho, a escultura, entre outros.
Das suas exposições individuais destacam-se Entre o Boné e os Ténis”, na Galeria Graça Brandão, Lisboa (2015); “O Filho do Carro Preto”, no Bregas, Lisboa em (2016); “Words Don’t Come Easy”, na Galeria Balcony, Lisboa (2018) e “Triunfante”, em Lisboa (2019); “Morre Longe”, na Appleton Square, Lisboa (2022).
O seu trabalho tem sido incluído em exposições coletivas, instituições e galerias.
Atualmente o trabalho de Tiago Alexandre encontra-se representado em inúmeras coleções Públicas e Privadas.
Este ciclo surge no contexto da parceria entre a ARS ID e o Município do Fundão, no domínio da Ação e Investigação Artísticas, iniciou-se um programa regular de apresentação de Artistas que desenvolvem um trabalho continuado de investigação artística no concelho do Fundão.
Nota Biográfica
Thaís de Melo investiga perspetivas de interseção entre as Artes Performativas. É formada em Psicologia pela UECE (BR) e mudou-se para Portugal para frequentar o Mestrado em Artes Cénicas, na Universidade NOVA de Lisboa. O seu percurso artístico profissional iniciou-se na Leandro Netto Companhia de Dança, onde estabeleceu a sua pesquisa em Dança Contemporânea e atuou em espetáculos com foco na investigação das múltiplas potências do corpo – com destaque para “SODADE” (2015-2018) e “Novos Prédios Desabando // Celebrando a Escuridão” (2018), ambos apresentados na Bienal Internacional de Dança do Ceará (2016 e 2018). Em Portugal, participou de projetos como: “Maratona de Procrastinação” (de Sílvia Pinto Coelho, produzido pelo Teatro do Bairro Alto), “voltas por um fio” (espetáculo em cocriação com João Figueira) e “Da Beira Com Amor” (espetáculo no âmbito do Festival Cultural das Beiras). Atualmente, é Bolseira do Programa (Re)Cri’arte – Bolsas Artísticas de Longa Duração, do Município do Fundão, onde desenvolve um projeto solo de Dança Contemporânea – a saber, “SOLO 30, coreografar uma autobiografia sem factos”.
“Partimos da ideia que devemos ser bons egoístas e pensar que não vamos salvar o Planeta mas sim a nossa presença humana n’Ele.
Nós como a origem do problema – os protagonistas do bem e do mal, do equilíbrio e do desequilíbrio dos ecossistemas – devemos dar atenção à origem do mal e do bem – onde tudo começa – a Semente.”
O projeto ARTS 4 People and Earth visa o desenvolvimento de atividades culturais e artísticas com vista a promover a consciencialização e a alteração de comportamentos relacionados com os desafios colocados perante a relação do ser humano e da sociedade com o ambiente e a natureza.
“Que sejas estrela.” exposição de Tiago Alexandre
01 de junho a 10 de setembro 2023
Espaço Pontes (Rua João Franco 33) Fundão
Inauguração: 01 de junho às 16h00
para a exposição individual “Morrer Longe”, apresentada na Appleton, em Junho 2022
Texto completo disponível em: https://appleton.pt/tiago-alexandre-morre-longe/?lang=pt-pt
Nota Biográfica
Tiago Alexandre nasceu em Lisboa, em 1988.
É licenciado em Pintura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa desde 2012.
No mesmo ano, foi autor da Residência artística Pé de Cabra: Its Not Basel But It Could Be, em Lisboa.
Como artista multidisciplinar, utiliza no seu trabalho vários recursos formais e diversos medias, como o vídeo, a pintura, o desenho, a escultura, entre outros.
Das suas exposições individuais destacam-se Entre o Boné e os Ténis”, na Galeria Graça Brandão, Lisboa (2015); “O Filho do Carro Preto”, no Bregas, Lisboa em (2016); “Words Don’t Come Easy”, na Galeria Balcony, Lisboa (2018) e “Triunfante”, em Lisboa (2019); “Morre Longe”, na Appleton Square, Lisboa (2022).
O seu trabalho tem sido incluído em exposições coletivas, instituições e galerias tais como: “Nella Cohorte di De Chirico” comissariada por Hugo Barata e António Olaio, Colégio das Artes, Coimbra (2021),”Flora” comissariada por Pedro Faro e Sara Antónia Matos, Atelier Museu Júlio Pomar, Lisboa (2021), “Trabalho Capital – ENSAIO SOBRE GESTOS E FRAGMENTOS”, comissariada por Paulo Mendes, Centro de Arte Oliva, São João da Madeira (2019), “Do Tirar Polo Natural”, comissariada por Anísio Franco, Filipa Oliveira e Paulo Pires do Vale, Museu Nacional de Arte Antiga, Lisboa (2018); “Tawapayera”, comissariada por Alexandre Melo, Museu Júlio Pomar, Lisboa (2017); “THEM OR US!” comissariada por Paulo Mendes, Galeria Municipal do Porto, Porto (2017); “Portugal, Portugueses”, comissariada por Emanoel Araujo, Museu Afro-Brasil, São Paulo, Brasil (2016).
Atualmente o trabalho de Tiago Alexandre encontra-se representado em inúmeras coleções Públicas e Privadas.
Este ciclo surge no contexto da parceria entre a ARS ID e o Município do Fundão, no domínio da Ação e Investigação Artísticas, iniciou-se um programa regular de apresentação de Artistas que desenvolvem um trabalho continuado de investigação artística no concelho do Fundão.
João Dias após completar a sua formação em fotografia e cinema, abandonou uma licenciatura em filosofia para se dedicar à realização. Dirigiu curtas-metragens e documentários, entre os quais se destaca a longa metragem As Operações SAAL (2009), que recebeu o Prémio para Melhor Documentário no Festival DocLisboa. Recebeu ainda o Prémio de Melhor Fotografia no Festival IndieLisboa, pela sua curta-metragem O Verão (2012). Entre 2010 e 2019 foi professor convidado no ArCo – Centro de Arte e Comunicação Visual, onde leccionou as disciplinas de Imagem, Montagem e Realização Cinematográfica. Da sua actividade profissional recente destaca-se a montagem das longas-metragens de Pedro Costa Cavalo Dinheiro (2014) e Vitalina Varela (2019), que lhe valeram nomeações para Melhor Montagem pela Academia Portuguesa de Cinema e Festival de Cinema de Guadalajara, respectivamente.
Os artistas foram escolhidos no âmbito do protocolo entre a ARS-ID e a Faculdade de Belas Artes de Lisboa, um júri designado pela ARS-ID selecionou de um grupo de artistas para atribuição de uma bolsa para um projeto de investigação e criação artística, em tutoria e regime de residência, a concretizar nos Laboratórios Comuna ou Campus Mineiro (Fundão).
Fotografias: Matilde Florêncio
Exposição para ver até 18 de junho 2023!
“Os trabalhos que aqui se apresentam são Formas/Desenhos preparatórios.
Neste trabalho procura-se explorar o desenho como noção de limite e fronteira entre dois mundos. A matéria e a linha, enquanto representação do que está a nascer, sugere o que ainda está para vir. Por enquanto define o vazio.
O vazio torna-se um intervalo, um hiato, um elemento entre a matéria do objeto e desenho, tornando-se presença que configura um espaço.”
Este programa tem como principal objetivo a promoção e divulgação do trabalho de investigação destes profissionais junto da comunidade artística e educativa em particular, bem como da comunidade em geral.
A sétima apresentação conta com os artistas Diogo Martins e João Melo.
Investigação artística no Fundão – Ciclo de Apresentações
[Diogo Martins + João Melo]
05 de abril de 2023 às 17h00
Espaço Biblos (Rua Bombeiros Voluntários 5) Fundão
Durante o último ano, a dupla debruçou-se sobre a herança mineira da Beira Baixa, centrando-se no conceito de extrativismo, originalmente associado à extração de recursos minerais, e que atualmente inclui outras práticas, como a prospeção de dados (data mining). Com recurso à escultura, bem como ao registo audiovisual e fotogramétrico do espaço arquitetónico de um conjunto de minas, os artistas construíram uma narrativa ficcional e especulativa que pudesse captar a geologia digital que modela a nossa identidade e livre arbítrio.
Organização: ARS ID e Município do Fundão
Parceiros média: Jornal do Fundão e a Rádio Cova da Beira.
Nota Biográfica
Diogo Martins e João Melo são artistas plásticos sediados no Porto. Têm desenvolvido, enquanto dupla criativa, uma prática multidisciplinar que concilia diferentes linguagens – como cerâmica, desenho, texto, instalação, vídeo, fotografia, som e eletrónica – através de uma abordagem colaborativa e experimental com vista à criação de ambientes interativos e performáticos.
“Esta exposição surge como um olhar para esse remanescente. Surge da intersecção do perímetro do concelho do Fundão com várias séries de trabalho do artista de modo a lançar novos olhares sobre – o que é um território? O que é a narrativa que associamos a um território? O que é a história dos sítios a que pertencemos?
Deste cruzamento nasce um mapa ambivalente, verdadeiro na sua topografia, ficcionado em tudo resto que funciona como um dispositivo para a criação de narrativas sobre o território a partir do trabalho do artista.”
Para ver até 21 de maio 2023
Espaço Pontes, Rua João Franco 33, Fundão
O Artista colombiano, residente em Lisboa, licenciado em Artes Plásticas na Universidade Nacional de Colômbia, com mestrado em Escultura na FBAUL e estudos na Universidade de São Paulo (ECA).
Este ciclo surge no contexto da parceria entre a ARS ID e o Município do Fundão, no domínio da Ação e Investigação Artísticas, iniciou-se um programa regular de apresentação de Artistas que desenvolvem um trabalho continuado de investigação artística no concelho do Fundão.
Espaço Pontes, Rua João Franco 33, Fundão
Esta exposição surge como um olhar para esse remanescente. Surge da intersecção do perímetro do concelho do Fundão com várias séries de trabalho do artista de modo a lançar novos olhares sobre – o que é um território? O que é a narrativa que associamos a um território? O que é a história dos sítios a que pertencemos?
Deste cruzamento nasce um mapa ambivalente, verdadeiro na sua topografia, ficcionado em tudo resto que funciona como um dispositivo para a criação de narrativas sobre o território a partir do trabalho do artista.
Nota Biográfica
Pedro Calhau
n.1983
Artista Visual
Vive e trabalha entre Évora e Lisboa.
Professor no Ar.Co, (Centro de Arte e Comunicação, Lisboa) desde 2017.
www.pedrocalhau.com
Espaço Biblos, Rua dos Bombeiros Voluntários 5, Fundão
Que imagens organizam o tempo por viver? Como podemos reinventar essas imagens e
como podemos viver o tempo sob a sua influência?
dias
dias
que palavra tão comum
uma concepção humana
para descrever uma unidade de tempo
duração de 24 horas
dia civil, dia sideral
dia!
dia contigo, dia sem ti
sem duração, infinito
quero atingir o que a razão humana
não consegue alcançar
um dia contigo que dure uma vida.
Aprendi também que
sem-fim é uma ave da
família dos cuculídeos.
Mariana Fernandes
Tomás Vasconcelos
notas biográficas
Tomás Vasconcelos
Vive e trabalha em Lisboa. É mestre em Arquitectura, pela Universidade Autónoma de Lisboa, e desde 2018 trabalha em arquitectura, em diversos ateliês da cidade. Actualmente integra a equipa de arquitectos do ateliê Aboim Inglez Arquitectos. Paralelamente, desenvolve trabalho artístico nas áreas do desenho e fotografia, e é arte-educador na associação Liberarte, Barreiro.
Mariana Fernandes
Vive e trabalha em Lisboa. Iniciou a sua formação artística na Escola Artística António Arroio, é licenciada em Escultura pela Faculdade de Belas-Artes de Lisboa e graduada em Filosofia-Estética, pela Universidade Nova de Lisboa. Expõe regularmente e desenvolve trabalho artístico na sua cabeça, no ateliê e noutros lugares, em envolvimento com os mesmos e com as suas comunidades. A sua prática pedagógica e o prazer pelo pensamento filosófico têm fortes influências no seu trabalho. É professora na Escola Artística António Arroio desde 2013.
Francisco Vicente vive e trabalha no Porto. Membro co-fundador do colectivo Campanice, estudou na ESAD.CR onde completou a licenciatura e mestrado em Artes Plásticas.
Este ciclo surge no contexto da parceria entre a ARS ID e o Município do Fundão, no domínio da Ação e Investigação Artísticas, iniciou-se um programa regular de apresentação de Artistas que desenvolvem um trabalho continuado de investigação artística no concelho do Fundão.
Luís Giestas, formado em Design de Equipamento pela FBAUL, desenvolve percursos paralelos nos universos do design e da expressão artística. Após a prática profissional como assistente de artista e designer em diversos ateliers, leciona atualmente na Escola Artística António Arroio.
Este ciclo surge no contexto da parceria entre a ARS ID e o Município do Fundão, no domínio da Ação e Investigação Artísticas, iniciou-se um programa regular de apresentação de Artistas que desenvolvem um trabalho continuado de investigação artística no concelho do Fundão.
“Entre o prazer pelos objetos inertes, o gesto das formas, a poesia das substâncias tóxicas, as palavras trocadas com os habitantes, cada artista aprofunda a sua investigação no lugar do Cabeço do Pião.”
Investigação artística no Fundão – Ciclo de Apresentações [Luís Giestas]
22 de fevereiro de 2023 às 17h00
Espaço Biblos (Rua Bombeiros Voluntários 5) Fundão
No contexto da parceria estratégica estabelecida entre a ARS ID e o Município do Fundão iniciou-se um programa regular de apresentação de Artistas que desenvolvem um trabalho continuado de investigação nas diferentes disciplinas e domínios artísticos, no concelho do Fundão.
Este programa tem como principal objetivo a promoção e divulgação do trabalho de investigação destes profissionais junto da comunidade artística e educativa em particular, bem como da comunidade em geral.
A quarta apresentação conta com o artista Luís Giestas.
Organização: ARS ID e Município do Fundão
Parceiros média: Jornal do Fundão e a Rádio Cova da Beira.
Nota biográfica
Luís Giestas
Formado em Design de Equipamento pela FBAUL, desenvolve percursos paralelos nos universos do design e da expressão artística. Após a prática profissional como assistente de artista e designer em diversos ateliers, leciona atualmente na Escola Artística António Arroio.
Círculo Mágico é um trabalho da dupla Didático Obscuro, resultante de uma residência na Burel Factory em Manteigas, com o apoio da F. C. Gulbenkian. É também o termo utilizado por Johan Huizinga, no seu livro Homo Ludens, para descrever espaços onde as regras do real são suspensas e substituídas pela realidade artificial do mundo do jogo. Nesta residência, as didáticas obscuras trabalharam a partir da lã da Serra da Estrela – maioritariamente com burel – criando um espaço que convida o público a entrar numa atmosfera colorida e divertida que lembra uma espécie de playground, ativando assim as peças e a emoção de jogar.
Apoio Financeiro: Fundação Calouste Gulbenkian
Parceiro de Residência: Burel Factory
Parceiros de Logística e Acolhimento: ARS Investigação e Desenvolvimento e Museu de Lanifícios da UBI
Este ciclo surge no contexto da parceria estratégica estabelecida entre a ARS ID e o Município do Fundão, no domínio da Ação e Investigação Artísticas, iniciou-se um programa regular de apresentação de Artistas que desenvolvem um trabalho continuado de investigação artística no concelho do Fundão.
“No limiar da visibilidade. Correntes de luz invadem o público, palco, o mito in loco.
Uma corrente invisível, diferencia cada povoação, cada planta, cada melodia.
Indivisível, o olhar, flecha a subtileza por detrás de cada fenómeno que se desdobra.
Säflor propõe uma viagem ao limite da relação humana com a linguagem imagética e a contemplação. O som e a forma num lugar de imersão. Como uma contra-corrente à velocidade do consumo da imagem, surge um convite à contemplação da natureza, como terapia multidimensional. Na procura da essência, Mariana expõe o seu percurso artístico e o seu processo de investigação sobre o universo da flora e a relação humana com o território e ancestralidade da Beira-Baixa. Uma metodologia que vai ao encontro de uma regeneração cultural, dos costumes tradicionais, honrando as reminiscências ancestrais, como ponte para o presente e futuro das gerações.”
Círculo Mágico
Didático Obscuro (Luísa Abreu e Maria Bernardino)
Exposição de Artes plásticas
Círculo Mágico é um trabalho da dupla Didático Obscuro, resultante de uma residência na Burel Factory em Manteigas, com o apoio da F. C. Gulbenkian. É também o termo utilizado por Johan Huizinga, no seu livro Homo Ludens, para descrever espaços onde as regras do real são suspensas e substituídas pela realidade artificial do mundo do jogo.
Nesta residência, as didáticas obscuras trabalharam a partir da lã da Serra da Estrela – maioritariamente com burel – criando um espaço que convida o público a entrar numa atmosfera colorida e divertida que lembra uma espécie de playground, ativando assim as peças e a emoção de jogar.
Apoio Financeiro: Fundação Calouste Gulbenkian
Parceiro de Residência: Burel Factory,
Parceiros de Logística e Acolhimento: ARS Investigação e Desenvolvimento e Museu de Lanifícios da UBI
Local, data e horário
Museu de Lanifícios da Universidade da Beira Interior
Inauguração: 11 de fevereiro 2023 às 17h00
Ficha artística
Didático Obscuro (Luísa Abreu e Maria Bernardino)
Didático Obscuro é o coletivo formado por Luísa Abreu e Maria Bernardino iniciado em 2020, que coloca ideias sobre jogo e intenções lúdicas no centro da prática artística – o jogo como um território circunscrito que se cria entre pessoas, enquanto se procura uma cadência nas jogadas intercaladas.
Com recurso aos mais diferentes meios, as didáticas procuram apresentar formas de cruzar o fazer artístico com outros contextos, envolvendo o público como elemento fundamental na ativação das peças, ao mesmo tempo que tentam compreender o sentido de colaboração enquanto dupla.
Em 2021 realizaram uma residência artística com a Thirdbase Studio, em Lisboa, onde trabalharam a partir do contexto específico desta residência – um quarto de hotel – para o qual criaram uma história policial e uma série de objetos artísticos que colocam em jogo o hóspede, o escritor, o mundo da arte, a realidade e a ficção.
Nesse mesmo ano integraram a exposição Comunidade, na Plataforma Revólver, e expuseram na Galeria Exteril, O Gabinete Dourado: um jogo obscuro composto por 40 cartas que lidam com poderes oraculares.
A convite do projeto Paralaxe, publicaram o ano passado o jornal Espetacular Fenómeno Luminoso, onde se fazem passar por uma equipa de investigadoras que descobre um estranho fenómeno no céu do Monte da Virgem, em V. N. Gaia.
A terceira apresentação conta com a artista Säflor.
Investigação artística no Fundão – Ciclo de Apresentações [Säflor]
8 de fevereiro de 2023 às 17h00
Espaço Biblos (Rua Bombeiros Voluntários 5), Fundão
Säflor, é Mariana Alves a mergulhar nas raizes da identidade cultural, é artista visual, fotografa, videógrafa, performer e investigadora.
“No limiar da visibilidade. Correntes de luz invadem o público, palco, o mito in loco.
Uma corrente invisível, diferencia cada povoação, cada planta, cada melodia.
Indivisível, o olhar, flecha a subtileza por detrás de cada fenómeno que se desdobra.
Säflor propõe uma viagem ao limite da relação humana com a linguagem imagética e a contemplação. O som e a forma num lugar de imersão. Como uma contra-corrente à velocidade do consumo da imagem, surge um convite à contemplação da natureza, como terapia multidimensional. Na procura da essência, Mariana expõe o seu percurso artístico e o seu processo de investigação sobre o universo da flora e a relação humana com o território e ancestralidade da Beira-Baixa. Uma metodologia que vai ao encontro de uma regeneração cultural, dos costumes tradicionais, honrando as reminiscências ancestrais, como ponte para o presente e futuro das gerações.”
Organização: ARS ID e Município do Fundão
Parceiros média: Jornal do Fundão e a Rádio Cova da Beira.
Stella ou estrela e ainda estela enquanto coluna monolítica, surge como título e metáfora designada para uma exposição resultante de uma residência destinada para o espaço Pontes no âmbito da ARS – Investigação e Desenvolvimento.
Exposição aberta ao público até 19 de março 2023!
Espaço Pontes, Rua João Franco 33, Fundão
STELLA (Estrela)
Estela; Stela [latim]: monólito, arqueologia; astro, corpo celeste
“Um dos pedregulhos que mais excitam a curiosidade em toda a serra é a Pedra Sobreposta (…) monolitho de enormes dimensões, assente numa grande lage, de porte airoso e aprumado e completamente isolado, de sorte que nenhuma outra pedra lhe faz sombra, (…) naquella parte da Gardunha. Como está sozinha e em tal sitio, é visivel e evidente de longe por todas as partes, particularmente do oriente, tendo mais graça quando projecta a sua fôrma e cortornos nas nuvens e cambiantes multicolores do sol Occidental. Foi também celebrada numa mimosa poesia e canto:
Adeus, Pedra Sobreposta
que na encosta és guarda da solidão!
Ai, quantas vezes ouviste carpir, triste
de magoas, meu coração!” 1
Stella ou estrela e ainda estela enquanto coluna monolítica, surge como título e metáfora designada para uma exposição resultante de uma residência destinada para o espaço Pontes no âmbito do projecto ARS – Investigação e Desenvolvimento. Esta pesquisa e pretensa arqueologia, tendo em vista a redescoberta de um património cultural endémico no Fundão, especificamente no sopé remoto da Serra da Gardunha, reporta a este lugar simbólico que na sua etimologia árabe se apelida de refúgio.
A presença dessa paisagem original, simultaneamente Atlântica e Mediterrânica (como descrita pelo Geógrafo Orlando Ribeiro)2, na referência da sua diversidade geológica e campestre, afirma-se como mote para esta divagação onírica. A natureza telúrica desta zona Beirã, na unidade do seu aspecto virgem e pastoril, tal como captado pelo arquivo do Colégio de S.Fiel (Louriçal do Campo), nomeadamente na revista de ciências naturais da Brotéria, estabelece-se como imponente e insubstituível cartografia visual.
____________________
1. Brotéria, Vol. IX [Vulgarização Científica], 1910. p.165 [36]
2. Portugal, o Mediterrâneo e o Atlântico [Orlando Ribeiro]. Coimbra Editora, 1945.
Uma exposição com curadoria de Pedro Novo.
Exposição aberta ao público até 19 de março 2023.
Espaço Pontes, Rua João Franco 33, Fundão
Este ciclo surge no contexto da parceria estratégica estabelecida entre a ARS ID e o Município do Fundão, no domínio da Ação e Investigação Artísticas, iniciamos um programa regular de apresentação de Artistas que desenvolvem um trabalho continuado de investigação nas diferentes disciplinas e domínios artísticos, no concelho do Fundão.
Projeto promovido pela Embaixada dos EUA em parceria com a ARS-ID e Município do Fundão. A manhã foi dedicada a comunicações de várias áreas cientificas, David Freire-Lista (UTAD), João Santos (UTAD), João P Carvalho (UTAD), Alfredo Soeiro (FEUP) e Andreia Garcia (UBI) e durante a tarde reuniram os grupos de trabalho.
O projeto visa o desenvolvimento de atividades culturais e artísticas com vista a promover a consciencialização e a alteração de comportamentos relacionados com os desafios colocados perante a relação do ser humano e da sociedade com o ambiente e a natureza.
Pretende a implementação de atividades de promoção da criação de diferentes trabalhos artísticos em quatro áreas: artes visuais, performativas, cinematográficas e literárias.
Envolve a concretização de um programa de oficinas de produção artística, de modo a serem desenvolvidos trabalhos/obras a fim de serem apresentados em atividades de promoção e de sensibilização dos diferentes públicos, sob forma de exposições, performances, projeções ou publicações.
Depois espera-se.
É como atravessar a lente.
quando estamos atentos.”
Maria Barroco
Artista visual e produtora. É mestre em Estética e Estudos Artísticos com especialização em Cinema e Fotografia pela FCSH da Universidade Nova de Lisboa. O seu interesse é multidisciplinar mas mais especificamente na relação entre a criação artística e a filosofia. Entre 2014 e 2016 colaborou com o Festival Porto/Post/Doc. Entre 2018 e 2019 colaborou como produtora na Galeria Passevite em Lisboa, onde concretizou cerca de 30 exposições. Em 2020 foi bolseira da FCT com o objetivo de concluir a sua tese: “O cinema de Joshua Oppenheimer: uma leitura a partir de Nietzsche e Dostoiévski”. No início de 2020, em plena pandemia, criou em conjunto com o artista plástico Paulo Robalo a Penumbra, com o intuito de promover a criação e realização de projetos artísticos tanto a nível nacional como internacional. Mais recentemente, em 2022, organizou uma residência artística em Marrocos e co-organizou o Seminário Internacional de Investigação Artística – Utopia, no Cabeço do Pião. Realizou entre 2021 e 2023, cinco videoclipes para o projeto ALMA ATA.
Os artistas Matilde Florêncio e Gonçalo Ribeiro da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, encontram-se em residência de investigação de 9 a 18 de janeiro no Campus Mineiro no Cabeço do Pião, Fundão.
Matilde Florêncio nasce na Covilhã em 2003, concretiza o ensino secundário na Escola Secundária do Fundão, no curso cientifico-humanístico de Artes Visuais. Atualmente encontra-se a frequentar a Licenciatura em Artes Plásticas – Ramo de Pintura na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. O seu trabalho artístico, muitas das vezes apenas referido como “processo”, nasce em volta disso mesmo, das tentativas-erro, de uma procura intensa por um tipo de representação que traga algo minimamente confortável à mente, quando esta se deparar com o produto (embora nunca final).
Gonçalo Ribeiro nasce em Coimbra em 2003, concretiza o ensino secundário no curso cientifico-humanístico de Artes Visuais na Escola Básica e Secundária de Anadia.
Atualmente, frequenta a licenciatura em Artes Plásticas da Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto. A sua produção artística tem como ponto de partida a perceção do mundo filtrada por uma consciência livre, espontânea e curiosa que sem quaisquer preconceitos explora tudo quanto lhe parece interessante, não se prendendo, portanto, a nenhuma forma de expressão plástica em particular, explorando desde a fotografia à pintura.
“Tradicional? Não. Moderno? Não sei, talvez. Sou apenas o fruto das circunstâncias em que me encontro.”
O projeto visa o desenvolvimento de atividades culturais e artísticas com vista a promover a consciencialização e a alteração de comportamentos relacionados com os desafios colocados perante a relação do ser humano e da sociedade com o ambiente e a natureza.
Pretende a implementação de atividades de promoção da criação de diferentes trabalhos artísticos em quatro áreas: artes visuais, performativas, cinematográficas e literárias.
Envolve a concretização de um programa de oficinas de produção artística, de modo a serem desenvolvidos trabalhos/obras a fim de serem apresentados em atividades de promoção e de sensibilização dos diferentes públicos, sob forma de exposições, performances, projeções ou publicações.
No final do projeto será realizado um Seminário abordando a temática e com apresentação das atividades desenvolvidas.
Será editado, em suporte físico e digital um livro compreendendo todas as comunicações científicas e obras artísticas produzidas pelo projeto.
Posteriormente, promove-se um programa de itinerâncias pelo país, constituído pelo núcleo de obras artísticas finais produzidas no contexto do projeto.
Promotor: Embaixada dos EUA
Bureau of Educational and Cultural Affairs – Department of State, Washington DC
Organização: ARS-ID (www.ars-id.org), Município do Fundão
Participantes: Universidade do Porto – Faculdade de Engenharia (FEUP), Universidade de Coimbra – Centro de Estudos Sociais (UC-CES), Universidade de Lisboa – Faculdade de Belas Artes (UL-FBA), Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD)
Comissão Científica: João Paulo Carvalho (UTAD), João Castro Silva (FBA-UL), Alfredo Soeiro (FEUP), João Santos (UTAD), David Freire (UTAD), Andreia Garcia (UBI), Tiago Castela (UC)
Dia 21 Jan 2023
Casino Fundanense, Fundão
Programa
9h00 Abertura e Apresentação
Presidente do Município do Fundão – Paulo Fernandes
Diretor da ARS-ID – Carlos Fernandes
Comissão Organizadora – João P Carvalho, João Castro Silva
9h30 Comunicações
Geologia – David Freire-Lista
Climatologia – João Santos
Biodiversidade – João P Carvalho
11h30 Pausa
Engenharia – Alfredo Soeiro
Urbanismo – Andreia Garcia
13h00 Almoço
14h30 Mesas de trabalho
(Reservado a Cientistas e Artistas convidados)
Artes Visuais – Elsa Gonçalves, Mariana Fernandes, Paula Kōning, Francisco Trepa, Madalena
Bettencourt
Artes Performativas – Luciano Amarelo, Alexandre Pedro, Davide Stefani, Sara Sofia Araújo, Patrícia
Domingues
Artes Cinematográficas – António Lopes, João Dias, Maria Barroco, Nuno Vicente, Gabriel Godinho
Artes Literárias – João Didelet, Ana Bertão, Carolina Gomes, Beatriz Laschi
17h30 Fim dos Trabalhos
Este programa tem como principal objetivo a promoção e divulgação do trabalho de investigação destes profissionais junto da comunidade artística e educativa em particular e de toda a comunidade em geral.
Este ciclo tem os objectivos de:
– Promover a partilha de conhecimento, práticas, metodologias e processos utilizados na investigação artística entre a comunidade de investigadores e criadores residentes.
– Valorizar as diferentes dimensões de sensibilização para a cultura das artes, considerando a pesquisa e experimentação artísticas como práticas inovadoras de desenvolvimento e de conhecimento.
– Fomentar o recurso a práticas de conceptualização e ação artística na comunidade escolar, como fator para o desenvolvimento e capacitação cultural e intelectual dos alunos.
– Contribuir para participação e qualificação das comunidades e dos públicos na cultura, nos diversos domínios da atividade artística, articulada com as outras áreas setoriais através de boas práticas de mediação.
Nestas residências de investigação ele pretendem expor e partilhar interesses, perspectivas, necessidades, desejos e também dificuldades e inquietações, e elaborar propostas práticas para os aprofundar ou ultrapassar, aproveitando a presença de todos e as mais valias de cada um.
À semelhança de projectos passados (GIAPAC – Grupo Informal de Análise, Pesquisa e Apoio Coreográfico, Encontros Rumo e Laboratório de Pesquisa e Criação Coreográfica), sempre houve desejo de manter activo n’O Rumo do Fumo um espaço privilegiado para a reflexão, pesquisa e mapeamento de estudos e aprofundamento de conhecimentos em torno da composição e criação artísticas, que colmatasse algumas faltas sentidas frequentemente no meio performativo em Portugal, de prosseguir investigação num ambiente profissional e criar elos e vínculos entre profissionais de várias gerações e com experiências e trabalhos diferentes que, de outra forma, dificilmente se encontrariam todos num projecto comum.
Participam Henrique Furtado Vieira, Miguel Pereira, Romain Beltrão Teule, Teresa Silva e Vera Mantero.
Apresenta como principal objetivo a investigação, a seleção e recolha das memórias das pessoas seniores utilizando como suporte a linguagem cinematográfica, no sentido de estimular nos participantes (séniores) a ativação da memória, tornando presente um património imaterial esquecido e que através do cinema se expõe na sua autenticidade. No final duas apresentações públicas do trabalho desenvolvido.
No conjunto, os participantes, são desafiados a exprimir através da linguagem do cinema, memórias, lembranças de histórias, objetos, ambientes vividos. Por via de uma metodologia com base na experimentação, desenvolvemos formas pedagógicas de apreensão da linguagem e matéria cinematográficas, privilegiando uma abordagem ao cinema através do ver e do fazer.
Projeto do Cineclube da Guarda e da ARS ID em parceria com o Município da Guarda, o Município de Belmonte, a Junta de Freguesia de Aldeia do Bispo (Guarda), a Soli’s Associação de Solidariedade Social e o Centro Social e Cultural de Aldeia do Bispo. Financiado pela Direção Regional de Cultura do Centro.
Este programa tem como principal objetivo a promoção e divulgação do trabalho de investigação destes profissionais junto da comunidade artística e educativa em particular e de toda a comunidade em geral.
A primeira apresentação, que decorre a 21 de dezembro de 2022 às 17h00 no Espaço Biblos (Rua Bombeiros Voluntários 5) Fundão, conta com a artista a Pollyanna Freire.
Este ciclo tem os objectivos de:
– Promover a partilha de conhecimento, práticas, metodologias e processos utilizados na investigação artística entre a comunidade de investigadores e criadores residentes.
– Valorizar as diferentes dimensões de sensibilização para a cultura das artes, considerando a pesquisa e experimentação artísticas como práticas inovadoras de desenvolvimento e de conhecimento.
– Fomentar o recurso a práticas de conceptualização e ação artística na comunidade escolar, como fator para o desenvolvimento e capacitação cultural e intelectual dos alunos.
– Contribuir para participação e qualificação das comunidades e dos públicos na cultura, nos diversos domínios da atividade artística, articulada com as outras áreas setoriais através de boas práticas de mediação.
À semelhança de projectos passados (GIAPAC – Grupo Informal de Análise, Pesquisa e Apoio Coreográfico, Encontros Rumo e Laboratório de Pesquisa e Criação Coreográfica), sempre houve desejo de manter activo n’O Rumo do Fumo um espaço privilegiado para a reflexão, pesquisa e mapeamento de estudos e aprofundamento de conhecimentos em torno da composição e criação artísticas, que colmatasse algumas faltas sentidas frequentemente no meio performativo em Portugal, de prosseguir investigação num ambiente profissional e criar elos e vínculos entre profissionais de várias gerações e com experiências e trabalhos diferentes que, de outra forma, dificilmente se encontrariam todos num projecto comum.
Ficha artística
Participam Henrique Furtado Vieira, Miguel Pereira, Romain Beltrão Teule, Teresa Silva e Vera Mantero.
“Os mortos têm todos as mesmas penas” completa o díptico formado com o espetáculo “Eles passarão, Tu passarinho. Uma história política das aves” apresentado pela Companhia Truta no Buraco, em 2021.
Ao longo do tempo das nossas vidas humanas há um ponto em que sentimos claramente que o chão começa a puxar, devagarinho, o corpo começa a ganhar peso.
Então atiramos os olhos para cima, as mãos erguidas em flor a abocanhar o céu, a implorar tréguas à gravidade.
E é assim que se descobrem as aves.
Em 1813, o famoso ornitólogo John James Audubon relatou ter assistido a um bando migratório de biliões de pombos-passageiros no Kentucky, tão compacto que por três dias “a luz do meio-dia foi obscurecida como por um eclipse”.
O último exemplar desta espécie chamava-se Martha e morreu em 1914 no jardim zoológico de Cincinatti.
É sobre o céu que nos inclinamos nesta peça, para que possamos, antes que seja tarde demais, aprender algo com os que, realmente, cagam de alto.
..
A Companhia Truta no Buraco, fundada em 2016 em Lisboa, parte de uma lógica de diálogo horizontal coletivo e exprime a vontade de repensar politicamente a narrativa histórica vigente através de uma perspectiva sonora, cinematográfica e cénica. Andreia Farinha em parceria com João Melo e mais recentemente com Raphael Soares, Anafaia Supico e Francisca Bagulho tem, nos últimos anos, procurado pensar socialmente a vida e a cultura, atenta para a clarividência de que a condição precária da maioria assim o exige. A solidão, a nós, não nos privilegia. Uniu este grupo, acima de tudo, uma cumplicidade de natureza ideológica, abjeccionista e humorística, refletida num estilo e corpo artístico consolidado ao longo do tempo.
Desde 2016, e em colaboração com o Damas (Lisboa), foram apresentadas seis performances criadas pela companhia. Comum às produções anteriores e à presente (“Os mortos têm todos as mesmas penas”) reside a ideia de explorar a História a partir daqueles que lhe escaparam, dos que vivem à sua sombra.
Desde a produção de “História contemporânea I e II” apresentada em 2018, foram concebidas três peças que se focam em temas prolíficos no âmbito da promoção da discussão política dos fenómenos sociais que atualmente nos circundam: “Quando formos todos ditadores”, apresentada em 2018, conta a história das micronações, “Isto não tem futuro”, em 2019, aborda os anais da astronomia e os desenvolvimentos da nova corrida espacial, e o díptico iniciado em 2021 com “Eles passarão, tu passarinho – uma história política das aves” e agora concluído com a peça em produção “Os mortos têm todos as mesmas penas”, a estrear em Maio de 2023, reflete sobre os conflitos interespecíficos entre aves e humanos, mais informações: http://trutanoburaco.com/
Apresenta como principal objetivo a investigação, a seleção e recolha das memórias das pessoas seniores utilizando como suporte a linguagem cinematográfica, no sentido de estimular nos participantes (séniores) a ativação da memória, tornando presente um património imaterial esquecido e que através do cinema se expõe na sua autenticidade. No final duas apresentações públicas do trabalho desenvolvido.
No conjunto, os participantes, são desafiados a exprimir através da linguagem do cinema, memórias, lembranças de histórias, objetos, ambientes vividos. Por via de uma metodologia com base na experimentação, desenvolvemos formas pedagógicas de apreensão da linguagem e matéria cinematográficas, privilegiando uma abordagem ao cinema através do ver e do fazer.
Projeto do Cineclube da Guarda e da ARS ID em parceria com o Município da Guarda, o Município de Belmonte, a Junta de Freguesia de Aldeia do Bispo (Guarda), a Soli’s Associação de Solidariedade Social e o Centro Social e Cultural de Aldeia do Bispo. Financiado pela Direção Regional de Cultura do Centro.
Esta apresentação procurou dar conta de um trabalho recente, ainda em processo, no qual a artista concebe uma instalação que combina esculturas policromáticas. Estas peças, construídas a partir de tubos metálicos, remetem a linhas ou contornos que “recortam” o espaço vazio, delimitando formas, criando volumes.
Projeto do Cineclube da Guarda e da ARS ID em parceria com o Município da Guarda, o Município de Belmonte, a Junta de Freguesia de Aldeia do Bispo (Guarda), a Soli’s Associação de Solidariedade Social e o Centro Social e Cultural de Aldeia do Bispo. Financiado pela Direção Regional de Cultura do Centro.
O projeto Cinema Gerações pretende promover um envelhecimento criativo a partir do qual se propõe estimular a descoberta pessoal, a participação e cooperação em atividades comunitárias, proporcionando novas experiências envolvendo as diferentes áreas do conhecimento e promovendo uma cultura visual no sentido da fruição estética e simultaneamente da pedagogia da imagem cinematográfica em todo o processo.
Apresenta como principal objetivo a investigação, a seleção e recolha das memórias das pessoas seniores utilizando como suporte a linguagem cinematográfica, no sentido de estimular nos participantes (séniores) a ativação da memória, tornando presente um património imaterial esquecido e que através do cinema se expõe na sua autenticidade. No final duas apresentações públicas do trabalho desenvolvido.
No conjunto, os participantes, são desafiados a exprimir através da linguagem do cinema, memórias, lembranças de histórias, objetos, ambientes vividos. Por via de uma metodologia com base na experimentação, desenvolvemos formas pedagógicas de apreensão da linguagem e matéria cinematográficas, privilegiando uma abordagem ao cinema através do ver e do fazer.
A exposição de artes plásticas surge da parceria do Projecto Pontes com a Appleton – Associação cultural de Lisboa.
Aberta ao público até 8 de janeiro 2023.
“O sopro fóssil” surge na continuidade da exposição “A brisa do maremoto”, uma instalação de vídeo e som apresentada em outubro de 2021, na Appleton [Box], em Lisboa, que se focava da pedra de lioz (calcário fossilífero de origem sedimentar marinha) para fazer uma relação com a paisagem local. Aí, os fósseis aprisionados na pedra, visíveis por toda a cidade, surgiam em diferentes estados de conservação, degradação, fratura e erosão. (…)
O Projecto Bosques da ARS-ID, numa parceria com a UTAD, a colaboração dos proprietários e outros parceiros, tem realizado um conjunto de desenvolvimentos, estudos e aplicações com vista a contribuir para a promoção e valorização das folhosas autóctones em Portugal, e em particular dos carvalhos, juntamente com a aplicação da silvicultura próxima da natureza.
Os carvalhais constituem um património natural de grande valor, representam a floresta original portuguesa e apresentam dos maiores níveis de diversidade biológica e contributo para as alterações climáticas, comparativamente a plantações florestais/florestas introduzidas na região.
Fornecem madeira de elevada qualidade e valor económico para diversos usos, bem como outros produtos não-lenhosos de grande interesse. Providenciam de forma primordial um conjunto de serviços ecossistémicos de suporte e de regulação como sejam habitat, a conservação e qualidade da água, a conservação e melhoria do solo, entre muitos outros.
Possuem um grande valor paisagístico, histórico e cultural, proporcionando actividades privilegiadas associadas ao turismo de natureza, à saúde e ao bem-estar.
Adicionalmente, permitem um contributo importante ao nível da prevenção dos incêndios florestais, acrescido com o agravamento da situação climática como reportado pelo último relatório da ONU. A este nível participa também no Projecto Scapefire, financiado pela FCT (Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior), com vista a promover um ordenamento do território que contribua para a prevenção dos incêndios rurais atendendo à sustentabilidade da paisagem.
Quando conduzidos de forma adequada providenciam um conjunto alargado de bens e serviços do ecossistema tornando-se num dos tipos de floresta mais interessantes quer do ponto de vista económico, como ao nível ecológico e social.
imagem: Ficha preparada pelo Parlamento Europeu.
Funciona como uma agenda, guia ou mapa, em simultâneo, alargando assim a possibilidade de difusão dos vários eventos, além da promoção dos artistas, dos equipamentos existentes, das várias coleções, entre outros.
A partir de hoje podem encontrar nesta plataforma todas as nossas exposições!
A App já se encontra disponível para download!
Podem também consultar no website: https://contemporanea.pt/agenda
O Coletivo Siroco encontra-se em residência de investigação de 22 de outubro a 3 de novembro, com o projecto Malva.
O projeto Malva é uma investigação sobre tingimentos naturais e estruturas arquitetónicas temporárias. pensámos a construção de um espaço imersivo através da criação de uma tenda de patchwork têxtil que irá revestir uma estrutura desmontável.
Membros:
Begoña Claveria, designer gráfica
Marisa Escaleira, designer e project manager
Anafaia Supico, artista têxtil
A primeira Edição do Seminário Internacional Utopia – Redesenhar o Lugar Para Transformar o Mundo, reúne 12 investigadores procedentes de diferentes geografias e múltiplas áreas artísticas, na Unidade de Investigação Campus Mineiro (Cabeço do Pião).
O Seminário é desenvolvido no âmbito do Projetos Pontes, numa parceria especial entre a ARS-ID e a Penumbra – Plataforma de Promoção Artística.
Participantes:
Tatum Kempers (Países Baixos), Iris Poljan (Croácia), Tom Hughes (USA), Froso Papadimitriou (Grécia), A + B | Albert van Loon (Países Baixos) e Beatrice Peter (Suiça), Gil Gelpi (Espanha), Cristina Costa (Portugal), Cláudia Teixeira (Portugal), João Barbosa (Portugal), Diogo Lidório (Portugal), Alexandre Almeida (Portugal), Susana Gorjão (Portugal), João Didelet (Portugal), Paulo Robalo (Portugal), Maria Barroco (Portugal)
A primeira Edição do Seminário Internacional Utopia – Redesenhar o Lugar Para Transformar o Mundo, reúne 12 investigadores procedentes de diferentes geografias e múltiplas áreas artísticas, para um trabalho intenso ao longo de 6 dias na Unidade de Investigação Campus Mineiro (Cabeço do Pião).
Compreende um programa de um dia totalmente aberto ao público para partilha dos trabalhos realizados e uma conferência dedicada ao tema do Seminário, que terá lugar no dia 23.
O Seminário é desenvolvido no âmbito do Projetos Pontes, numa parceria especial entre a ARS-ID e a Penumbra – Plataforma de Promoção Artística.
Programa
23 de Outubro de 2022
– 10h00 às 13h00, Campus Mineiro
Visita acompanhada pelos artistas à exposição dos trabalhos desenvolvidos no âmbito do seminário.
– 13h30
Almoço oferecido pela Junta de Freguesia de Silvares.
– 15h00, Silvares (Auditório da Freguesia)
Conferência com a participação de João Barbosa, Diogo Lidório, Luís Robalo, entre outros.
Participantes:
Tatum Kempers (Países Baixos), Iris Poljan (Croácia), Tom Hughes (USA), Froso Papadimitriou (Grécia), A + B | Albert van Loon (Países Baixos) e Beatrice Peter (Suiça), Gil Gelpi (Espanha), Cristina Costa (Portugal), Cláudia Teixeira (Portugal), João Barbosa (Portugal), Diogo Lidório (Portugal), Luís Robalo (Portugal)
Fotografia de Paulo Robalo.
Nos quadros tanto da Estratégia para a Biodiversidade como da Estratégia Florestal da União Europeia para a próxima década, este grupo de trabalho prepara orientações face à problemática e desafios relacionados com a conservação da biodiversidade, os serviços ecossistémicos, as alterações climáticas e o contributo das florestas para a sustentabilidade nas suas diferentes vertentes ecológica, económica e social no espaço europeu.
O trabalho foca-se no desenvolvimento de medidas e indicações de silvicultura para a sustentação de processos e de funções naturais nos ecossistemas florestais com vista à promoção da diversidade biológica e o contributo face às alterações climáticas.
O especialista destaca “o desenvolvimento de uma silvicultura sustentável enquanto parte integrante da Estratégia para as Florestas e das medidas de desenvolvimento da UE, considerando os progressos alcançados no quadro de diversas resoluções”.
Esta residência visa a realização de estudos e levantamentos contribuindo para um melhor conhecimento e compreensão acerca do ecossistema carvalhal.
“A primeira vez que vim ao Fundão fiquei hospedado numa casa muito antiga. Nessa casa havia apenas um quadro pendurado, uma pintura de um incêndio florestal.
Tentei compreender os incêndios em Portugal em vários aspectos. Interessou-me ver como podem ser entendidos no seu caráter simbólico, a partir dos ciclos de semeadura e colheita, ou através dos testemunhos de quem vê como o fogo consome as suas cidades e florestas. Também visitei alguns lugares em redor do Fundão, e apanhei pedaços de carvão e plantas calcinadas, com o objetivo de entender as suas propriedades. Em cada caso tentei encontrar indícios da natureza do fogo, ou como ele se apresenta em cada uma das espécies que consome.
Devido à complexidade das propriedades do fogo e do incêndio, resolvi pensar nele desde o seu aspecto mitológico, para alongar cada um de seus significados e interpretações. Assim, considerei o fogo como se fosse Bennu, um pássaro egípcio sagrado e extinto, e tentei reconhecer o impacto que produz na paisagem, no seu ciclo contínuo de morte e reaparecimento. Procurei compreender o som ou a voz dele reunindo os cantos dos pássaros que ele consome, o estalar das folhas que incinera e a sua anatomia com os vestígios das árvores que queima.
Comecei a trabalhar sobre o incêndio e o fogo para ver se é possível dar-lhe forma ou corpo e para ver se pode ser considerado como parte do imaginário da paisagem atual no contexto do norte português.”
Espaço Biblos, R. dos Bombeiros Voluntários 5, Fundão
Além de visitarem a exposição ainda tiveram à conversa com o artista colombiano Pablo Quiroga Devia que se encontra a desenvolver uma residência de investigação na Comuna e inaugura a sua exposição intermédia no Espaço Biblos durante o mês de outubro.
Exposição “myoo-choo-uh-liz-uhm” dos artistas Inês Teles e Yota Ayaan no Espaço Pontes (Fundão) destacada na revista de arte KubaParis.
“myoo-choo-uh-liz-uhm” de Inês Teles e Yota Ayaan
Para ver até 4 de novembro 2022.
Espaço Pontes, Rua João Franco 33, Fundão
Esta residência visa a realização de estudos e levantamentos contribuindo para um melhor conhecimento e compreensão acerca do ecossistema carvalhal. Os carvalhais apesar de constituírem a floresta original portuguesa alcançaram mínimos históricos no território nacional devido, entre outros, a uma ausência de políticas para a sua valorização e aproveitamento e falta de intervenção por parte de instituições e organismos com função operacional. Para além do seu elevado valor natural, histórico e cultural, os carvalhais proporcionam simultaneamente, além de importantes bens, também um conjunto alargado de serviços do ecossistema, como sejam a biodiversidade, o sequestro de carbono, a conservação e qualidade da água e um elevado valor paisagístico, relevantes para a qualidade de vida das comunidades e do ambiente. Por seu turno, quando geridas de forma adequada providenciam um maior rendimento económico comparativamente a outros tipos de floresta, como o pinhal e eucaliptal, que não são naturais nos territórios estudados e que se disseminaram nas paisagens nas últimas décadas. Por conseguinte, os carvalhais assumem um papel essencial nas estratégias de desenvolvimento sustentável dos territórios do norte e centro de Portugal. Acresce ainda que oferecem uma maior capacidade de resistência e de resiliência aos incêndios florestais, contribuindo para uma redução do risco e de perdas associadas como sucedeu recentemente na região, no Parque Natural da Serra da Estrela, no qual o carvalhal representa apenas cerca de 3% da área desta área protegida.
CAN – Centro de Arte e Natureza
Direção Cientifica – Professor João Paulo Carvalho
Carlos Fernandes e Flávio Delgado da ARS-ID participaram, dia 8 de outubro no Casino Fundanense, na sessão de discussão pública promovida através de um movimento de cidadania pela equipa de reflexão “Pensar a Cidade”, com o intuito de partilhar e discutir propostas concretas de mudança e resposta às transformações atuais da cidade.
Na primeira fase, o projeto promove a descoberta de elementos de contacto entre a comunidade mineira e comunidade artística e científica na perspetiva da construção de um futuro partilhado.
O Campus Mineiros, centrado no conceito – Arte e Ciência próximas da Natureza – foca a integração das quatro comunidades: os Habitantes, os Artistas, os Cientistas e os Visitantes.
A Residência surge da parceria entre a ARS id e a Associação Penumbra.
Penumbra: Paulo Robalo, Maria Barroco e João Didelet
Artistas convidados: Alexandre Almeida, Susana Gorjão, Miguel Afonso
A PENUMBRA está alinhada na procura de uma atingível Utopia. Deseja ser um laboratório conceptual, uma oficina versátil, uma incubadora de ideias, um espaço de reflexão, de vanguarda e de disrupção. Um produtor-fazedor muito atento ao que o rodeia, sensível à comunicação dos processos e da forma de operacionalizar conceitos que gravitam em torno de todas as artes.
Neste projeto a Penumbra pretende por o artista como agente central da transformação do mundo. Para que exista uma modificação do mundo é preciso que exista em primeiro lugar uma observação atenta, uma descrição crítica do presente, um debate entre as várias perspetivas e por último o desenvolvimento de uma hipótese. Sendo assim, a Penumbra e artistas convidados, estarão presentes num primeiro encontro exploratório e de investigação nas Minas da Panasqueira. Este encontro será o ponto de partida para o desenvolvimento das propostas artísticas onde o tema central é “A Utopia – Redesenhar o lugar para transformar o mundo”.
Fotografias: Paulo Robalo e Penumbra Projectos Artísticos
A exposição de Artes Plásticas nasce da parceria do Projecto Pontes com o colectivo Dose. Exposição patente ao público até 4 de novembro 2022.
Espaço Pontes, Rua João Franco 33, Fundão
Mutualism. A landscape of sound and dirt. Machine intelligence and the interdependence of human and non-human substance is debated through a complex system of electronics and clay.
Two channels of speakers. Matter that vibrates. Objects that perform and speak. Formless bodies of raw clay. Expanding liquid skin coating electronic networks. Clay as living matter. Sound as invisible skin. Coexisting compounds. A cyborg.
Inês Teles and Yota Ayaan’s exhibition is the result of ongoing interaction and a developed system of work initiated from site visits to Fundão and sustained by continual distribution of discourse, process and research.
“Es.Col.Az.” é um encontro de artistas que nos últimos anos foram responsáveis pela concepção e realização de cursos independentes de artes performativas em Portugal, com vista à problematização das relações de poder/saber em contextos de aprendizagem e produção de conhecimento, tendo o corpo e o colectivo como focos. “Es.Col.Az.” decorre durante sete dias, período durante o qual os artistas desenvolvem formatos diversos de encontro e experimentação, culminando o evento numa apresentação pública que estará algures entre a exposição, o teatro e a aula.
“Es.Col.Az.” é um encontro de artistas que nos últimos anos foram responsáveis pela concepção e realização de cursos independentes de artes performativas em Portugal, com vista à problematização das relações de poder/saber em contextos de aprendizagem e produção de conhecimento, tendo o corpo e o colectivo como focos. “Es.Col.Az.” decorre durante sete dias, período durante o qual os artistas desenvolvem formatos diversos de encontro e experimentação, culminando o evento numa apresentação pública que estará algures entre a exposição, o teatro e a aula.
A ARS-ID em parceria com a Associação Parasita.
Curadoria: Carlos Manuel Oliveira
Artistas convidados: Liliana Coutinho, Ana Dinger, Sofia Neuparth, Joclécio Azevedo, Pedro Prazeres, Marta Wengorovius
O ciclo encerrou a sua segunda edição com o filme “Que estranha forma de vida” de Pedro Serra na aldeia dos Trinta e “A Alma de um Ciclista” de Nuno Tavares em Aldeia do Bispo, Guarda.
Olhares da Terra é um ciclo de cinema itinerante, com início em 2021, cuja temática comum assenta no mundo rural, suas tradições, mutações, contradições e desafios.
A ARS ID em parceria com o Cineclube da Guarda e o Cineclube Gardunha.
A Oficina pretende a experimentação do processo de impressão fotográfica à base de sais de ferro que produz imagens em matizes de azul. Através da aplicação de elementos naturais em suportes de papel e a ação do sol, revelamos criações em ciano.
O ciclo iniciou na aldeia da Orca com o filme “Que estranha forma de vida” de Pedro Serra e “Entre Leiras” de Cláudia Ribeiro na aldeia de Atalaia do Campo, Fundão.
Olhares da Terra é um ciclo de cinema itinerante, com início em 2021, cuja temática comum assenta no mundo rural, suas tradições, mutações, contradições e desafios.
A ARS ID em parceria com o Cineclube da Guarda e o Cineclube Gardunha.
Esta oficina pretende que os dipositivos móveis sejam um meio para que o cinema se envolva no quotidiano dos jovens, promovendo o recurso às novas tecnologias como ferramentas privilegiadas para a captação e tratamento de imagens.
Devido à portabilidade e facilidade, cada vez mais os dispositivos móveis são utilizado como meio para efectuar registos em vídeo por parte dos utilizadores.
A constante evolução tecnológica a nível de software e hardware destes dispositivos, tem permitido a captação de vídeo com bastante qualidade, tornando-os ferramentas privilegiadas no que refere a captação e tratamento de imagens em movimento pelo utilizador comum. Porém, a facilidade e o desconhecimento trazem muitas vezes aliados uma despreocupação relativamente ao objecto filmado.
Para uma utilização melhorada do dispositivo, na altura de captar uma imagem em vídeo, questões técnicas e questões cinematográficas (Enquadramento, Escalas de plano e Montagem) devem estar presentes, alcançando dessa forma o utilizador um resultado de qualidade superior.
A ARS-ID e a Embaixada dos EUA apresentam o Projeto ARTS 4 People & Earth.
Projeto desenvolvido em colaboração com a UTAD (Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro), a FBAUL (Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa) e o Município do Fundão. Destaca-se ainda a cooperação das Autarquias adjacentes, Associações de desenvolvimento local, Agrupamentos de Escolas, bem como a Pro Silva International e a Secção Regional do Centro da Ordem Arquitectos.
Este Projeto é financiado ao abrigo do programa Alumni Engagement Innovation Fund através da Embaixada dos EUA e a Secretaria de Assuntos Educacionais e Culturais.
O programa visa apoiar iniciativas que promovam a partilha de valores e soluções inovadoras para problemas regionais e globais, incentivando a diversidade, a equidade e a inclusão, ao mesmo tempo que se reforçam relações internacionais.
O Projeto Arts 4 People & Earth, entre outros objetivos, visa através de atividades culturais e artísticas, promover a consciencialização, a alteração de procedimentos e de comportamentos de diferentes públicos e agentes com relação ao uso e conservação da natureza.
As alterações climáticas e a degradação ambiental afetam os sistemas de funcionamento do planeta, o que tem impactos nas condições de vida das comunidades humanas, na economia e no ambiente.
As atividades culturais e artísticas procuram transmitir aspetos relacionados com o impacto das comunidades humanas no ambiente e na natureza, o seu papel na inovação e a sustentabilidade no uso dos recursos naturais.
Arte e Natureza
Curso pós-graduado de especialização
Toda a informação pode ser consultada aqui:
https://www.belasartes.ulisboa.pt/cursos/pos-graduacoes/arte-e-natureza/
OBJETIVOS DO CURSO
O Curso de Pós-Graduação em Arte e Natureza tem como pressupostos transversais a análise e compreensão das relações entre os espaços e as formas que os compõem. Terá como referência direta e objeto de estudo o espaço natural da Serra da Gardunha. Para compreender as ligações entre arte e natureza, reflete-se sobre os conceitos de lugar, pertença, identidade e relação. Todos são também espaços, formas e matérias que se integram e interagem como um sistema. Uma compreensão plena dos espaços e das formas num sentido unitário que também se caracteriza pela diversidade sazonal. Os alunos têm a oportunidade de vivenciar e compreender as peculiaridades e idiossincrasias dos espaços naturais de trabalho em quatro residências de pesquisa artística que se fundem com eles. Assim, teremos as residências de investigação artística de outono, inverno, primavera e verão. Experiências diretas de leituras fenomenológicas de espaços naturais e das formas que os integram, através de abordagens práticas e teóricas, artísticas, científicas e transdisciplinares. Pretende-se compreender a dimensão do significado da paisagem. Explorar, apropriar-se e intervir na e com a paisagem.
Conta com a colaboração da ARS-ID e Câmara Municipal do Fundão
COORDENAÇÃO CIENTÍFICA
Consulte aqui a equipa de coordenação deste curso.
PLANO CURRICULAR
Organização do Curso
O Curso Pós-Graduado de Especialização em Arte e Natureza tem uma duração de 2 semestres letivos, num total de 60 ECTS, distribuídos por unidades curriculares obrigatórias. Todas as aulas são lecionadas em português.
Pode consultar aqui o plano de estudos.
HORÁRIO
Horário pós-laboral, a partir das 17h30.
QUEM SE PODE CANDIDATAR
São admitidos como candidatos à inscrição no Curso Pós-Graduado:
Os titulares de grau de licenciado ou equivalente legal nas áreas das Belas-Artes, Artes Plásticas, Artes Visuais, assim como em áreas idênticas ou afins;
Os titulares de grau académico superior estrangeiro conferido na sequência de um 1º ciclo de estudos organizado de acordo com os princípios do Processo de Bolonha por um Estado aderente a este Processo;
Os titulares de um grau académico superior estrangeiro nas áreas acima indicadas, que seja reconhecido como satisfazendo os objetivos do grau de licenciado pelo Conselho Científico da Faculdade de Belas-Artes;
Os detentores de um currículo escolar, científico ou profissional que seja reconhecido como atestando capacidade para realização deste curso pelo Conselho Científico da Faculdade de Belas-Artes.
Candidatura de estudantes finalistas
São ainda admitidas candidaturas de estudantes que se encontrem em fase de conclusão de licenciatura, nas áreas acima indicadas, num estabelecimento de ensino superior português.
Em caso de admissão no Curso, a mesma fica condicionada à apresentação de documento comprovativo da obtenção do grau académico, obrigatoriamente até ao termo do prazo fixado para o efeito.
Informações mais detalhadas sobre as condições de candidatura e de admissão de estudantes em fase de conclusão de licenciatura devem ser consultadas na área relativa ao processo de candidatura a ingresso.
COMO APRESENTAR A CANDIDATURA
A apresentação da candidatura é efetuada exclusivamente on-line, através da plataforma Fenix. Todas as informações relativas ao processo de candidatura (datas, vagas, documentos necessários e forma de submissão da candidatura) podem ser consultadas aqui.
Pela apresentação da candidatura é devida uma taxa de candidatura, não reembolsável.
PROPINAS
Consulte aqui a propina atualmente fixada para a frequência do curso.
O valor da propina para os estudantes em regime geral a tempo integral é fixado anualmente pelo Conselho Geral da Universidade de Lisboa, que pode, ao abrigo do Estatuto do Estudante Internacional, fixar valores diferenciados para os estudantes internacionais.
As propinas podem ser pagas em prestações, a definir pelo Conselho de Gestão da Faculdade de Belas-Artes.
CRITÉRIOS DE SELEÇÃO E DE SERIAÇÃO
Na seleção dos candidatos será efetuada uma avaliação global do seu percurso, sujeita a uma classificação na escala numérica de 0 a 20 valores, em que serão considerados os seguintes critérios:
1. Classificação e adequação do grau académico de que o candidato é titular, ponderada a área de formação do ciclo de estudos face aos objetivos e condições específicas de ingresso do curso a que se candidata, sendo que no caso de graus académicos obtidos em estabelecimentos de ensino superior estrangeiros, a classificação será a resultante da conversão proporcional da classificação obtida para a escala de classificação portuguesa, quando o estabelecimento de ensino superior estrangeiro adote uma escala diferente desta;
2. Apreciação do currículo profissional, académico, científico e artístico.
Os candidatos serão seriados de acordo com a pontuação obtida na avaliação, resultante da média aritmética simples das classificações atribuídas a cada um dos critérios de seleção, sendo considerados excluídos do procedimento de seleção os candidatos que obtenham nota inferior a 9,5 valores. Os parâmetros de apreciação encontram-se descritos no Anexo I ao Regulamento de Estudos de Pós-Graduação da Faculdade de Belas-Artes.
Poderá ser efetuada uma entrevista de seleção aos candidatos, se o coordenador do curso entender necessário, passando nesse caso a mesma a integrar os critérios de avaliação acima indicados, sendo excluídos do procedimento de seleção os candidatos que não compareçam à entrevista.
A intervenção pictórica, em circuito pelo centro histórico do Fundão, tenta induzir uma perceção do espaço, carregado com a ressonância pós-pandemia e subsequente distanciamento social. A inauguração da instalação integrou o evento Cale & SangriAgosto 2022 promovido pelo Município do Fundão!
Para ver ate 12 de outubro 2022. Entrada livre!
Espaço Biblos (Rua dos Bombeiros Voluntários, n.5)
http://www.artistas.ars-id.org/category/antonio-fontinhas/
Participaram Henrique Furtado Vieira, Miguel Pereira, Romain Beltrão Teule, Teresa Silva e Vera Mantero.
O Grupo de Investigação d’O Rumo do Fumo reúne-se em residência ao longo de uma semana intensiva (24 a 29 de julho 2022) na Aldeia da Barroca no Fundão, integrando os Projectos de Investigação e Criação Artística promovidos pela ARS ID, para expor e partilhar interesses, perspectivas, necessidades, desejos e também dificuldades e inquietações, e elaborar propostas práticas para os aprofundar ou ultrapassar, aproveitando a presença de todos e as mais valias de cada um.
Ivan Rodrigo Novais, sociólogo e fotógrafo, explora as contradições urbanas na esfera da subjetividade identitária. Põe em ritmo os contornos da cidade e seus usuários, propondo uma reflexão entre tempo, memória, património e espaço.
Para ver até 12 de setembro 2022 com entrada livre!
http://www.artistas.ars-id.org/category/ivan-rodrigo-novais/
Espaço Biblos
Rua dos Bombeiros Voluntários, n.5 Fundão
Exposição para ver até 5 de setembro de 2022.
Projecto Pontes em parceria com a Appleton – Associação cultural (Lisboa).
“(…) Sempre que penso ou faço qualquer escultura/objecto, é a pensar no acabamento final. Com o decorrer do tempo em que fui observando as peças no meu atelier, comecei a ter vontade de as mostrar assim, mais terra, mas cerâmicas, mais barro cozido apenas, sem o tal acabamento que chama por mim. Na verdade esta exposição surge como exercício de libertação, e por isso o próprio desenho que normalmente aparecia em grande escala, agora se desfaz, e é literalmente cortado em pedaços pequenos que acabam por ocupar o espaço da galeria de outra forma, pontuada, cheia de espaços vazios, mas que através do ritmo padrão acaba por unificar todo o espaço.”
Excerto da conversa entre Vera Appleton e Maria Ana Vasco Costa.
PINTURA CATÁRTICA E PINTURA SOLIDÁRIA
O dia 15 de Maio de 2022 foi um dia histórico no Fundão. Nessa manhã de domingo mais de cinquenta refugiados ucranianos encontraram-se com fundanenses numa casa da rua da Cale, sob a égide da pintura. Estive lá e assisti a um dos momentos mais emocionantes que vi nos últimos anos em Portugal. O outro foi em 1999, na Avenida da República, com os portugueses a darem as mãos e acenando com lenços brancos, solidários com Timor. Ouvi vários depoimentos de vidas que a guerra destruiu, ouvi cânticos ucranianos e até uma pianista. Vi o filme de 17 minutos “Pessoas com uma Grande Alma” do realizador e fotógrafo Ivan Romanenko que filmou com a sua câmara e o seu telemóvel os primeiros dias da guerra e a chegada dele e dos seus compatriotas deslocados ao Fundão. Ouvi também o presidente da Câmara, Paulo Fernandes, saudar com emoção os refugiados acolhidos pelo seu município. E, claro, vi muitas crianças ucranianas a deambular por entre quadros de pintura. Foram duas horas de confraternização e de partilha em que os refugiados gostaram de ser ouvidos e em que os fundanenses presentes partilharam o coração com eles numa onda de solidariedade vibrante que honra o género humano. Depois passou-se à pintura exposta, uma colectiva intitulada “Templo de Amor em Tempos de Guerra” com pintores ucranianos e fundanenses. Comecemos por Gabriel AV, pois a mostra fez-se na sua própria casa. Este grande pintor fundanense, motor deste evento artístico, aliciou e incentivou vários pintores refugiados, vivendo no Centro para as Migrações do Fundão, a expor aqui. Gabriel AV executou seis quadros alegóricos com anjos e anjas vingadoras. São muito fortes e sempre plasmados com figuras reais que podemos ver nas ruas do Fundão e que depois entram numa simbologia de tempo de guerra. O pintor absorveu o universo terrífico da guerra e acrescentou-lhe o seu mundo próprio altamente sensível e o resultado é uma pintura vingativa e empática. Raramente vi pinturas com esta violência bem expressa. Quadros como “Cabeça de Monstro” em que um idoso expõe a cabeça de Putin degolada ou “Maternidade” em que uma mãe moribunda cheia de sangue, numa maternidade bombardeada, acaricia o seu bebé morto, são autênticos murros no estômago. Casca tem um único quadro e é fabuloso, todo em negro e com laivos de vermelho e branco. Intitulado “Resistance Popular Generalized” ele passa-se em Angola e é uma mãe que ensina o filho a disparar. Próximo de Basquiat e de Bradford, é uma autêntica revelação. Zina Caramelo apresenta três quadros magníficos e o seu grande quadro “Abraço”, com três pessoas abraçadas num só rodopio, é um dos mais belos quadros que vi nos últimos anos. Kika Kaki é uma artista polivalente que tanto obra na escultura como na pintura. O seu conjunto de máscaras é forte e extraordinário e a sua pequena escultura de um homem e de uma mulher que rodam é muito original. Alina Rubel tem três quadros maravilhosos com cores que ela utiliza na perfeição. São olhos que nascem em árvores, uma caveira donde desabrocham flores e por fim uma mulher passeia-se nua num campo de girassóis. Anna Kramar tem um quadro com uma casa no lugar do coração e outros dois onde ela relembra o conforto do seu lar perdido. A oliveira queimada com folhas verdes de Tatiana Horodilova é um despertar de esperança. Esta professora de desenho de 50 anos recomeçou aqui a sua arte perdida. Halyna Katiukha faz das cores vivas uma festa e é impressionante o seu “Guardiães de Luz” com quatro pessoas protectoras do mundo. Yulia Diadiura trouxe um quadro branco com o infinito e fotografias do primeiro dia de guerra e da chegada ao Fundão. Polina Krykunova, com um conjunto enorme de aguarelas abstractas ou figurativas, exibe um talento pictórico muito prometedor para a sua jovem idade. Em suma, eis uma colectiva catártica e solidária em que os pincéis pedem paz e respeito pela pessoa humana. Exactamente como fez Picasso em 1937, quando executou “Guernica”, um quadro contra a guerra e contra a violência. Na belíssima folha de sala da exposição, Bruno Ramos diz que «devemos aprender a abrir as nossas casas a quem teve de fugir da sua» e isso aconteceu já que a Casa Vermelha é um porto de abrigo da pintura. Ainda patente até ao dia 15 de Junho, eis uma exposição a não perder. Slava Ukraini!
MANUEL DA SILVA RAMOS
[Texto escrito para o Jornal do Fundão]
Este trabalho que tem vindo a ser desenvolvido, pela ARS e o Município do Fundão, ao longo de todo o ano lectivo no Agrupamento de Escolas do Fundão e Agrupamento de Escolas Gardunhas e Xisto, contou com a participação de mais de 200 alunos.
A Colagem de painéis em vários pontos da cidade apresenta-se como trabalho final da oficina. A instalação de carácter efémero vai permanecer no local até que o tempo o permita.
JR é o pseudônimo de um artista urbano francês. Intitula-se photograffeur e exibe grandes imagens fotográficas em preto e branco em locais públicos, de maneira semelhante à composição do ambiente construído pelo grafite.
O projecto Cinema Juventude encontra-se a decorrer no Agrupamento de Escolas Gardunhas e Xisto no Fundão. Oficina orientada por Ana Rodrigues e Ana Couto, com colaboração do realizador António Lopes.
Este projeto, com início em 2017, pretende desenvolver e implementar estratégias inovadoras no sentido de levar as crianças e os jovens a descobrir, a conhecer e a viver o cinema.
Entendemos que a cultura cinematográfica pode estimular novas experiências envolvendo as diferentes áreas do conhecimento no âmbito das atividades escolares, promovendo assim uma cultura visual no sentido da fruição estética e simultaneamente da pedagogia da imagem em todo o processo de aprendizagem.
Por via de uma metodologia com base na experimentação, desenvolvemos formas pedagógicas direcionadas para a apreensão da linguagem e matéria cinematográficas, bem como da formação de uma capacidade crítica, privilegiando uma abordagem ao cinema através do ver e do fazer.
Nesta edição destacam-se as várias estreias “O Fim-de-Semana de Osterman – Director´s Cut”, o último filme do realizador Sam Peckinpah, o qual montou às escondidas dos produtores e finalmente revelado ao fim de quase 40 anos. Somam-se ainda as estreias dos documentários “Passion & Poetry: The Ballad of Sam Peckinpah” e “Sam´s final cut”, do realizador e historiador Mike Siegel, que tem dedicado grande parte da sua vida ao legado de Sam Peckinpah e que estará presente no Fundão para acompanhar esta retrospectiva.
Quinta feira depois do lançamento do livro “Vaivém” de Helena Almeida, João Clemente, Tom Hamilton, Jerónimo Mateus e Marta Ramos juntam-se para um tributo musical ao grande cineasta americano Sam Peckinpah “La Golondrina e a Quadrilha Selvagem”.
Já no ciclo “Guerra e Paz”, igualmente programado no certame, inaugurou-se a exposição colectiva “Templo de Amor em Tempos de Guerra” com trabalhos de artistas ucranianos e portugueses unidos na mesma luta e esperança.
“A proposta do título: “No, no longer, not yet…” foi roubada ao ensaio de Hannah Arendt de 1946 “No Longe and Not Yet”. Neste ensaio, Arendt explica a existência de um espaço vazio, nas suas palavras “um género de terra de ninguém histórico”. Onde, memorias, coisas não deixam de existir, não desaparecem, ou seja, continuam a existir num não lugar atemporal.
A formalização da existência de um espaço vazio, onde existem coisas que não deixam de existir, será a metáfora para a reunião do conjunto de trabalhos apresentados. Estes, contam a visão de um lugar, ou melhor a memória dum lugar, onde um espaço vazio se materializa, no desenho, e onde se explora coisas que nunca deixarão de existir nesse lugar sem tempo.
Caldas da Rainha, abril de 2022
Carlos Rodrigues”
Pollen
O projecto consiste em formular a projecção da “nuvem de flores”, visível no momento da floração das cerejeiras, no espaço imediatamente superior da atmosfera.
Para o “momento performativo” a acção de cada criança compreende a libertação parcial (e posterior recolha) dos balões que irão dar forma à nuvem projectada.
Espaço Biblos – Rua dos Bombeiros Voluntários n.5 Fundão
“Partindo de uma observação atenta à miríade de detalhes proporcionados pela natureza, usa esta aproximação enquanto método de pensar o todo como uma rede de elementos interligados. Analisa-se a matéria natural para a intrínseca compreensão humana, num mapeamento do indivíduo e do seu meio circundante.”
Proposta
Desenvolver com a comunidade escolar e os artistas/investigadores residentes na Comuna, no âmbito da linha de investigação pedagógica Pollen, uma acção artística e performativa no espaço público.
Formular a projecção da “nuvem de flores”, visível no momento da floração das cerejeiras, no espaço imediatamente superior da atmosfera.
Objectivos Específicos
– Estimular a capacidade criativa;
– Fomentar a aprendizagem com base na experimentação.
– Utilização das diferentes artes como um meio de expressão próprio;
– Desenvolver o olhar fotográfico;
– Promover a cultura cinematográfica;
– Implementar estratégias inovadoras no sentido de levar os jovens a descobrir, a conhecer e a viver o cinema.
– Explorar as relações das pessoas com a natureza.
– Observar como a geometria determina uma ordem permanente na natureza.
Visualização e conversa sobre o filme ‘Zéro de conduite’ (1933), de Jean Vigo.
Oficina orientada por Ana Rodrigues e Ana Couto.
Zero em comportamento
Zéro de conduite
França, 1933
Filme maldito e proibido pela Censura entre 1932 e 1946 e que marcou a carreira de Jean Vigo. Vigo explicava que, embora «Zero em Comportamento» não pretendesse ser um retrato da sua infância na fase escolar, o filme continha inúmeros elementos visuais e humanos inspirados na experiência vivida. Um filme que retrata a sociedade da época e o abuso da autoridade e a privação da liberdade que então se praticavam.
.
Este projeto de cinema, com início em 2016, pretende desenvolver e implementar estratégias inovadoras no sentido de levar as crianças e os jovens a descobrir, a conhecer e a viver o cinema, por via de uma metodologia com base na experimentação.
Decorreu ontem mais uma sessão da Oficina de Fotografia que se encontra a ser desenvolvida com um grupo de alunos do Agrupamento de Escolas do Fundão, orientada pelo artista em residência na Comuna Ivan Rodrigo Novais.
Ivan Rodrigo Novais é sociólogo e pesquisador sobre temas relacionados à Globalização, Migrações e Identidades. Busca na fotografia o aporte para retratar os traços culturais e as individualidades dos grupos que investiga. Realizou trabalhos em museus e galerias de arte no Brasil e em Portugal, e tem curiosidade quanto as transformações sociais causadas pela era da informação digital. É incentivador da arte contemporânea e reúne diferentes segmentos em seu repertório de influências artísticas.
http://www.artistas.ars-id.org/category/ivan-rodrigo-novais/
Projecto promovido pelo Projecto Pontes, em parceria com a Escola Secundária Artística António Arroio.
“Trajetória(s) é uma reunião de vidas e de vários objetos produzidos por artistas, que também se dedicam ao ensino – uma das mais belas profissões que existe. (…)”.
A exposição encontra-se aberta ao público até 8 de maio de 2022.
Farsa
Afonso, um jovem-adulto de Lisboa, visita o interior de Portugal para conhecer os seus primos afastados. É-lhe apresentado um mundo rural abandonado, mas misteriosamente belo. O percurso do lisboeta é guiado pela pureza da sua prima Ana e pelo misticismo de Sónia, em que o urbano e o rural, a família e os (des)conhecidos e a realidade e o sonho tentam ser desvendados.
A curta-metragem tem como base a relação que o realizador tem com a Beira Interior; o projecto pretende dar continuidade a uma estética onírica que alberga um espaço para as reflexões sobre o abandono humano do mundo natural e do interior português.
Equipa
Realização e Guião: Rodrigo Cruz Silva
Director de Fotografia e Assistente de Realização: Manuel Melo
2º Assistente de Realização e Responsável por Figuração: Beatriz Leão
Director de som: Simão Rodrigues
Banda Sonora: Tomás Carepo
Elenco: Cecília Meireles, Maria Varanda, Rodrigo Leal, Sérgio Guerreiro, Tomás Carepo;
nota biográfica do realizador
Rodrigo Cruz Silva (1999), nasceu, viveu e fez a escolaridade em Castelo Branco. É licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa e, atualmente, estuda no mestrado de Teoria da Literatura na FLUL. Estagiou na secção da cultura da Revista Visão e é editor da Revista Universitária Quadrante. A literatura, a filosofia e o cinema são, desde sempre, as suas grandes paixões. A conciliação destas paixões resultou, em 2020, no projecto de realização da curta-metragem “Farsa”, onde conseguiu contar com a participação de Manuel Melo, um cinéfilo que estuda no mestrado de realização cinematográfica, do estudante de som e multimédia Simão Rodrigues e de um muito completo elenco formado por atores amadores e estudantes de representação.
O Director Científico da ARS, Prof. João P. F. Carvalho, foi convidado para o Comité de Especialistas pelo Governo Provincial Junta de Castilla-León (Espanha), Consejería de Fomento y Medio Ambiente, no âmbito de um projecto LIFE de I&D relacionado com a gestão de florestas de carvalho (Quercus pyrenaica), sobre oportunidades e necessidades relacionadas com estas florestas, contando com uma primeira Jornada de campo realizada em 16-17 Fevereiro 2022 na região de Salamanca, e com análise de participação do Projecto Bosques/ARS .
Residência de criação para concepção de Práticas Continuadas
Em fevereiro de 2022, será realizada um momento de residência de preparação e pré-produção do novo projeto denominado, “Práticas Continuadas” da Apneia Colectiva, e que surge das reflexão e experiência adquiridas ao longo da Cadeia de Transmissão. “Práticas Continuadas” é designado por experiências e experimentos ao nível da organização e disseminação de práticas coletivas e modos de convivência e colaboração, alocados na fronteira entre artístico, social e político.
A Apneia Colectiva é uma Associação Cultural sem Fins Lucrativos sediada em Lisboa, fundada em 2019 por um colectivo de artistas, com vista a potenciar a partilha e criação de recursos comuns aos seus associados. Opera um modelo cooperativista de produção e gestão de práticas artísticas e actividades conexas, que pretende assegurar um futuro laboral sustentável para os associados, em regime de partilha de recursos e construção colectiva de outros modos de criação, produção e difusão nas artes performativas. No contexto do programa de residências artísticas da ARS luzlinar, a Apneia Colectiva irá dar continuidade ao trabalho já desenvolvido no âmbito no último projecto do grupo, Cadeia de Transmissão # Programa de Verão.
Este projeto, com início em 2017, pretende desenvolver e implementar estratégias inovadoras no sentido de levar as crianças e os jovens a descobrir, a conhecer e a viver o cinema.
Entendemos que a cultura cinematográfica pode estimular novas experiências envolvendo as diferentes áreas do conhecimento no âmbito das atividades escolares, promovendo assim uma cultura visual no sentido da fruição estética e simultaneamente da pedagogia da imagem em todo o processo de aprendizagem.
Por via de uma metodologia com base na experimentação, desenvolvemos formas pedagógicas direcionadas para a apreensão da linguagem e matéria cinematográficas, bem como da formação de uma capacidade crítica, privilegiando uma abordagem ao cinema através do ver e do fazer.
Pollen
O projecto consiste em formular a projecção da “nuvem de flores”, visível no momento da floração das cerejeiras, no espaço imediatamente superior da atmosfera.
Para o “momento performativo” a acção de cada criança compreende a libertação parcial (e posterior recolha) do balão ou balões que irão dar forma à nuvem projectada. Neste contexto serão criadas outras actividades de carácter pedagógico integrando a amplitude de áreas artísticas e cientificas propiciadas pela própria natureza do projecto.
Ivan Rodrigo Novais é sociólogo e pesquisador sobre temas relacionados à Globalização, Migrações e Identidades. Busca na fotografia o aporte para retratar os traços culturais e as individualidades dos grupos que investiga. Realizou trabalhos em museus e galerias de arte no Brasil e em Portugal, e tem curiosidade quanto as transformações sociais causadas pela era da informação digital. É incentivador da arte contemporânea e reúne diferentes segmentos em seu repertório de influências artísticas.
www.artistas.ars-id.org/category/ivan-rodrigo-novais/
Exposição aberta ao público até 28 de março 2022!
O tempo passa e algumas coisas desvanecem-se, como as cores numa fotografia polaroid; no entanto, algumas coisas permanecem. Nesta série de instalações, utilizei o facto de as polaroids desaparecerem como metáfora, capturando momentos, empurrando-nos para ver para além do que é alterado pelo tempo (ou pela doença), para iluminar a essência do ser e focar naquilo que prezamos. Esta série não é apenas sobre o passar do tempo, mas também sobre a minha própria experiência de navegação da perda e como construímos, capturamos e nos agarramos às memórias como forma de nos ligar a pessoas e lugares que transcendem o tempo e o espaço.
Este apresenta como principal objectivo a investigação, a selecção e recolha das memórias das pessoas seniores utilizando como suporte a linguagem cinematográfica. Procura promover sessões/oficinas com visualização de filmes seguidas de debate, dar a conhecer e permitir experienciar todo o processo de criação de um filme e filmagem, no sentido de estimular nos participantes a activação da memória, tornando presente um património imaterial esquecido e que através do cinema se expõe na sua autenticidade.
No conjunto os participantes maioritariamente de idade avançada, são desafiados a exprimir através da linguagem do cinema, memórias, lembranças de histórias, objectos, ambientes vividos.
Um projecto que se tem vindo a desenvolver desde 2018, tendo decorrido a primeira oficina em Belmonte e em 2020 na Solheira – Fundão.
O professor João P. Fidalgo Carvalho, foi designado para a Comissão de Peritos Científicos na área da Silvicultura pela Comissão Europeia, no Grupo de Trabalho Forests and Nature, para o desenvolvimento da Silvicultura Próxima da Natureza na Estratégia Europeia para a Biodiversidade 2030 e o Pacto Ecológico Europeu.
No quadro da Estratégia para a Biodiversidade EU, o grupo de trabalho foca-se no desenvolvimento de medidas para a sustentação de processos e funções naturais nos ecossistemas florestais com vista à promoção da diversidade biológica e o contributo face às alterações climáticas.
What Remains
Time passes and some things fade, like color on a polaroid photo; yet some things remain. In this installation series, I used the fact that polaroids fade as a metaphor, capturing moments, pushing us to see beyond what is altered by time (or by illness), to light up the essence of being and focus on what we cherish. This series is not only about the passing of time, but also about my own experience of navigating loss and how we construct, capture and hold on to memories as a way to connect us to people and places that transcend time and space.
The travelling exhibition launched in Brussels at Gallery 151 Grosvenor El Harar in September 2018 for Global Alzheimers Awareness Month. In every city, a new layer of the project will be created. After having been postponed due to Covid 19 it will be in Lisbon in July 2021 at Square by Appleton and in 2022 A ilha and across the city in September through a new colored poster series created for the occasion. The exhibition serves to raise awareness and destigmitize Dementia.
A Luzlinar tem o prazer de comunicar que o seu Director Cientifico, João Paulo Fidalgo Carvalho, foi convidado a integrar o European Strategy for Biodiversity (EU Biodiversity Strategy 2030).
https://ec.europa.eu/environment/strategy/biodiversity-strategy-2030_en
A prática artística de Uriel Orlow é baseada na pesquisa, orientada para o processo e multidisciplinaridade, incluindo o filme, a fotografia, o desenho e o som. Exposições individuais recentes incluem La Loge, Bruxelas; State of Concept, Atenas; Kunsthalle Mainz, Tabakalera, San Sebastian; Kunsthalle St Gallen, Les Laboratoires d’Aubervilliers Paris, Market Photo Workshop and Pool, Joanesburgo; The Showroom, Londres ou Castello di Rivoli, Turim, entre outras.
“(…) Durante a minha estadia em residência com a ARS-Luzlinar, no âmbito do Laboratório Experiência da Floresta (4-16 Julho de 2021), concentrei-me nas florestas. Visitei-as longamente e examinei nelas formas de colaboração. Realizei assim o vídeo Dedication. A peça é uma homenagem à antiga associação de colaboração entre plantas e fungos nas raízes da maioria das plantas. Micorrizas são geralmente sistemas radiculares subterrâneos invisíveis que formam uma teia intrincada de troca de nutrientes e permitem que as árvores comuniquem umas com as outras. Dedication é uma instalação vídeo de 5 ecrãs acompanhada por uma série de esculturas integradas no chão, e inscreve-se no projeto mais amplo e multipartes TREE SCHOOL, ainda em desenvolvimento, que explora formas radicais de pedagogia vegetal através de workshops, instalações e filmes.” Uriel Orlow
http://www.artistas.ars-id.org/category/uriel-orlow/
www.urielorlow.net
Projeto: Quem faz a cidade? Um manifesto pela identidade urbana.
Como constitui-se a ideia sobre quem faz a cidade?
Ou melhor, o que dá sentido a identidade urbana?
E qual a implicação em conhecê-la?
À procura pelas peculiaridades da rua como campo de desdobramento do cotidiano, este projeto faz o roteiro das narrativas da cidade a partir da etnografia visual com auxílio técnico da fotografia experimental.
O intuito é desenhar o sentimento plástico do ambiente urbano sob o olhar da luz natural do começo da manhã e do fim de tarde, revelando as contradições sociais da paisagem urbana nos encontros inevitáveis entre os sujeitos em cena. Em vias de facto, a génese das identidades contrastivas ressoantes nas estratégias de vida de cada personagem (ou grupo) é o paradoxo citadino aqui pretendido.
Muitos [cotidianos] se encontram nestes momentos específicos do dia: a ida e saída ao trabalho/escola; a abertura dos mercados e lojas; os transportes e deslocações; o fluxo de pessoas nos comércios; e tantos outros. São nessas circunstâncias que se revelam com mais intensidade os ativos sociais – escolhas pessoais como consequência da estratificação social.
Este é um manifesto sobre o transito de pessoas e suas determinações de poder numa era de aceleração identitária em que o local e o global estão em constante aproximação.
http://www.artistas.ars-id.org/category/ivan-rodrigo-novais/
Fotografia: Ivan Rodrigo Novais
Quimona
Intérpretes: Sara da Graça, Óscar Silva, David Esteves e Nuno Pinheiro
Direcção: Filipa Matta
Produção: Nuno Pinheiro e Vitor Alves Brotas/Agência 25
Direcção cinematográfica: Lúcia Pires
Programação: Inês Domingos
Captação e edição de som: Bernardo Theriaga
“Alguém nos contou demasiadas histórias de encantar, vimos demasiadas telenovelas, ouvimos demasiadas músicas POP sobre amor e desamor, falaram-nos da ideia de que iríamos conquistar a terra perdida, ser alguém melhor, fomos muito mimados, crescemos todos burgueses (até podemos comer de boca aberta e falar ao mesmo tempo), tomámos demasiadas drogas, vimos mais bocados de terra que o nosso corpo alguma vez possa digerir… (…) Tenho medo Sara. Tenho passado os dias assombrada com um medo. Podemos dar-lhe um nome para não parecer tão pesado: Quimona. A QUIMONA atormenta-me nestes dias de inverno. Tenho Quimona comigo e apesar de me sentir sozinha, como nunca o senti antes, sinto-o de forma partilhada. Como se todos tivéssemos uma Quimona.”
Caravana na Rádio: Assembleia Geradora
O projecto Assembleia Geradora esteve dia 2 de dezembro à conversa na Rádio Movimento no programa da Caravana AgroEcológica, (um projecto participativo, facilitado pelo grupo de investigação MITE2, do CE3C – FCUL, que através de um conjunto de iniciativas procura aproximar produtores, consumidores e investigadores, tendo por base a Agroecologia).
Podem assistir ou rever em:
https://www.facebook.com/radiomovimentopt/videos/402987418279820
..
‘Assembleia Geradora – da construção participativa ao empoderamento da mulher rural’ é um projecto integrado em oito aldeias da Serra da Broca que enaltece a vida no campo, cria novos quotidianos em comunidade, inova conciliando o conhecimento ancestral e previne formas de violência.
O dia começou com uma Caminhada ao Passado, um percurso de natureza onde visitámos as estórias sobre os antigos moinhos e o antigo lagar de azeite no lugar das margens da Ribeira de Vale de Mouro.
No regresso à aldeia parámos no Clube de Caça e Pesca onde o João Nunes ajudou a recuperar energias ao som da sua concertina.
Neste Domingo Partilhado confecionámos um almoço rico sobre o tema ‘Vitamina C além laranja’ com os produtos de época da Rede de Mulheres Horticultoras, coordenado por Pedro Januário.
Nos alimentos e receitas escolhidos deu-se relevo ao papel importante da vitamina C no benefício para a manutenção do normal funcionamento do sistema imunitário.
O concerto foi entregue aos dedos mágicos do acordeonista Leonardo Lino e aos do concertinista João Nunes. Duas gerações musicais oriundas da aldeia do Feital a tocarem juntos música popular e outras ao improviso.
Encerrámos o dia com mais uma sessão de Arte Próxima da Natureza com um screening da performance “Cartas de Amor para Meninas Mal Comportadas” de Eliana N’zuala, e posterior conversa e partilha sobre as condições de desigualdade da mulher na sociedade actual.
..
A ‘Assembleia Geradora – da construção participativa ao empoderamento da mulher rural’ é um projecto integrado em dez aldeias da Serra da Broca que enaltece a vida no campo, cria novos quotidianos em comunidade, inova conciliando o conhecimento ancestral e previne formas de violência.
A Assembleia Geradora é sustentado pelo programa Bairros Saudáveis e promovido pela Associação Luzlinar em parceria com Os Carnicenses – Associação para o Desenvolvimento Social e Cultural; Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vila Franca das Naves; Associação de Desenvolvimento do Feital; Associação Cultural e Desportiva de Vila Franca das Naves; União de Freguesias de Vilares e Carnicães; União de Freguesias de Vila Franca das Naves e Feital; Junta de Freguesia de Tamanhos; Junta de Freguesia de Póvoa do Concelho e Câmara Municipal de Trancoso.
Marisa Escaleira e Begoña Claveria, artistas do Coletivo Siroco, estiveram na passada semana no Museu da Tecelagem dos Meios e no Museu dos Lanifícios na Covilhã, em fase de conhecimento dos lugares onde vão estar em residência com o projecto Malva.
O projeto Malva é uma investigação do coletivo Siroco sobre tingimentos naturais e estruturas arquitetónicas temporárias a realizar durante o ano 2022.
A sua visita, orientada pelo Prof. João Paulo Fidalgo Carvalho, teve como finalidade a realização de uma reportagem sobre o Projecto Bosques.
..
Projecto Bosques
As sociedades têm vindo a confrontar-se com vários problemas ambientais que afectam não apenas o modo de vida, mas também o equilíbrio ecológico dos ecossistemas e do planeta.
As noções de desenvolvimento e de sustentabilidade ultrapassam, actualmente, a elementar dimensão económica para abarcar também aspectos ecológicos e sociais. Tal significa uma responsabilidade comum na boa gestão dos recursos naturais, com contributos benéficos tanto ao nível local como global.
A economia ecológica, ou economia verde, como ciência económica de base natural, constitui uma importante forma de utilização sustentável dos recursos biológicos, como indicado por organizações internacionais e enunciado em diversas medidas nacionais e internacionais (ex: EU/CE, ONU, IPCC).
Apresenta uma perspectiva mais abrangente sobre as questões ambientais e os recursos naturais, incorporando princípios das ciências naturais, ligando o sistema económico ao ecossistema ou ao Sistema Terra. Partilha o governo tanto da natureza como da actividade económica humana e, portanto, da forma como estão relacionadas. Trata-se igualmente de uma estratégia que procura estimular a inovação e a adopção de práticas para a sustentabilidade (Europe Strategy2030).
Considera que a degradação da biodiversidade pode afectar significativamente a qualidade do ambiente e dos recursos, assim como, prejudicar a produção primária em áreas como a silvicultura. A prática silvícola que provoque danos como a erosão do solo, a perda de nutrientes e de matéria orgânica do solo, ponha em causa a conservação da água, da biodiversidade, cause a degradação da paisagem, ou afecte aspectos ambientais, não é, pois, sustentável.
Numa perspectiva futura, o desenvolvimento da economia e da sociedade não podem ser dissociados das questões ecológicas e ambientais, sendo também associado ao desenvolvimento humano, moral e cultural.
As abordagens de base natural permitem melhores benefícios para os ecossistemas e a biodiversidade, bem como, para a economia, as condições de vida, a saúde e o bem-estar humano.
A consciência, pelas sociedades, da degradação do meio ambiente em geral, e das florestas autóctones em particular, tem imposto a tomada de ações para uma melhor gestão e preservação, realizadas a diferentes escalas. Além da produção lenhosa é também considerada a relevância dos recursos não-lenhosos e dos serviços prestados pelo ecossistema. A floresta autóctone envolve diversas vertentes da sustentabilidade relacionadas com elementos ecológicos, sociais e económicos, que passam a ser tidos em conta.
A floresta autóctone é um recurso em si mesmo, que desempenha funções vitais que estão para além de medidas económicas. Providencia diversos bens e serviços, fornece vários produtos, cria e conserva o solo, conserva a água, regula o clima, controla as inundações, conserva a biodiversidade, proporciona um espaço de vivência humana. A floresta autóctone é vista como uma base fundamental para uma economia ecológica dado que se relaciona com diversos sectores e a subsistência das sociedades, para além de constituir uma infraestrutura ecológica do planeta.
A Silvicultura próxima da natureza e o Ecossistema carvalhal com o desenvolvimento de abordagens funcionais de base natural de que se obtêm benefícios nas várias vertentes da sustentabilidade ao nível ecológico, económico e social.
Os primeiros momentos do projecto ocorreram em 2010 num trabalho realizado no Jardim das Pedras com avaliação de intervenções efectuadas neste espaço. Foi apresentada uma palestra sobre a Floresta Autóctone no Seminário Celebrar a Floresta realizado no Feital em 21 Novembro e como comemoração do Dia da Floresta Autóctone.
Dada a importante contribuição que a floresta autóctone desempenha para a sustentabilidade, nas suas diferentes vertentes, foi em 2017 apresentada uma visão para os espaços do Jardim das Pedras e do Carvalhal em que foi enfatizada a relevância da sua recuperação e gestão.
Os estudos, levantamentos e actividades prosseguiram em 2018, com a implementação em 2020 do Projecto Bosques e a sua ligação com a Silvicultura Próxima da Natureza.
O Projecto Bosques reúne o enquadramento e um conjunto de actividades em torno do Ecossistema Carvalhal, a Floresta e a Silvicultura Próxima da Natureza, presente nos diferentes menus.
Direção Científica e Textos, Prof. Dr. João P. F. Carvalho (UTAD)
Foram realizadas actividades nos domínios da cidadania, educação artística e ambiental para uma Escola (cada vez mais) Próxima da Natureza.
O dia com uma visita ao Atelier Temos Tempo onde a Artista Maria Lino recebeu xs alunxs e lhes mostrou o seu trabalho.
No Jardim das Pedras, foram plantadas 68 árvores e compreendida a relevância de restaurar os ecossistemas face aos problemas de desertificação dos solos e das alterações climáticas.
Houve conversa no anfiteatro do Jardim das Pedras sobre o Património Natural e Imaterial da Serra, onde se cruzou Arte e Ciência com as professoras de História e Ciências.
Para estimular os alunos a novos métodos de percepção e de abertura no sentido de promover uma melhor saúde física e mental, foi efectuado um passeio de 10km com o professor de Educação Física e uma actividade com a psicóloga Joana Fonseca Santos
Um agradecimento aos parceiros que colaboraram neste dia: Bombeiros Voluntários de Vila Franca das Naves e Associação de Desenvolvimento do Feital.
..
A ‘Assembleia Geradora – da construção participativa ao empoderamento da mulher rural’ é um projecto do programa Bairros Saudáveis promovido pela Associação Luzlinar em parceria com Os Carnicenses – Associação para o Desenvolvimento Social e Cultural; Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vila Franca das Naves; Associação de Desenvolvimento do Feital; Associação Cultural e Desportiva de Vila Franca das Naves; União de Freguesias de Vilares e Carnicães; União de Freguesias de Vila Franca das Naves e Feital; Junta de Freguesia de Tamanhos; Junta de Freguesia de Póvoa do Concelho e Câmara Municipal de Trancoso.
Visitámos a Lafobio, uma empresa familiar, que produz hortícolas e plântulas em modo de produção biológico na zona de São Pedro do Sul.
E na zona de Mangualde, visitámos a Quinta D’Arminho, um projecto familiar de produção de hortícolas e frutícolas, mirtilos e criação de aves e porcos em harmonia com o ecossistema.
Este dia foi possível através do apoio dos nossos parceiros: Município de Trancoso, Os Carnicenses – Associação para o Desenvolvimento Social e Cultural e União de Freguesias de Vilares e Carnicães. Bem hajam.
A ‘Assembleia Geradora – da construção participativa ao empoderamento da mulher rural’ é um projecto do programa Bairros Saudáveis promovido pela Associação Luzlinar em parceria com Os Carnicenses – Associação para o Desenvolvimento Social e Cultural; Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vila Franca das Naves; Associação de Desenvolvimento do Feital; Associação Cultural e Desportiva de Vila Franca das Naves; União de Freguesias de Vilares e Carnicães; União de Freguesias de Vila Franca das Naves e Feital; Junta de Freguesia de Tamanhos; Junta de Freguesia de Póvoa do Concelho e Câmara Municipal de Trancoso.
A artista Carolina Lino é convidada do encontro anual de artistas e investigadores IBÉRICAS+, que decorre no próximo dia 15 de novembro em Madrid. Apresenta o projecto “Aprender a ser uma árvore”, o qual tem vindo a desenvolver em residência na ARS Luzlinar desde 2018, integrada no laboratório Ruínas. O projecto tem como ponto de partida a sua entrada na montanha – a casa das árvores.
http://ibericasplus.wixsite.com/ibericas/copia-de-ibericas-3
http://www.artistas.ars-id.org/category/carolina-lino/
IBÉRICAS+ surge para aproximar os olhares de artistas e investigadoras, portuguesas e espanholas, que trabalham com a imagem fotográfica, digital, de vídeo, técnica…
É um espaço de conhecimento, diálogo e troca entre artistas e criadoras de dois países que normalmente dão as costas e que se mantêm escondidos apesar de se tocarem. Esta iniciativa surge da necessidade de aproximação e encontro com uma cultura tão distante quanto próxima.
Quais as preocupações das artistas e investigadoras portuguesas no início do século? Quais as formas possíveis de trabalhar com a imagem nesta altura? Que temas lhes interessam? Quais são os pontos em comuns com as artistas e investigadoras espanholas? E as possíveis interações entre artistas dos dois países?
Este espaço de encontro tem como metodologia a exposição e a palestra. A ideia é pensar em voz alta, dialogar e promover uma partilha entre aqueles que se dedicam à imagem nos dois países. E, desta forma, divulgar e conversar com a comunidade estudantil dos dois países que estudam e experimentam com a imagem. Uma das acções que realizamos consiste em convidar anualmente uma artista portuguesa para apresentar a sua obra e estabelecer um diálogo com outra artista-investigadora espanhola. Este encontro é realizado com apoio financeiro da Faculdade de Ciências do Comunicação URJC.
Objectivos
Conhecer o trabalho de artistas e investigadoras portuguesas, as suas inquietações, atitudes e problemáticas.
Propor um intercâmbio, com artistas e investigadoras espanholas, que permita gerar um diálogo fértil.
Explorar as possibilidades do medio fotográfico para promover o intercâmbio de conhecimentos mútuos.
Aproximar a universidade a teóricas e a profissionais da imagem portuguesa, tão próxima e desconhecida.
Promover o compromisso dos estudantes e do público em geral com um conhecimento profundo da obra de uma artista.
Abrir caminho a outros contactos e espaços de encontro, sendo que estas actividades se propõem como motor de um ciclo de trocas de trabalhos visuais entre Portugal-España.
O Município do Fundão, a ARS luzlinar e a Ordem dos Arquitectos – Secção Regional do Centro, convidam à participação na conferência de apresentação dos eventos Encontros Cinematográficos XI edição e I Fórum Regional “Arquitetura ao Centro” a acontecer online no próximo dia 15 de outubro ás 14h30 no seguinte endereço:
https://us02web.zoom.us/j/87382721634?pwd=ZnYzNSt3bnZMNk5jM1kvRFM0UGgyZz09
Programa
14h30
. Introdução pelo Sr. Presidente da Câmara Municipal do Fundão, Dr. Paulo Fernandes.
. Apresentação dos Encontros Cinematográficos XI edição por Carlos Fernandes (Director Geral ARS Luzlinar) e Mário Fernandes (Coordenador de Projectos ARS Luzlinar).
. Apresentação do I Fórum Regional “Arquitetura ao Centro” por Carlos Figueiredo (Presidente do Conselho Directivo Regional Centro) e Carolina Freitas (Vice-Presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Arquitectos).
. Espaço para esclarecimentos
Encontros Cinematográficos XI edição
(https://www.luzlinar.org/encontroscinematograficos/encontros-2021/)
De 29 de outubro a 1 de novembro 2021 a Moagem do Fundão volta a marcar encontro com o cinema, com a XI edição do seminário internacional Encontros Cinematográficos, que promove a reunião entre vários participantes e cineastas de diferentes gerações e geografias, com uma atenção particular ao cinema português e aos realizadores emergentes. É um programa de 4 dias que conta com a presença dos autores: Nelson Fernandes (Zina), João Dias, Manuela Serra, H.M.S. Pereira, Aya Koretzky, Rui Garrido, Sério Fernandes, Loukia Batsi, Marianna Stathaki.
Pelos Encontros Cinematográficos, sempre abertos à participação da comunidade, têm passado grandes vultos do cinema e da cultura, publicando-se em 2020 um volume que reúne todos os textos e entrevistas das primeiras dez edições.
I Fórum Regional “Arquitetura ao Centro”
O Conselho Diretivo da Secção Regional do Centro (OASRC) da Ordem dos Arquitetos, assumiu como pilar de atuação a constituição de uma relação de proximidade, reciprocidade, respeito e utilidade com as comunidades da região. Os eixos estratégicos de investimento que se encontram em negociação, a par do programa de coesão e desenvolvimento para a região centro, exigem que todos nos organizemos e participemos na construção dos diversos modelos e programas, sabendo que a sua falha é imperdoável e lesiva para as futuras gerações.
A Secção Regional Centro da OA, promove o Mês da Arquitetura (outubro) através do 1º FORUM REGIONAL – ARQUITETURA AO CENTRO nos dias 30 e 31 de outubro na cidade do FUNDÃO, debatendo Políticas Públicas Urbanas, Estratégias Locais de Habitação e Resiliência, Ética e Deontologia na Arquitetura. Reservando-se espaço ao debate com o Coloquio de Arquitectura, representativo de toda a região, com a presença de arquitectos de todas as capitais de distritos da região do Centro, fortalecendo e fomentando a partilha entre pares.
AXT
Oliveira
AXT é um projeto performático e coreográfico em fase de pesquisa inicial, em que se usam os elementos movimento, linguagem e som de forma transdisciplinar. Está a ser realizado na Alemanha e em Portugal pela artista Juliana Oliveira em colaboração com Greta Granderath e Johanna Scheler. Em português AXT significa machado e como o nome denuncia esta pesquisa dedica-se a explorar as imagens, narrativas e ações em torno do trabalho com e do uso desta ferramenta arcaica.
O machado é uma das primeiras técnicas da humanidade: intuitivo, brutal, ameaçador e primordial. Cientificamente ele foi essencial para o que chamamos a evolução humana e a viabilidade da sobrevivência. Em AXT este instrumento de proveniência pre-histórica é usado como símbolo. Símbolo para a origem da separação entre o mundo humano e o mundo natural. O machado como interface, „momentum“ possível de reverter, pecado original e relíquia de um rito de passagem da humanidade.
Hoje em dia, no entanto, quando contrastado com a produção industrial de madeira ele é obsoleto. O seu uso está reduzido ao contexto privado e tende gradualmente a desaparecer. Ironicamente tem o seu zênite em competições internacionais (Timbersports), onde desportistas medem forças comparando a rapidez com a qual racham um tronco até ao fim. Neste contexto o machado torna-se um objeto nostálgico, onde projetamos o desejo de reversão a um estado selvagem.
O ponto de partida para AXT é a apropriação corporal de uma das funções comuns do machado: rachar lenha. Uma atividade que desfaz em segundos o crescimento de anos. No estudo e na prática deste movimento pretende-se ir além da tecnicidade e personificar a domesticação do selvagem. Quem ou o que é selvagem? As componentes elementares do projeto: corpo, madeira e metal invadem-se mutuamente, ocupam-se, interagem, complementam-se e contrapõem-se, explorando as dinâmicas entre o uso e não-uso, o ativo e inativo, o cuidar e o destruir. Através da repetição quixotesca e da variação de um gesto simples, os estranhamentos, os absurdos e as contradições das diferentes matérias são desvelados. AXT segue o interesse estético e instintivo pela fisicalidade extrema e o virtuosismo presente numa atividade que é forte e violenta. Sobre a qual exerce uma reflexão critica e feminista, partindo da assunção, que rachar lenha está substancialmente associado à identidade masculina. O projeto pensa a relação entre os atributos supostamente masculinos necessários para esta atividade e as formas de ser e de estar com e na Natureza.
Esmiuçar
Fragmentar
Dilacerar
Despedaçar
Britar
Quebrar
Partir
Estilhaçar
Desfazer
Destruir
Arruinar
Esborrar
Esfarrapar
Escarduçar
Escadraçar
Abocanhar
Espatifar
Dissolver
Desmanchar
Dissipar
Desfazer
Transformar
Arrasar
Demolir
Abater
Nota biográfica
Performer, Fazedora de Teatro, Dramaturgista.Nascida em Aveiro, a 17 de Janeiro de 1985, vive e trabalha em Hamburgo desde 2008. Desde 2012 membro do grupo Probebühne im Gängeviertel (ativismo artístico) Desde 2014 membro da companhia Antje Pfundtner in Gesellschaft. Desde 2017 moderadora do programa de radio Plateau na FSK
A tarde começou com um momento musical presenteado por Leonardo Lino ao acordeão, que foi animando a tarde entre acções.
Em seguida a psicóloga Joana Fonseca Santos realizou dentro do tema ‘Afinidades’, uma actividade de Mindfulness (Atenção Plena), que constitui a prática de focar a atenção no momento presente, com importantes e comprovados benefícios para a saúde mental. A actividade terminou com uma meditação guiada, focada na gentileza, na compaixão e no amor (Meditação Loving Kindness).
Seguiu-se a oficina ‘Arte Próxima da Natureza’ da escultora Rita Dias da Silva. “Encontro com a Matéria” é uma oficina sensorial de introdução à cerâmica guiada pela artista. Xs Participantes deste domingo tiveram oportunidade de fazer as suas primeiras modelações começando a desenvolver perícia e técnica de forma espontânea com o barro. Rita Dias da Silva mostrou também parte do trabalho que tem desenvolvido no último ano de pesquisa como artista investigadora na região, mostrando aos participantes recolhas de terra argilosa de algumas das aldeias da Serra da Broca.
Seguiu-se uma partilha gastronómica com produtos de época: tarte de frango com legumes da horta, gaspacho de beterraba e gaspacho de tomate com croutons de bolota, sumo de melancia e melão.
O dia terminou com “Micro Climas” um trabalho desenvolvido desde 2019 da autoria do músico Pedro Januário. “Micro Climas” são composições de guitarra para árvores, para falar sobre elas, e para as viver. Pedro Januário fechou este Domingo Partilhado com a apresentação do seu trabalho com alguma poesia e atmosfera da Serra da Broca.
.
A ‘Assembleia Geradora – da construção participativa ao empoderamento da mulher rural’ é um projecto do programa Bairros Saudáveis promovido pela ARS Luzlinar em parceria com Os Carnicenses – Associação para o Desenvolvimento Social e Cultural; Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vila Franca das Naves; Associação de Desenvolvimento do Feital; Associação Cultural e Desportiva de Vila Franca das; União de Freguesias de Vilares e Carnicães; União de Freguesias de Vila Franca das Naves e Feital; Junta de Freguesia de Tamanhos; Junta de Freguesia de Póvoa do Concelho e Câmara Municipal de Trancoso.
Estiveram em exibição os filmes 'Criados na Serra' de Maria Inês Santos, 'Pagar a Promessa' de Tiago Cerveira, 'Os Cobertores de Papa' de Manuel Lübbers e 'Entre Leiras' de Claúdia Ribeiro.
Corujeira (Largo Dr. M. das Neves)
Criados na Serra de Maria Inês Santos
Pagar a Promessa de Tiago Cerveira
Os Cobertores de Papa de Manuel Lübbers
Meios (escola)
Entre Leiras de Claúdia Ribeiro
Videmonte (Largo de Santo António)
Pagar a Promessa de Tiago Cerveira
Casa o Pão de Helena Almeida
Fernão Joanes (pátio da Junta de Freguesia)
Terra de Hiroatsu Suzuki e Rossana Torres
Trinta (Praça Manuel Serrano)
Wolfram, a Saliva do Lobo de
Rodolfo Pimenta e Joana Torgal
O Projecto Bosques constitui uma estrutura e linha de desenvolvimento da ARS | luzlinar – www.ars-id.org –, em parceira com a UTAD, a FBAUL, as Câmaras Municipais da Guarda, Belmonte, Celorico da Beira e Trancoso, com áreas de estudo nas Freguesias de Meios, Trinta, Fernão Joanes, Videmonte e Vila Franca das Naves.
As florestas de carvalho têm tido especial interesse no âmbito do Projecto Bosques, o qual visa, entre outros, promover a floresta original portuguesa, pelas suas múltiplas funções e valores ao nível ambiental, económico e social, contribuir para uma promoção da paisagem natural dos territórios e de práticas que assegurem a sua integridade e valorização.
Diversos países e regiões europeias, como é o caso da República Checa, procuram um melhor conhecimento perante os desafios colocados relativamente à adaptação da floresta às alterações climáticas.
Esta jornada científica visa o conhecimento acerca das características ecológicas dos nossos carvalhais, pela sua elevada capacidade de adaptação, em face da problemática das alterações climáticas e das ameaças à biodiversidade, da silvicultura aplicada e das utilizações de alto valor associadas ao ecossistema carvalhal.
A actividade prossegue nos dias seguintes, 26 e 27 Agosto, com a visita de uma área experimental sobre o carvalhal instalada em 1994 e a zonas específicas do Parque Nacional da Peneda-Gerês pelos seus elevados valores de conservação, em colaboração com o ICNF.
Tomáš Vrška é cientista da Universidade de Mendel, Director do Centro de Investigação Florestal e Presidente do Conselho de Administração do Parque Nacional PodyjÍ na República Checa.
O Projecto Bosques constitui uma estrutura e linha de desenvolvimento da ARS | luzlinar – www.ars-id.org –, em parceira com a UTAD, a FBAUL, as Câmaras Municipais da Guarda, Belmonte, Celorico da Beira e Trancoso, com áreas de estudo nas Freguesias de Meios, Trinta, Fernão Joanes, Videmonte e Vila Franca das Naves.
As florestas de carvalho têm tido especial interesse no âmbito do Projecto Bosques, o qual visa, entre outros, promover a floresta original portuguesa, pelas suas múltiplas funções e valores ao nível ambiental, económico e social, contribuir para uma promoção da paisagem natural dos territórios e de práticas que assegurem a sua integridade e valorização.
Diversos países e regiões europeias, como é o caso da República Checa, procuram um melhor conhecimento perante os desafios colocados relativamente à adaptação da floresta às alterações climáticas.
Esta jornada científica visa o conhecimento acerca das características ecológicas dos nossos carvalhais, pela sua elevada capacidade de adaptação, em face da problemática das alterações climáticas e das ameaças à biodiversidade, da silvicultura aplicada e das utilizações de alto valor associadas ao ecossistema carvalhal.
A actividade prossegue nos dias seguintes, 26 e 27 Agosto, com a visita de uma área experimental sobre o carvalhal instalada em 1994 e a zonas específicas do Parque Nacional da Peneda-Gerês pelos seus elevados valores de conservação, em colaboração com o ICNF.
Estiveram em exibição os filmes 'O Movimento das Coisas' de Manuela Serra, 'O linho é um sonho' de Catarina Alves Costa, 'Os Cobertores de Papa' de Manuel Lübbers e 'Entre Leiras' de Claúdia Ribeiro.
Corujeira (Largo Dr. M. das Neves)
Criados na Serra de Maria Inês Santos
Pagar a Promessa de Tiago Cerveira
Os Cobertores de Papa de Manuel Lübbers
Meios (escola)
Entre Leiras de Claúdia Ribeiro
Videmonte (Largo de Santo António)
Pagar a Promessa de Tiago Cerveira
Casa o Pão de Helena Almeida
Fernão Joanes (pátio da Junta de Freguesia)
Terra de Hiroatsu Suzuki e Rossana Torres
Trinta (Praça Manuel Serrano)
Wolfram, a Saliva do Lobo de
Rodolfo Pimenta e Joana Torgal
Olhares da Terra - ciclo de cinema itinerante
12 de agosto a 4 de setembro, 21h
Famalicão, Maçainhas, Valhelhas, Corujeira, Meios, Videmonte, Fernão Joanes, Trinta
Famalicão (anfiteatro do Centro Cultural)
O Movimento das Coisas de Manuela Serra
Maçainhas (campo de futebol – escola)
O linho é um sonho de Catarina Alves Costa
Os Cobertores de Papa de Manuel Lübbers
Valhelhas (praia fluvial)
Entre Leiras de Claúdia Ribeiro
Corujeira (Largo Dr. M. das Neves)
Criados na Serra de Maria Inês Santos
Pagar a Promessa de Tiago Cerveira
Os Cobertores de Papa de Manuel Lübbers
Meios (escola)
Entre Leiras de Claúdia Ribeiro
Videmonte (Largo de Santo António)
Pagar a Promessa de Tiago Cerveira
Casa o Pão de Helena Almeida
Fernão Joanes (pátio da Junta de Freguesia)
Terra de Hiroatsu Suzuki e Rossana Torres
Trinta (Praça Manuel Serrano)
Wolfram, a Saliva do Lobo de
Rodolfo Pimenta e Joana Torgal
O mapas natureza quer dar eco a uma narrativa do real, que a partir da memória do indivíduo e da vida social assinala o potencial de futuro de um conjunto de territórios que se redescobrem num itinerário em que a arte é o guia.
Nessa corrente de movimentos, texturas, vibrações, luz e sombras, resgatamos o tempo necessário à contemplação, à conversa, à (re)descoberta do outro, com quem partilhamos o património comum que marca o nosso lugar no mundo.
Será um trabalho colaborativo para romper fronteiras e alargar vizinhanças.
O mapas natureza é um convite à criação de novas memórias, de novos caminhos que iremos desbravando em segurança, em dias mágicos em que trocaremos paredes por paisagens.
mapas-natureza.pt
A tarde começou com a sessão de boas vindas pelo Sr. Presidente Amílcar Salvador e a Srª Vereadora Ana Couto.
Em seguida a psicóloga Joana Fonseca Santos realizou dentro do tema ‘Afinidades’, uma actividade de Mindfulness (Atenção Plena), que constitui a prática de focar a atenção no momento presente, com importantes e comprovados benefícios para a saúde mental. A actividade terminou com uma meditação guiada, focada na gentileza, na compaixão e no amor (Meditação Loving Kindness).
Infelizmente, a chuva não nos permitiu realizar a oficina ‘Arte Próxima da Natureza’ da escultora Rita Dias da Silva, que se irá realizar num próximo Domingo Partilhado.
O dia terminou na Associação de Desenvolvimento do Feital com a partilha gastronómica de produtos da época.
O próximo Domingo Partilhado será dia 29 de agosto.
A ‘Assembleia Geradora – da construção participativa ao empoderamento da mulher rural’ é um projecto do programa Bairros Saudáveis promovido pela ARS Luzlinar em parceria com Os Carnicenses – Associação para o Desenvolvimento Social e Cultural; Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vila Franca das Naves; Associação de Desenvolvimento do Feital; Associação Cultural e Desportiva de Vila Franca das; União de Freguesias de Vilares e Carnicães; União de Freguesias de Vila Franca das Naves e Feital; Junta de Freguesia de Tamanhos; Junta de Freguesia de Póvoa do Concelho e Câmara Municipal de Trancoso.
Exposição em parceria com a Appleton - Associação cultural.
Neste âmbito em 2021 integra também o grupo de peritos como Scientific Expert na EU ENV Commission, relacionado com o desenvolvimento da floresta no quadro do Pacto Ecológico – European Green Deal 2030.
Chloé Reynès
Artes Visuais, Laboratório Estações Bucólicas, 2 a 14 de julho
Um trabalho de observação que se torna experimentação da serra, absorção da serra, dos seus fenómenos – dos movimentos impalpáveis.
A vivência da serra é central para o estudo dos fenómenos naturais que se projectam no psíquico e no físico.
José Sottomayor
Artes Visuais, Laboratório Estações Bucólicas, 2 a 8 de julho
Como caminhar, observar, recolher e admirar, tendo noção do tempo que passa?
Para que serve um fruto venenoso brunido?
Que utilidade pode ter uma erva daninha sumarenta?
Como retirar a argila da areia a seco?
Uriel Orlow
Artes Visuais, Laboratório Experiência da Floresta, 4 a 16 de julho
Muito da minha pesquisa e prática artística nos últimos anos tem se concentrado no mundo botânico, considerando as plantas como agentes ativos ao invés de serem consideradas um fundo passivo. Eu explorei o nacionalismo botânico, a diplomacia das flores e as plantas medicinais na África do Sul, bem como o jardim que Nelson Mandela e seus colegas presidiários criaram na prisão da Ilha Robben durante seu encarceramento de 18 anos (Theatrum Botanicum). Também criei uma horta comunitária de ervas medicinais em Londres e trabalhei com uma cooperativa de mulheres no Congo em outro projeto de horta (Aprendendo com a Artemísia). Também pesquisei as mudanças no uso da terra e os movimentos agrícolas na Europa e além dela (Afinidades do Solo).
Estou particularmente interessado em árvores como testemunhas, cruzando a história humana e natural (Memória das Árvores, Árvores dos Desejos). Recentemente me tornei interessado no ecossistema da floresta como um espaço físico, mas também mental, e fui inspirado pelo trabalho de Eduardo Kohn, How Forests Think (Como Pensam as Florestas).
Meu trabalho baseia-se em pesquisas e reciprocidades com os sítios. Depois de uma primeira visita a um local, desenvolvo um interesse por um aspecto / área que persigo ao longo do tempo e em estadias mais longas. Normalmente não tenho um tema ou meio preconcebido, mas desenvolvo tanto o foco temático quanto a metodologia específica do contexto e orientada para a pesquisa. O diálogo, a troca e o envolvimento com as partes interessadas locais, a população e os profissionais é sempre fundamental no desenvolvimento de qualquer projeto. Trabalho com fotografia analógica, vídeo, desenho, instalação assim como desenvolvo práticas socialmente responsáveis.
Sustainable landscape planning model for rural fires prevention – Um modelo sustentável de ordenamento do território para a prevenção dos incêndios rurais
Jornada Científica Floresta de Carvalho Autóctone - Funções, Silvicultura e Aplicações
24 de junho 2021
Projecto FCT – Scapefire
Sustainable landscape planning model for rural fires prevention – Um modelo sustentável de ordenamento do território para a prevenção dos incêndios rurais
Jornada Científica Floresta de Carvalho Autóctone – Funções, Silvicultura e Aplicações
24 de junho 2021
O projecto Scapefire visa investigar e propor um modelo sustentável de ordenamento do território para a prevenção dos incêndios rurais, relacionando também com elementos de valorização florestal. Participam neste projecto diversas instituições do ensino superior, organizações e municípios, sendo liderado pela Universidade de Lisboa. Uma importante componente neste projecto prende-se com o carvalhal devido à sua reduzida combustibilidade, resistência e resiliência.
Esta vertente é conjugada no Projecto Bosques o qual se encontra em desenvolvimento pela ARS numa parceria com a UTAD (Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro). Este projecto envolve actividades de investigação, de desenvolvimento e promoção relacionadas com o carvalhal como ecossistema da floresta original portuguesa que permite proporcionar simultaneamente múltiplos bens e serviços do ecossistema, com amplos benefícios ecológicos, económicos e sociais, contribuindo para um aumento do valor total que lhe está associado. Envolve igualmente diversos aspectos culturais, bem como, a melhoria da paisagem natural característica dos territórios.
Nesta jornada vão ser tratados vários tópicos, com possibilidade de observar realizações e actividades in loco, relacionadas com a utilização da madeira de carvalho em aplicações de alto valor, bem como, outros importantes bens e serviços do ecossistema e a silvicultura aplicada, com observação de informação científica e técnica. Encontra-se também em destaque, em ambos projectos, a aplicação de uma silvicultura próxima à natureza, neste caso ao carvalhal, que se enquadra, entre outras medidas, no Pacto Ecológico Europeu (EU Green Deal) como estratégia de desenvolvimento sustentável da Europa.
Coordenação Prof. João Paulo Fidalgo de Carvalho
Programa
11h00 Reunião do Projecto Centro Cultural de Videmonte
12h45 Almoço (ar livre) Carvalhal de Meios
14h00 Aplicações de Madeira de Carvalho UI ESCOLA, Meios
15h45 Silvicultura Carvalhal de Garcia Joanes
O dia começou com uma saída de campo para identificar plantas aromáticas e plantas/árvores nativas, Sílvia Martins da MARP ajudou a identificar as seguintes plantas: Mentha aquatica, Mentha suaveolins, Calamintha nepeta, Foeniculum vulgare, Prunus spinosa, Crataegus monogyna, Digitalis purpurea, Verbascum sp., Bryonia sp., Cynara cardunculus, Chenopodium album, Apium nodiflorum, Quercus pyrenaica, Arbutus unedo, Fraxinus angustifolia, Alnus glutinosa.
Ao longo da caminhada pelas ruas da aldeia Sílvia Martins falou da diferença de plantas exóticas e plantas invasoras, da necessidade de preservar as nossas espécies nativas como o carvalho negral, o freixo ou o medronheiro e da urgência em erradicar as plantas invasoras pelo perigo que representam para a nossa biodiversidade local. Pelo percurso foram identificadas 3 plantas invasoras: Cortaderia selloana, Acácia dealbata e Paulownia sp.
Ao almoço foram feitas pizzas por Pedro Januário, com utilização de ervas aromáticas e produtos endógenos de época.
A seguir ao almoço houve uma partilha entre xs participantes sobre o que significa ser mulher no meio rural no século XXI.
O dia terminou com a identificação das ervas aromáticas que cada participante trouxe do seu jardim.
Devido ao dia longo, não aconteceu como planeado, a introdução às ‘Cadernetas Agroecológicas’ por Laura Tarrafa da MARP/CNA, esta iniciativa decorrerá em breve com a parceira MARP – Associação das Mulheres Agricultoras e Rurais Portuguesas.
A ‘Assembleia Geradora – da construção participativa ao empoderamento da mulher rural’ é um projecto do programa Bairros Saudáveis promovido pela ARS Luzlinar em parceria com Os Carnicenses – Associação para o Desenvolvimento Social e Cultural; Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vila Franca das Naves; Associação de Desenvolvimento do Feital; Associação Cultural e Desportiva de Vila Franca das; União de Freguesias de Vilares e Carnicães; União de Freguesias de Vila Franca das Naves e Feital; Junta de Freguesia de Tamanhos; Junta de Freguesia de Póvoa do Concelho e Câmara Municipal de Trancoso
A ‘Assembleia Geradora – da construção participativa ao empoderamento da mulher rural’ pretende dinamizar a vida comunitária na Serra da Broca, das 9 aldeias ainda vivas, com uma população maioritariamente envelhecida, isolada, vulnerável às alterações climáticas e com rendimentos precários: Broca, Vilares, Carnicães, Vila Franca das Naves, Feital, Póvoa do Concelho, Garcia Joanes, Vale de Mouro e Tamanhos. O projeto centra-se num modelo transdisciplinar de CIDADANIA e ECONOMIA CIRCULAR que procura integrar o conhecimento ancestral com a comunidade e a natureza, o bem-estar e a saúde física e mental.
A ‘Assembleia Geradora – da construção participativa ao empoderamento da mulher rural’ pretende dinamizar a vida comunitária na Serra da Broca, das 9 aldeias ainda vivas, com uma população maioritariamente envelhecida, isolada, vulnerável às alterações climáticas e com rendimentos precários: Broca, Vilares, Carnicães, Vila Franca das Naves, Feital, Póvoa do Concelho, Garcia Joanes, Vale de Mouro e Tamanhos. O projeto centra-se num modelo transdisciplinar de CIDADANIA e ECONOMIA CIRCULAR que procura integrar o conhecimento ancestral com a comunidade e a natureza, o bem-estar e a saúde física e mental.
A saída de campo de dia 19 de junho com a presença da MARP irá ter as seguintes actividades:
– Identificação de ervas aromáticas (traga um ramo de ervas aromáticas do seu jardim)
– Pic-nic
– Introdução à utilização das ‘cadernetas agroecológicas’
Este evento insere-se numa das actividades principais do projecto ‘Assembleia Geradora – da construção participativa ao empoderamento da mulher rural’ que irá criar uma Rede de Mulheres de cabazes hortícolas e silvestres.
Organização
Luzlinar
Parceiros:
MARP – Associação das Mulheres Agricultoras e Rurais Portuguesas
Os Carnicenses – Associação para o desenvolvimento social e cultural
Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vila Franca das Naves
Associação de Desenvolvimento do Feital
Associação cultural e desportiva de Vila Franca das
União de Freguesias de Vilares e Carnicães
União de Freguesias de Vila Franca das Naves e Feital
Junta de Freguesia de Tamanhos
Junta de Freguesia de Póvoa do Concelho
Câmara Municipal de Trancoso
UM CENTRO – UM ECOSSISTEMA – UM TERRITÓRIO
Para tal define vários domínios de Aprendizagem prioritários e para cada um inicia 4 diferentes Laboratórios:
– Experiência Da Floresta, Laboratório de Ciências Ambientais;
– Habitantes Da Montanha, Laboratório de Filosofia Social;
– Fio da Sustentabilidade, Laboratório de Políticas de Desenvolvimento.
A ARS luzlinar participou hoje no Open Day Agrupamento de Escolas de Trancoso onde marcou presença com um espaço expositivo, no qual estão representadas variadas actividades que a entidade desenvolve com a escola desde 2008. Durante o dia decorreu a cerimónia de assinatura de protocolo entre entidades.
O Projecto ARS Art and Science Research Structure vai ser apresentado no próximo dia 2 de Junho no IV Foro Cultura y Ruralidades, sob o tema “Ruralidades frente a la crisis ecológica y climática”, em Jarandilla de la Vera, Cáceres.
Programa:
https://culturayciudadania.culturaydeporte.gob.es/cultura-medio-rural/4-foro/programa.html
Streaming:
https://www.youtube.com/channel/UCwB5KF7QHLk-d7m4rw4drnQ
O Projecto ARS Art and Science Research Structure vai ser apresentado no próximo dia 2 de Junho no IV Foro Cultura y Ruralidades, sob o tema “Ruralidades frente a la crisis ecológica y climática”, em Jarandilla de la Vera, Cáceres. https://culturayciudadania.culturaydeporte.gob.es/cultura-medio-rural/4-foro/programa.html
– “How Much Does a Bullet Cost? It takes 250,000 bullets to kill an insurgent*” de João Castro Silva, poderá visitar a exposição até setembro.
– “Mons Herminius Itinera” no Núcleo da Paisagem com a coordenação de Carlos Fernandes. Instalado na Torre do Castelo de Celorico da Beira, legado do património que se eleva sobre a vila e áreas circundantes, por isso observatório da Paisagem Física na sua génese arquitectónica, o Núcleo da Paisagem promove um conjunto de actividades – do Castelo para a
sua Vila e toda a Beira Interior. O Núcleo da Paisagem será um espaço de exposição permanente dedicado ao “Mons Herminius Itinera”.
Para mais informações consultar: http://ars-id.org/
A Unidade de investigação TORRE promove um conhecimento – informado e flexível – da História e das matérias científicas interdisciplinares desta, para a descoberta de um novo olhar sobre os territórios. Para o estudo historiográfico, em Cruzamento-Diálogo com a contemporaneidade, a Torre promove projectos de investigação artística e científica sobre dois requisitos:
– Dados do Conhecimento Passado – Saber;
– Dados da Imaginação do Futuro – Projectar.
Cada um dos dois requisitos constituem as orientações para 3 níveis comunicantes – UNIR CRIAR
GUARDAR – que fazem corresponder os laboratórios de investigação: Mons Herminius Itinera ;
Khrónos ; Biblos.
Será, também, criado na Quinta do Escorial um macrolaboratório – Natureza Organizada. Este macrolaboratório inclui três laboratórios: Experiência da Floresta, Cidade Pomar e Aquíferas.
Para mais informações consultar www.torre.ars-id.org
Participação da ARS – Art and Science Research Structure na Sessão Solene comemorativa do Dia da Europa, 9 de maio, no Grande Auditório do Teatro Municipal da Guarda, onde decorreu a assinatura do protocolo com a Candidatura Guarda 2027.
A Câmara Municipal do Fundão e a Luzlinar organizam a apresentação da ARS – Art and Science Research Structure, a primeira estrutura de investigação em Arte e Ciência instalada na Região das Beiras e Serra da Estrela, no âmbito do primeiro seminário do Conselho ARS.
A Apresentação decorre no dia 6 de maio com início às 9h30 no Casino Fundanense.
Dadas as restrições impostas pela actual situação pandémica, pode acompanhar o Seminário em directo em: https://www.facebook.com/events/795548711346240/
Programa
9h30 . Abertura
– Presidente da Câmara Municipal do Fundão, Dr. Paulo Fernandes
– Presidente do Conselho ARS, Directora Regional da Cultura do Centro, Dra. Suzana Menezes
10h15 . Apresentação da ARS – Art and Science Research Structure
[Intervalo]
11h00 . Comunicações I
– Rita Cachão / Transtechnology Research / Univ. Plymouth
– Anabela Dinis / UBI
– Helena Elias / VICARTE – FBAUL
– Espaço de debate
12h00 . Inauguração das Exposições
– Espaço Pontes, “Micro Ressonâncias – Drum Stick Grip” de João Pimenta Gomes
– Espaço Biblos, “Ilimitâncias”, linha de investigação CÍRCULOS, por Francisca Veiga
13h00 . Almoço
14h30 . Comunicações II
– Manuel Ambrósio Sanches Sanches / Univ. Salamanca
– Júlio J. Fernandes da Silva / TDK – Oslo
– Humberto Martins / UTAD / CRIA-UMinho
– Espaço de debate
[Intervalo]
15h45 . Projectos – Projecto Bosques, Director Cientifico ARS, João Paulo Fidalgo Carvalho
– Seminário Zero, Guarda 2027, Director Executivo Pedro Gadanho
17h30 . Encerramento
– Presidente do Conselho ARS, Directora Regional da Cultura do Centro, Dra. Suzana Menezes
O Programa Bairros Saudáveis visa apoiar intervenções locais de promoção da saúde e da qualidade de vida das comunidades territoriais, através de projetos apresentados por “associações, coletividades, organizações não governamentais, movimentos cívicos e organizações de moradores”.
O Município da Guarda e a Associação Luzlinar vão assinar um Protocolo de Cooperação para promover a investigação multidisciplinar e a criação artística nas vertentes das Artes Visuais, das Artes Performativas e do Cinema, cruzando-as com as diferentes áreas científicas, num trabalho articulado com a comunidade local, comunidade educativa, estabelecendo assim uma ligação efetiva entre Arte, Educação, Ciência e Cultura.
Trata-se de um projeto estruturante de longo prazo, de escala internacional, no âmbito da estratégia da candidatura da Guarda a Capital Europeia da Cultura – uma vez que a Associação Luzlinar é parceira cultural da Guarda 2027 – e prevê a conjugação de esforços entre os agentes locais, cientistas e artistas, para o desenvolvimento sustentável do concelho da Guarda.
Ancorado na tríade ‘Um Centro, Um Ecossistema, Um Território’, a ESCOLA é um Centro de Investigação multidisciplinar que se instalará na Guarda, implementando um conjunto de práticas culturais transgeracionais originando o encontro de gente – com foco na emergência artística e científica – empenhada em pensar, fazer e agir, integrando experiências e conhecimentos em diversas áreas do saber.
O centro de investigação a ESCOLA desenvolverá um conjunto de práticas culturais transgeracionais no território do concelho, numa espécie de percurso cultural entre os concelhos vizinhos de Belmonte, a caminho dos dois grandes rios da serra (Zêzere e Mondego), e Celorico da Beira. Há uma unidade cultural neste contexto geográfico em função das temáticas do projeto, como sejam os lugares da indústria têxtil, as fábricas, os pastores, as ovelhas, toda uma história comum.
O projeto, que irá ter um espaço galeria na cidade, compreende quatro macro laboratórios – Ação Artística, Ciências Ambientais, Filosofia Social e Políticas de Desenvolvimento aos quais correspondem os respetivos vetores – Estações Bucólicas, Experiência da Floresta, Habitantes da Montanha e o Fio da Sustentabilidade.
Fonte (https://www.mun-guarda.pt/noticias/1359-camara-da-guarda-e-luzlinar-as?fbclid=IwAR0uK4qLsQ1AaebydYmyZdeegjn34-mtc5WgEmA8PVsSYcA7jtKw5Dda_fs)
Este último vetor será um laboratório exclusivamente reservado a práticas sustentáveis e ao uso inteligente dos recursos naturais, que se poderá articular com iniciativas estruturantes de outras entidades.
A criação da Unidade ESCOLA surge integrada na ARS – Estrutura de Investigação em Arte e Ciência um grande projeto de território, cofinanciado pelo Ministério da Cultura/Direcção Geral das Artes, e une cinco municípios com a criação de cinco unidades de investigação, nomeadamente: ESCOLA (Guarda); MAPAS (Belmonte); COMUNA (Fundão); TORRE (Celorico) e CAMPUS (Trancoso).
No caso da Guarda, entre outras ações inovadoras, destaque para a criação dos projetos operacionais O Fio da Sustentabilidade e o Projeto Bosque- Silvicultura próxima da natureza.
A integração do Município da Guarda em projetos comuns da ARS – Estrutura de Investigação em Arte e Ciência, passando a fazer parte do seu conselho estratégico, permite a realização de estudos e outros projetos de investigação, a edição de obras de carácter científico e cultural, a organização conjunta de seminários, conferências, colóquios e aulas abertas, num aproveitamento de sinergias que somarão benefícios transversais para todo o território.
A assinatura do Protocolo entre o Município da Guarda e a Associação Luzlinar reforçará a identidade local e regional através da valorização de tradições e do envolvimento da(s) comunidade(s), garantindo a transmissão de conhecimentos ancestrais/tradicionais a gerações futuras, desenvolvendo a economia local com base em produtos endógenos, criando circuitos integrados de produção e comercialização, permitindo a criação de valor acrescentado na região e potenciando profissões futuras e criação de emprego através da produção artesanal, alavancando o turismo alicerçado na identidade local.
uma imagem voante é imagem do vento?”
Nasceu em 1996. Licenciou-se em cinema na Université Lumière Lyon 2 e tirou um mestrado em fotografia na Université Paris 8 Vincennes Saint-Denis em 2019.
Exposição colectiva Les enjeux de la surface na galeria Immix em Paris, 2019.
Participou em várias sessões de projecções de filmes experimentais em Paris, Bribes Expérimentales, pelo colectivo AVE, 2020, e em Lisboa, Olho Lâmina, pelo Beco, 2019.
Artista-Investigadora no âmbito do Projecto Pontes pela associação Luzlinar desde 2020 na linha de investigação Observatórios.
19 de Agosto 1967 em A descoberta do mundo”
Joana Villaverde
Nasceu em Lisboa (n. 1970), vive e trabalha em Avis. Expõe regularmente em Portugal e no estrangeiro desde 1998. Bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian para a residência Location One em Nova Iorque. Artista residente na Guest House da Fundação Qattan em Ramallah. Colabora regularmente em teatro, com a criação de cenografias para produções apresentadas em vários teatros nacionais. Publicou “Emma” (Cavalo de Ferro, 2003) e “Animals Nightmare” (Edições Documenta, 2017). Em 2016 desenvolveu o projeto “Mar”, com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian e do Grupo Bensaúde. Inaugura o seu atelier Officina Mundi em Avis em 2018, onde assume a direção artística e programação. O seu trabalho está representado na Coleção MAAT-Fundação EDP, quARTel Coleção Fernando Ribeiro, Diocese de Beja e em várias coleções particulares em Portugal, Espanha, França, Bélgica, Reino Unido, Estados Unidos da América e Palestina.
Realidade Submersas, um projecto artístico em torno das gravuras rupestres da Barroca.
Mapear a paisagem com o corpo, imprimir a paisagem no corpo.
Num processo de descoberta do lugar, encontrámos nas margens do rio Zêzere espaços que nos pediram para lá permanecermos mais um pouco. Estabelecemos relações inesperadas com formas, materiais, cheiros, texturas da terra. A Natureza fala connosco e diz-nos coisas com o seu corpo imensamente infinito, entra para dentro do nosso corpo rapidamente, sem nos apercebermos.
As formas do lugar tomam conta do nosso imaginário, tal como pensamos que aconteceu com aqueles que gravaram os animais na rocha, agora submersa, há muitos anos atrás.
Durante as caminhadas encontrámos motivos de surpresa, narrativas escondidas pela natureza, segredos da história do Homem, formas que geram o encontro com o corpo: musgos apetitosos ao toque, cascas de tronco de pinho que envolvem o nosso tronco humano, água corrente do rio, violenta e simultaneamente serena, pedaços de xisto que se abrem como páginas de um livro e se transformam em riscadores de maravilhosas cores para a escrita e para o desenho, o som do mar de uma queda de água ao longe.
Sentir o lugar sabendo que é sagrado, sacralizado há muito pelos nossos antepassados que nele escolheram desenhar, eternizando um gesto poético.
Através do desenho, fotografia e experiências de contemplação e composição na paisagem, reflectimos individualmente sobre aquelas gravuras na Barroca e os seus segredos. Muitas perguntas surgiram.
Ao confessarmos os pensamentos uma à outra, encontrámos o desejo comum de transformar o espaço envolvente às gravuras num lugar de Paisagem Altar recuperando, noutro gesto poético, a magia outrora celebrada nas margens do rio.
Propomos um altar disperso que esconde, absorve e revela tesouros, amuletos, objectos ritualistas do presente e do futuro, criados por nós.
Cada objecto criado será fundido na paisagem numa cerimónia performativa. A localização de cada objecto será mapeada em grafismos desenhados num pano e ficará guardado no acervo do Museu Arqueológico do Fundão.
Elsa Gonçalves e Mariana Fernandes
Maio de 2019
11 de setembro 2020 às 18h30
Campus Jardim das Pedras, Feital
Mariana Gomes
1983, Faro, Portugal
Vive e trabalha em Lisboa, Portugal, e é formada em Pintura pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, Portugal. Em 2011 foi distinguida com menção honrosa pelo Prémio Fidelidade Mundial – Jovens Pintores 2011. Das exposições que realizou destacam-se: Canhota, curadoria de Bruno Marchand, Fundação Carmona e Costa, Lisboa (2019); Quote / Unquote. Entre Apropriação de Diálogo, curadoria de Ana Anacleto e Gabriela Vaz Pinheiro, Galeria Municipal do Porto, Porto, MAAT – Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia, Lisboa (2017); Romanian Dances, Galeria Baginski, Lisboa (2017); Bollocks, curadoria de Bruno Marchand, Appleton Square, Lisboa (2016); 10º Prémio Amadeu de Souza-Cardoso, Museu Municipal Amadeu de Souza-Cardoso, Amarante (2015); Breviário, Galeria Fernando Santos, Porto (2014); Stop Making sense!, com curadoria de João Pinharanda, Fundação EDP, Lisboa (2013); X Tentativas, Galeria Módulo – Centro Difusor de Arte, Lisboa (2009). O trabalho de Mariana Gomes encontra-se representada em várias colecções privadas e em colecções públicas como a Colecção de Arte Contemporânea da Fundação EDP, a Colecção Moderna do Museu Calouste Gulbenkian, Fundação Carmona e Costa e colecção PLMJ.